Percy Jackson E A Legião De Heróis
14 Capítulo 14 - Cuidados.
Notas iniciais
Estou aqui para agradecer a todos os reviews que deixaram em todos os capítulos.
Agradecer também a Rachel Chase Jackson pela perfeita recomendação!! ameeei.
E peço aos 36 leitores, alguns fantasmas se manifesteeem, preciso de vocêss!!
Quando abri meus olhos, eles ardiam como fogo, enxerguei tudo embaraçado e fechei novamente eles. Acho que aquele maltido monstro tinha veneno nas garras e afetou até meus olhos. Estou preocupada com o garotinho, apesar de dizer o tempo todo que não precisava de ajuda e muito marrentinho, ele era como eu. Os olhos entregavam-o quem era.
Em uma nova tentativa abri meu olhos e dessa vez enxerguei com clareza. Percy estava ao meu lado, segurando minha mão com os olhos vidrados em mim. Confesso que fiquei aliviada, ele era a pessoa que eu gostaria de ver quando acordar-se, sem dúvidas:
– Oh minha sabidinha, você está bem? eu estava morrendo de preocupação.
– Estou bem melhor seu Cabeça de alga, me diga onde está o garotinho.- Tentei me levantar e Percy não deixou.
– Ah ah, — advertiu. — Repouso! Ele está lá em baixo, estão cuidando de falar tudo.
– Viajamos quando?
– Bahia?
– Sim.
– Quando você estiver melhor.
– Eu estou melhor!
– Não, eu não vou sair de um local seguro sem ter a certeza que está realmente bem. Não vou arriscar.
– Mas Percy, me sinto mais disposta, meu ferimento não dói e nem meus olhos podemos partir hoje a noite.
– Se a Ana permitir, vamos. Mas se ela dizer que não, sem chances.
– Poxa... — Fiz biquinho.
– Não faz isso...
Continuei com o biquinho.
Ele subiu na cama e sentou ao meu lado, colocou os braços em minha volta e me trouxe para perto dele. E me beijou, eu amava quando ele fazia isso. Me surpreendia.
No final do beijo eu fiquei com rosto colado ao dele, a pele dele tinha uma temperatura tão agrádavel, como o mar. Ele ficou balançando a cabeça fazendo nossos narizes baterem, como um beijo de esquimó sabe? ficamos rindo.
– Tenho medo de te perder. — Desabafei.
– Você nunca vai me perder. — Abracei ele bem forte afogando meu rosto sobre o peito dele, eu estava com vontade de chorar.
– Eu sei que você não tem culpa, mas aquela filha de afrodite ta louquinha por você. — Continuei com a cabeça baixa.
– Acho que não, não se preocupe com isso. — Ele falou frio. Diferente
Ficamos em silêncio, ele ficou mechendo nos meus cabelos. Ana entrou no quarto toda sorridente e radiante (como sempre):
– Então você está melhor? — Perguntou Ana.
– Acho que sim. — Respondi
– Examine ela — Percy pediu.
– Aham — E começou a tocar meu pescoço, olhar meu ferimento (que não havia mais nem sinal dele) olhou a linha d'água dos meus olhos.
– Parece está tudo bem, pode se levantar Annabeth?
Me levantei e fiquei em pé, sem nenhum esforço.
– Bom, acho que ela está bem! Se até hoje a noite, você estiver estável. Viajaremos. — E se retirou do quarto.
– Ouviu? — Falei.
– Ouvi, doninha razão.- E selou nossos lábios.
Decidimos descer, ele pegou na minha mão e fomos ao encontro dos outros.
Estavam todos reunidos na sala, com mochilas prontas e tudo mais. Os gêmeos estavam descutindo com Nico, por que eles queriam que ele vestisse algo que estivesse na moda e Nico ficava falando em voz baixa " Não vou mandá-los para o tártaro" e ficava repetindo isso.
Notei a pupila dos olhos de Percy se expandirem ficando quase do tamanho da sua íris quando Victória Daylight ( vulgo: A Nojenta. ) olhou para ele. Tentei desviar a sua atenção, mas foi em vão. Eu estou com medo de perder meu Percy para aquela vagabunda qualquer.
Sentamos ao lado no novo casal e Percy não tirava os olhos de Victória e eu estava muito incomodada. Todo mundo estava percebendo isso. Me acalmei quando o garotinho chegou em mim e falou:
– Fico muito feliz em esta bem, senhora. — Falou dando um sorriso meio de lado
– Sim, estou muito bem, obrigada por se preocupar. — Retribui
– Muito obrigado, eu não deveria dizer que não precisava da sua ajuda lá na rua. Agora eu sei quem eu sou, quer dize, mais ou menos. Eu não sei quem é meu pai ou minha mãe, você sabe?
— Gostaria muito que fosse quem estou pensando, mais cedo ou mais tarde no acampamento iremos descobrir.
Ele sorriu.
— Gostei de você, seu nome é Annabeth não é ?
— Sim, e o seu ?
— Fernando ou Fernandinho, você que sabe. — Saiu e se sentou ao lado de Grover, fazendo mil perguntas.
— Ele me lembra você. — Leo falou dirigindo-se a mim.
— Também acho.
Victória Daylight quase teve um troço quando soube que iriamos de ônibus para a Bahia, disse uma lista de coisas que aconteceria com ela ...:
— (...) E além de tudo, vai borrar minha maquiagem com o calor escaldante.
— Ótimo, então vá sozinha, sem nenhuma proteção de avião ou seja lá o que quer e seja atacada e vá para o tártaro. — Ironizou Nico.
— Você morre de amores por mim, só pode garoto — Olhou nos olhos de Nico.
— Nem vem artículada, não caiu nessa não!
Depois de algumas conversas, decidimos ir hoje para a Bahia, longe mas preciso. O pai de Sarah nos levou para rodoviária mais uma vez. Fizemos todo o processo das compras de passagens e esperando uns 20 minutos.
O ônibus era gigante e confortável, achei muito estranho o fato de só ir nós e um homem por volta dos seus 35 anos vestido de palitó. Um ônibus normal geralmente em 2 assentos mas esse tinha três... bem, nos organizamos, sabendo que iria sobrar lugares.
Eu, Percy e Fernando ( que pediu de um jeito super fofo para sentar conosco.), Leo, Ana e Steph que antes mesmo de ligar o motor já roncava, Obum e Grover ficaram sozinhos debatendo sobre as auras dos monstros e algo que estava incomodando eles. Amanda Sales, Sarah Rooks ( que já estavam bastante próximas.) e Nico que falava " Melhor ficar com duas garotas, do que um casal apaixonadinho, sátiros que cheiram a bodes e principalmente do que as barbies ambulantes." certa parte concordei com ele.
Leo e Ana estavam no assento ao lado, eu achava lindo o jeito que ele tratava ela, era carinhoso e gentil. Nunca vi ele assim antes. Nunquinha!
— Estou cansado sabidinha, se incomoda em eu dormir uns 20 minutinhos ? — Falou olhando para mim com os olhos baixos de tão cansados.
— Mas é claro que não Percy, deite a poltrona. Se quiser eu tenho um travesseiro aqui na minha bolsa.
— Ajudaria bastante. — Disse exausto.
Peguei meu travesseiro favorito que carregava sempre nas minhas missões. Dei para ele se virou posição contrária e eu fiquei alisando os cabelos finos e negros dele. Quando ele finalmente pegou no sono, eu encostei minha cabeça:
— Parece que você gosta mesmo dele. — Fernandinho falou.
— Gosto pra valer. — Sorri.
— Você parece muito mais centrada do que ele e diferente também, mas isso faz com que vocês se encaixem e completam um e o outro. Assim como o menino do fogo e a menina do sol. — Explicou
— Sábias palavras, aprendeu com quem falar assim? — Perguntei curiosa.
— Ninguém sabe? eu fui abandonado e me colocaram em um abrigo de órfãos, mas eu não aguentei e sair, exigem demais do meu comportamento. E eu aprendi isso e muitas coisas na rua, vi coisas de todos os tipos, tanto ruins como boas. — Sorriu e imaginei o que aquela criança que só tinha 8 anos já tinha passado.
— Está cansado? — Perguntei poupando-o
— Demais.
— Durma, eu fico acordada olhando vocês dois.
— Obrigado senhora.
E fechou os olhinhos tempestuosos.
Notas finais
Adoro fernandinho é tão espertinho e falante *-*
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