Percabeth a bordo do Argo II
3 Percabeth e a apresentação do navio aos novos semideuses
Notas iniciais
Annabeth
Definitivamente semideuses não são bons no papel de talismãs da sorte.
Já foi horrível chegar ao Acampamento Júpiter nervosa, com a sensação de que tudo vai dar errado, mas justo quando eu achava que as coisas estavam melhorando, o Argo II começa a bombardear Nova Roma e pior ainda, Leo estava fazendo aquilo.
Para ser sincera, fiquei com pena quando Percy jogou ele no piso do navio, eu conhecia a força do meu namorado (adoro dizer isso, namorado, namorado, namorado, MEU namorado :3). Ao menos Leo não estava morto, só havia desmaiado. Agora estávamos no piloto automático (que achei sem querer no painel de controle) e Leo tinha acordado.
– Leo Valdez, você pode me explicar o que está acontecendo? – os olhos deles estavam cheios de culpa, disso eu tinha certeza, mas não poderia ser pulso fraco num momento como este.
– E-eu... Não sei. – respondeu ele de cabeça baixa
– Como assim não sabe? – Percy gritou furioso, ele não conhecia Leo o suficiente para saber que ele não seria capaz de fazer tal coisa e nem sabia ler as emoções das pessoas como eu.
– Percy, calma! Não vamos chegar em nenhum lugar assim. Por favor Leo, descreva detalhadamente como tudo aconteceu.
– Bem, foi bastante confuso e eu me lembro de pouca coisa. Era como se eu estivesse vendo um programa de televisão, aonde eu sabia de tudo que estava acontecendo, mas não podia impedir. Eu senti vontade de ir até a balista, e eu senti meu corpo indo, mas a parti daí eu comecei a me assistir fazendo as coisas, sem poder fazer nada. Eu só senti um frio estranho e repentino e tudo começou.
Me senti uma estátua de Término agora, só que sem o poder de se teletransportar. Congelada e totalmente assustada. Eu senti a mesma sensação enquanto nos aproximávamos de Nova Roma.
– Ele não está falando coisa com coisa. – disse Frank
– Para mim faz sentido. – eu respondi
– Como assim Annie? Você entendeu? Tem algum mito grego que conte isso? – Percy me olhou preocupado, mas foi fofo, por que eu adoro quando ele me chama de Annie (deixando claro que só ele pode me chamar assim!).
– Não sei direito, mas desde a saída do Acampamento Meio – Sangue eu senti esse calafrio estranho, às vezes passava, mas quando nos aproximamos de Nova Roma ele voltou pior ainda.
– Muito estranho mesmo. – Piper concluiu
– Ok. Não podemos ficar parados agora. – disse Jason por fim – Leo, como está o navio? Parece que ele os romanos contra atacaram.
Leo pareceu mais confortável ao falar de alguma coisa que podia explicar e entendia muito bem.
– Festus, qual é o relatório? – Leo perguntou para a figura de proa em forma de dragão
Festus respondeu com chiados e rangidos, uma língua que só Leo entendia.
– Não foi tão grave assim, mas se pousarmos não poderemos alçar voo novamente sem os consertos necessários. Precisamos de vários materiais, Festus já encontrou um lugar onde encontraremos tudo e já mudou o curso para lá. – disse respondendo e indo em direção para o painel de controle
– Pois bem, Percy, Frank e Hazel, venham comigo. Vou mostrar o navio para vocês. – eu disse já descendo as escadas
Comecei com o corredor de cabines.
– O navio foi projetado para nos proporcionar conforto e nos camuflar o máximo possível, afinal sete semideuses juntos atraem muitos monstros. Organizamos as cabines em ordem numérica, de acordo com os deuses, Percy a sua obviamente é a terceira. Frank aquela é a sua e Hazel é aquela do final. Só tem um problema, nós decoramos as cabines de acordo com os gostos e costumes dos semideuses que a ocupam. Vejam a minha, tem estantes cheias de livros, uma mesa cheia de papéis, um laptop e alguns dos meus projetos particulares e como nós não conhecemos vocês dois – dirigi meu olhar para Frank e Hazel — suas cabines ficaram o mais simples possível, priorizando obviamente o conforto, tem a cama, um armário, um banheiro e uma mesa como todas as cabines.
– Por mim não tem problema, vocês não tinham mesmo como saber. – respondeu Frank
– Pois é. – concordou Hazel – Frank e eu podemos arrumá-la com as nossas coisas que trouxemos e algo a mais que podemos conseguir durante a viagem.
– Acho que você já me conhece tempo o suficiente para arrumar a minha, né Annie? – perguntou Percy
– É claro meu amor! Fui e voltei várias vezes no seu apartamento em Nova York para deixar a sua cabine o mais confortável possível, até pedi que Tyson buscasse areia encantada do fundo do mar para ficar com cheiro de mar, igual a seu chalé no Acampamento Meio – Sangue.
Percy abriu a porta de sua cabine e inspirou o ar de lá.
– Obrigado, minha linda! – assim que disse isso veio até mim e me beijou delicadamente, de um jeito que só ele sabia fazer
– Vamos continuar. – afastei ele envergonhada, afinal Frank e Hazel ainda estavam ali. – Ali, ao fundo, fica o refeitório e a escada a sua direita dá direto para a sala de máquinas, os estábulos e a enfermaria.
– Uau, Leo pode ter ficado possuído agora, mas pensou em tudo. – disse Percy impressionado no final do tour
– Bom, agora nos resta esperar, vamos discutir estratégias na hora do almoço, daqui a algumas horas, já que lanchamos em Nova Roma.
Frank e Hazel foram para suas respectivas cabines, enquanto Percy e eu fomos para a sua cabine.
– Bem vinda a cabine do filho de Poseidon, srta. Chase. Seu anfitrião me pediu pra que eu lhe dissesse a seguinte mensagem: "Querida Annie, amo muito você, que tal matarmos a saudade com o cheiro de maresia que você tanto adora em mim?" – Percy disse
– Larga de ser convencido! Eu te amo muito, muito mesmo Cabeça de Alga. – dito isso ficamos namorando até a hora do almoço
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