Percy Jackson E Os Jogos Vorazes
12 Conversas no telhado
Notas iniciais
Desculpa o atraso! E obrigada a Julia Di Angelo pela recomendação!
— Por que não há grades? — Veja. Percy colocou a mão um pouco a frente e eu pude ouvir um pequeno chiado e depois uma faísca como num curtocircuito. — Há uma espécie de campo de força em volta do prédio. Ele manda de volta qualquer coisa que possa cair. Não era para nossa segurança, mas sim para que todos estivessem vivos até os jogos começarem. Não era de se admirar que um tributo quisesse se matar antes do início dos eventos, iria morrer uma hora ou outra por que não de uma forma menos dolorosa? Ficamos observando a cidade até que ele diz: — Vai me contar sobre a garota Avox? Eu fui em direção ao pequeno jardim como se estivesse apenas observando as flores. — Eu estava caçando com Gale naquele dia. Ele sorriu e levantou uma sobrancelha como se dissesse "Não me diga?" e pediu para eu continuar. — O dia estava normal, mas de repente os pássaros pararam de cantar, o que significa que algo estranho está acontecendo. Foi então que eu os vi, a garota ruiva estava com um rapaz. Eles pareciam que estavam fugindo por dias. A garota havia nos pedido para ajudá-los, mas eu e Gale estávamos estáticos não sabíamos o que fazer. Então veio o aerodeslizador, sempre silencioso. Jogou um arpão que atravessou o rapaz e o puxou para cima, um gancho puxou ela também enquanto gritava o nome dele...mas é claro, ele já estava morto. Eu sempre me perguntei o que aconteceria se eu tivesse ajudado. Bem, agora eu sei o que aconteceria....Esse também foi um dos motivos pelo qual eu resolvi te ajudar.- eu disse com lágrimas nos olhos. Droga, desse jeito terei que usar a tática de garota sensível, estou chorando demais. Mais uma vez- isso está virando hábito- eu me vejo envolvida em seus braços fortes em um abraço acolhedor. — Ei, se acalme. A garota em chamas não chora. — Fora das câmeras, e de olhos que me conhecem como alguém forte, eu sou apenas uma garota, Percy. Katniss Everdeen também chora ás vezes.- eu disse soluçando. — Eu sei. Mas para vencer estes jogos você tem que ser forte, Catnip. Entendeu? Revirei os olhos e disse: — Por favor, não me chame de Catnip em rede nacional. Ele riu e falou: — Só se você parar de me chamar de D4. Sorri e levantei meu rosto para encará-lo. — Nem por decreto. Ele colocou a mão no queixo como se pensasse e disse: — Por decreto talvez não, mas por tortura sim. Levantei as sobrancelhas e questionei: — Tortura? — Sim- ele disse engrossando a voz e ficando sério- eu poderia fazer cócegas em você. Eu comecei a rir. Ele deu um sorrisinho maléfico e diz: — Acha que eu não sou capaz? Eu ainda estava rindo quando balançei a cabeça negativamente. — Você irá sofrer, Everdeen! Antes que eu pudesse entender o que ele ia fazer, Percy avançou para cima de mim e começou a fazer cócegas na minha barriga! — AAAAAAAAAAAHH!!!! PARA, PARA, PAR...HAHAHAHAHAHA! POR FAVOR, JACKSON, PARE! HAHAHAHAHAHAHA! O QUE VOCÊ QUER PARA PODER PARAR COM ISSO?! — Ver você sem aquela cara séria é o primeiro item! Estávamos rindo tanto que caímos um por cima do outro (N/A: Já sabem, parem com a perverção!). — E QUAL É O SEGUNDO ITEM? HAHAHAHAHAHA! — Que você pare de me chamar de D4! — ENTÃO VOCÊ TERÁ QUE TER MUITA FORÇA NESSES DEDOS! NUNCA IREI PARAR DE TE CHAMAR ASSIM! Ele deve ter entendido pois parou e saiu de cima de mim. Meu Deus, só agora eu me dei conta do quanto estávamos...próximos. Corei com isso, espero que ele não tenha percebido. Ficamos deitados no jardim olhando para o céu escuro, as luzes da cidade ofuscavam as estrelas, mas um grupo delas permanecia brilhante forte, elas formavam a figura de uma menina correndo com um arco e flecha. Ouvi muitas histórias do meu pai sobre quem ela havia sido, pelo que me lembro seu nome era Zöe. — Ela era uma grande amiga. Franzi a testa e perguntei: — Quem? — A garota da constelação. Eu acho que a conheci. Minha boca se abriu em um 'O'. Voltei a falar com um pouco de incredulidade, admiração e fascínio: — Você conheceu a Zöe? Zöe Doce-Amarga?! Ele sorriu e respondeu: — Sim, acho que esse era o nome dela. Eu a conheci, faz muito tempo. Era uma garota legal, mas deixou o mundo de uma maneira bem triste. Seu rosto assumiu um ar triste. Era estranho ver ele, sempre alegre, entristecido. Ele parecia envelhecer algumas décadas, o feliz garoto de 16 anos com a aparência do Distrito 4 com certeza já havia passado por muita coisa.
Para acabar com a tensão no ambiente eu digo: — Acho melhor voltarmos para os quartos logo. Não quero que aconteça igual a noite passada. — Ok. Ele me levou de volta. Quando chegamos ele disse: — Está entregue, ma chérie**. — Eu entendo francês antigo, Percy. — E daí? Era pra entender mesmo. Sorri e abri a porta do quarto. — Tenha uma boa noite, garota em chamas. — Igualmente, D4.- falei o apelido sussurrando devagar e rindo logo depois. Ele suspirou e disse: — Você me tira do sério, Catnip. — Perfeito! Meu trabalho está sendo feito com êxito. Dito isso eu fechei a porta entre nós e fui para a cama. Mais um dia cheio chega ao fim
Notas finais
*era isso mesmo que tinha lá?
**Pra quem não entende significa "minha querida"
Algum de vocês quer cupcakes, meus cupcakes? *-*
Mandem reviews!
**Pra quem não entende significa "minha querida"
Algum de vocês quer cupcakes, meus cupcakes? *-*
Mandem reviews!
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