Percabeth - I Knew You Were Trouble
15 Capítulo 14
Notas iniciais
–Ah. Meu. Deus. — Foi tudo que eu pude dizer.
–É demais, não é? — Percy colocou as mãos na cintura, orgulhoso.
Olhei em volta. O apartamento era definitivamente mais legal do que eu imaginara. Tinha uma TV de 50 polegadas, uma mesa de centro cheia dos livros da nossa escola, jogados de qualquer jeito. O chão tinha um tapete tão fofo que me fazia querer dormir por ali mesmo. A sala era cheia de pufes e sofás, e tudo seria super incrível se...
Tudo não estivesse uma bagunça.
–Percy! Você nunca arruma esse lugar? — Perguntei, impressionada. Tinham vários papéis de comida e doritos no chão, sapatos espalhados pela casa, roupas jogadas em todos os sofás.
Ele me olhou, ofendido.
–Não está tão ruim.
–Sabe.. — Nico murmurou. — Os móveis são meus e eu disse que colocaria eles aqui se você mantivesse tudo em ordem , Percy. — Nico o encarou. — Ela está certa.
–Ei, essa sala também é sua. Você poderia arrumar. — Percy reclamou. Nico deu de ombros, surpreso.
–Eu arrumei hoje de manhã, antes de você sair.
–Então.. vocês querem doritos? — Percy mudou de assunto, catando uma das embalagens no chão. Nós dois o encaramos. — Certo, certo. Não sou muito organizado. Eu admito.
–Não quero nem ver o seu quarto. — Revirei os olhos.
–Ah, aposto que quer. — Ele sorriu maliciosamente. Dei um tapa no seu ombro, completamente corada da cabeça aos pés.
–Pare com isso! Só vim aqui porque não tinha outra opção.. — Sussurrei.
–Certo, eu vou dormir, não aguento mais vocês dois. — Nico acenou displicente e se encaminhou pro seu quarto, que ficava à esquerda da sala. Tive um rápido vislumbre do quarto enquanto ele entrava, e pude ver prateleiras cheias de livros, uma cama arrumada e um vídeo game caro. Imaginei que tudo tinha sido presente de seu pai e franzi as sobrancelhas. Se ele via isso tão mal, porque os usava?
Percy me olhou.
–O que foi?
–Nada. — Dei de ombros. — Vamos ver o desastre ambiental que deve ser seu quarto.
–Siga-me. — Percy sorriu maliciosamente e eu corei de novo. Céus, porque ele não parava com aquilo?
Ele caminhou, afastando algumas roupas do caminho e tentando não pisar em nada, até que alcançou uma porta fechada, coberta de cartazes de bandas de rock.
–Bem vinda ao paraíso, Annie. — E abriu a porta.
Quando eu entrei, arregalei os olhos porque estava tudo escuro. Percy apertou um interruptor qualquer e uma fraca luz azul se acendeu, iluminando o quarto de forma aconchegante.
Olhei em volta enquanto entrava, impressionada. Todas, absolutamente todas as paredes eram cobertas de posters, cartazes, imagens, desenhos, fotos, tudo o que se pode imaginar. Em um dos cantos, havia uma cama, com vários edredons bagunçados, o que a fazia parecer extremamente confortável. A luz azul vinha de umas pequenas lâmpadas no teto e deixavam tudo mais psicodélico. Percy tinha no quarto um guarda-roupa na parede oposta à cama e uma escrivaninha embaixo da janela, ambos de cor escura, parecendo quase pretos na luz azul. Em cima da escrivaninha haviam vários desenhos, e a janela, que dava para a escadaria de incêndio do prédio, não tinha cortina alguma, o que possibilitava ver todas as luzes de Nova York.
–O que achou? — Ele perguntou, com as mãos nos bolsos.
–Bagunçado, assim como a sala. — dei de ombros e então sorri. — Brincadeira. É incrível.
Até eu queria ter um quarto assim, pensei. Com uma vista dessas e essa decoração.
Ele me pegou pela cintura.
–Eu sabia que você ia gostar. É bem diferente daquele seu quarto cor de rosa, não?
–Muito. — Respondi.-Não quer trocar?
Ele riu e se deitou na cama coberta de edredons. Eu me sentei ao lado dele.
–Percy, você sabe que hoje não vai acontecer nada. — Ergui uma sobrancelha.
–Nunca se sabe. — Ele riu.
–É sério, idiota. — Revirei os olhos. — Praticamente acabamos de nos conhecer.
Ele se levantou da cama e ficou de pé à minha frente, segurando uma das minhas mãos.
–Eu estava brincando. Eu sei que não vai acontecer nada. — Ele se virou de costas pra mim e foi até o guarda-roupa. — Nossa, como está calor aqui não?
Ele tirou a camiseta, com um sorriso torto em seu rosto. Consegui ver os músculos da suas costas, se movendo enquanto ele levantava os braços, e então ele se virou de frente pra mim, com aquele abdômen definido e a calça jeans um pouco abaixada, deixando à mostra sua cueca box preta. Argh, maldito seja.
–P-pare com isso, Jackson. — Resmunguei, desviando os olhos enquanto corava.
Ele riu, aquele som delicioso que eu percebi que adorava ouvir, e afastou os cabelos dos olhos com aquele balanço displicente das mãos. Jogou a camisa de lado e se aproximou de mim, parando à minha frente.
–É. É uma pena que não vai acontecer nada. — Ele deu aquele sorriso de lado, travesso. Eu apenas o encarava de boca aberta, tentando não parecer tão hipnotizada.
Ah, quer saber?
Dane-se.
Me levantei da cama e passei os braços pelo seu pescoço, puxando-o contra mim e beijando-o de forma voraz. Ele desceu uma das mãos pelas minhas costas, arranhando-as suavemente, enquanto a outra mão me puxava pela cintura, para mais perto dele.
Com um gemido baixinho durante o beijo, ele me empurrou pra cima da escrivaninha, derrubando tudo que havia em cima. Senti ele soltar meus cabelos, que caíram em cachos pelas minhas costas, e me dei conta que eu mesma desabotoava meu vestido.
E foi assim que a noite começou.
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