Percy Jackson E Os Jogos Vorazes
48 Amizade...ou algo mais?
Notas iniciais
Oi, gente. Mais um daqueles surtos percabeth. Mas esse é pior, porque tem a capa de the house of hades envolvida.
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Eu não estou agindo racionalmente desde as três da tarde, portanto se o capítulo ficar horrível culpem o tio Rick, o John Rocco e a Helim. A minha personalidade oposta que escreveu o capítulo.
Helim: O cap ficou lindo, acreditem!
Até lá embaixo!
PoV Katniss
Meus pesadelos pareciam nunca ter fim. Começando com os bestantes na arena, depois a mesma explosão que matou meu pai. De alguma forma em todos os cenários eu me via chamando por Percy, mas ele nunca me ajudava, mesmo estando a minha frente. Simplesmente dava alguns passos para trás, se virava e ia embora, me deixando sozinha para enfrentar a próxima tortura.
Uma hora eu chego a conclusão que os pesadelos têm um fim sim. Eu acordo com a cabeça doendo, estou em um quarto branco, sem portas ou janelas aparentes. Tubos transparentes estão conectados ao meu braço, transferindo para o meu sangue um líquido azul. Tento me sentar, mas sou parada por algumas faixas em meu quadril que me obrigam a ficar na cama. Antes que eu entre em pânico reparo nas minhas mãos. A pele está limpa e brilhante sem nenhuma cicatriz, assim como as unhas. Meu ouvido esquerdo voltou a funcionar. E os meus cabelos estão mais macios e sedosos do que nunca. É quando eu me dou conta de que a região onde levei a facada não está mais doendo, lá agora só resta uma pequena cicatriz.
Facada. Cato. Luta. Arena. O pensamento me invade sem rodeios: Eu venci. Sou uma vitoriosa. Posso voltar para casa, para o meu distrito. Minha mãe, Prim, Gale. Ah, Gale. Todos eles estão tão perto agora.
Meu sorriso desaparece quando me lembro de Percy. Ele está vivo, disso eu tenho certeza. Se eu sobrevivi a um ferimento como esse, ele pode aguentar alguns cortes com os remédios da Capital. Mas será que ele ainda está aqui em Panem? Sua missão era vencer os Jogos, ele conseguiu. E se ele já tiver voltado para o passado? O pensamento me manda um frio pela espinha. Não pode ser, não! Eu preciso vê-lo uma última vez, lúcida. A verdade é que eu nem sei se quero que ele volte para o seu tempo. Depois de tudo que passamos, de tudo que ele fez por mim, não posso me imaginar em um mundo sem ele. Meus sentimentos por ele ainda são uma bagunça total, mas eu tenho certeza de uma coisa: eu não quero perder o garoto de olhos verde-mar.
Meus devaneios são interrompidos por um ruído do outro lado do quarto. Uma parte da parede se divide em dois e de lá surge uma avox com uma bandeja. Ela clica em alguns botões perto da minha cama e ela se reclina até me deixar sentada. A avox colocou a bandeja no meu colo e uma colher nas minhas mãos. As palavras saem de mim antes que eu possa contê-las:
-- Percy está bem?
Ela assentiu e saiu do quarto rapidamente. Um suspiro de alívio escapa pelos meus lábios, ele ainda está aqui. Mas ainda tenho que confirmar com os meus próprios olhos. Se eu ao menos pudesse sair daqui...
Olhei para bandeja. Um pote de caldo e um copo d'água. Só isso? Esperava algo mais luxuoso como a minha primeira refeição fora dos Jogos. Mas descubro que até a pequena quantidade de comida é difícil de engolir para mim. Depois de alguns minutos começo a ficar tonta e caio no sono novamente.
Por um tempo indeterminado isso continua acontecendo, eu acordando, comendo e adormecendo novamente. Finalmente eu sinto que o efeito dos remédios passou e que eu vou ficar acordada a partir de agora. As faixas sumiram da cama de forma que eu posso me movimentar livremente. Uma boa olhada na minha pele mostra que não só as cicatrizes da arena sumiram, mas também as antigas ques eu havia adquirido ao longo dos anos.
Hesito um pouco antes de sair da cama, temendo que minhas próprias pernas não aguentassem o meu peso. Entretanto, elas suportaram muito bem. Na minha cama vejo uma muda de roupas dobrada, as roupas dos tributo.
Inconscientemente dou um passo para trás, como se ela pudesse me machucar. Mas é então que eu me lembro que é essa roupa que devo usar para cumprimentar minha equipe.
"Quanto mais rápido você se vestir, mais rápido verá Percy" uma parte da minha mente falou. Ainda um pouco receosa vesti a roupa e parei em frente a parede que eu sabia que escondia uma porta. Em um piscar de olhos ela se abriu e eu me encontrei em um corredor vazio e sem portas.
Comecei a andar um pouco sem rumo. Atrás de uma daquelas portas deveria estar Percy, eu precisava vê-lo.
--Katniss! — ouvi uma voz que a princípio me deixou irritada e depois agitada: Effie.
Virei a cabeça e encontrei, no outro lado da sala, ela, Haymitch e Cinna.
Sem mais nenhum pensamento corri até eles e surpreendi até a mim mesma quando abracei Haymitch primeiro.
-- Fez um bom trabalho, querida. — ele disse sorrindo, desta vez não havia ironia na sua voz.
-- Eu disse que vocês eram pérolas, eu disse! — Effie falou animada com algumas lágrimas nos olhos.
-- Meus parabéns, Katniss. — Cinna falou quando me abraçou.
Minha felicidade por ver os três não poderia ser maior, mas meu sorriso diminuiu um pouco quando eu percebi que faltava uma pessoa.
-- Onde está Percy? — eu pergunto.
-- Está com Portia arrumando os últimos detalhes com a entrevista, querem que vocês se encontrem apenas a noite. — Effie respondeu.
As batidas do meu coração se acalmaram ao mesmo tempo que a ansiedade me consumia. Ele ainda está em Panem, agora eu tenho certeza. Mas quando irá embora?
-- Vá com Cinna, ele deve te deixar pronta para mais tarde -
Haymitch disse.
É um alívio estar sozinha com Cinna, sentir seu braço protetor ao redor dos meus ombros quando ele me leva para longe das câmeras, por algumas passagens e para um elevador que vai até o corredor do Centro de Treinamento.
O hospital é muito mais abaixo, até abaixo do ginásio onde os tributos praticaram amarrando cordas e atirando lanças. As janelas do corredor estão escuras, e um punhado de guardas está em serviço. Quando subimos até o décimo segundo andar a imagem de todos os outros tributos mortos passa pela minha cabeça e eu sinto um aperto no peito.
As portas do elevador se abrem e eu sou engolida pela minha equipe de preparação. Eles me preparam enquanto tagarelam sobre os Jogos e o que estavam fazendo quando determinado evento acontece. Não é sobre crianças lutando, apenas sobre eles. É bom, eu odiaria ter que me lembrar daquele pesadelo mais do que preciso.
Eles acabam de me arrumar e Cinna aparece com um vestido amarelo simples nos braços.
-- Nada mais de "garota em chamas"? — pergunto.
-- Nada mais. — ele disse deslizando o vestido pela minha cabeça.
O tecido é leve e gruda às minhas costelas, eliminando a necessidade de enchimento na cintura. A saia chega até os meus joelhos. É a mais simples de todas as roupas que Cinna já fez até agora, mas acho que foi a melhor de todas.
-- Gostou? — ele perguntou.
-- Foi o melhor de todos. — respondi.
Antes que eu me virasse para ver meu reflexo ele disse:
-- Espere! Falta os sapatos.
Ele me ajudou a calçar um par de sandálias de couro baixas. Quando estava finalmente pronta, pude me olhar no espelho.
Eu ainda era a garota em chamas. O vestido tinha um leve brilho dourado, como se eu estivesse vestida a luz de velas. O que me impressionou foi o meu rosto. A maquiagem era simples e rosada, meu cabelo estava preso apenas com um elástico. Não acho que uma vitoriosa deveria parecer assim, tão...inocente. Cinna não faria isso de propósito, algo está acontecendo para ele me dar esta aparência.
-- Achei que seria mais sofisticado. — eu disse.
-- Pensei que Percy iria gostar de você assim. — ele falou calmamente.
"Ele iria preferir um vestido azul" pensei. Mas sei que não é por causa de Percy. A única vontade que é atendida aqui é a da Capital e dos Idealizadores. Cinna deu um aviso silencioso me preparando dessa forma. Os Jogos não terminaram de verdade.
Fui levada até o elevador e descemos até o nível onde os tributos foram treinados. Os vitoriosos sempre surgem se de baixo do palco, logo depois da equipe de preparação e do mentor.
Sou encaminhada para uma área pouco iluminada debaixo da estrutura de madeira. A multidão grita e aplaude lá fora. O barulho é tão alto que não percebo Haymitch chegar até ele encostar no meu ombro.
Viro-me e o encontro ele com uma expressão séria.
--Que tal um abraço de boa sorte? — ele diz estendendo os braços.
É um pedido estranho, ainda mais por parte dele. Mesmo assim coloco meus braços ao redor de seu pescoço e ele me prende no abraço inesperado.
-- Vocês estão com sérios problemas. O episódio das amoras deixou os Idealizadores muito zangados. A última coisa que eles querem é ser alvo de piada por toda Panem.
Sinto um calafrio percorrer a minha espinha e o medo se apodera de mim. Dou uma risada nervosa e digo:
-- E agora?
-- A única explicação agora é que vocês dois estavam muito apaixonados e não sabiam o que estavam fazendo.
-- Contou isso a ele? — perguntei.
-- Dei umas pistas, o garoto é esperto. Vai se sair bem. Lembre-se: esteja apaixonada. — ele me soltou e colocou uma mecha do meu cabelo para trás — Entendeu, querida?
-- Sim, perfeitamente. — respondi. Poderíamos estar falando sobre qualquer coisa agora.
Ele me guia até a plataforma de metal e diz:
-- Aproveite a noite, doçura. Ela é toda sua. — e saiu para tomar o seu lugar.
Minhas mãos começam a suar e os joelhos a tremer. Depois de ser declarada vitoriosa eu deveria estar protegida de tudo. Mas aconteceu o contrário, estou mais vulnerável do que nunca. Uma falha e tudo o que eu amo será tirado e mim. E Percy, oh meu Deus, ele está em uma situação muito pior! Ele deu a ideia do suicídio, é o principal culpado. Agora a minha mente está travando uma batalha interna. Uma parte quer que ele fique, pois não pode viver sem ele. Outra quer que ele desapareça da face de Panem para não correr nenhum perigo. E há mais uma, aliada da última citada, que insiste em lembrar que ele tem uma vida no passado e que não pertence a este lugar.
Se eu gosto tanto dele, deveria permitir algo que o fizesse bem, certo? Mas viver em um mundo sem Percy Jackson se tornou o mesmo que não viver.
Droga, acho que estou experimentando os sintomas de estar apaixonada.
Notas finais
Mileh: Você definitivamente é o meu oposto. Jason, lindo. Eca.
Bem, vocês viram a bagunça que a Helim fez na relação Perkatniss. Culpem ela, não eu.
Quem quer torrada com nutella?
Bjuzzz!
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