Percy entrou pela porta, abruptamente.

Nico estava na sala, sentado no sofá com os pés na mesa de centro, assistindo entediado à TV. Assim que Percy entrou, Nico se ajeitou no sofá e o encarou, confuso, quando viu Calypso entrar logo atrás dele no apartamento.

–Mas o que..?

–Não há tempo pra explicar. — Percy o cortou. — Preciso que você venha comigo.

Nico olhou do rosto de Calypso para o dele, mas antes que pudesse responder, uma voz falou da cozinha:

–Percy? Finalmente você chegou...

Bianca veio para a sala, limpando as mãos na calça jeans. Provavelmente estava fazendo o jantar, esperando pela chegada dele. Ela passou os olhos pelo rosto dele, mas assim como o irmão, olhou confusa para Calipso.

–O que Cally está fazendo aqui? — Sua voz tinha um tom de divertimento.

–Bianca, precisamos de Nico por essa noite...- Percy respondeu, impaciente. Não era para ela ainda estar naquele apartamento.

O garoto mais novo se levantou, hesitante se deveria ir ou não.

–O que? Pra quê? — Ela ergueu uma sobrancelha. Ela sequer fazia ideia, mas o olhar de Percy o denunciava. Ela se pôs na frente ao irmão, como defendendo-o.- Vocês vão aprontar alguma coisa, não é? Nico, sente aí.

–Eu realmente não tenho tempo pra explicar... — Percy começou, mas Bianca o cortou.

–E nem precisa. Meu irmão não vai com vocês. Ele não vai se meter em mais encrencas por causa de você, Percy.

Ele a encarou, irritado. Não havia tempo pra isso.

Nico bufou, se levantando atrás dela.

–Acho que eu mesmo posso decidir aonde ir, não é?

–Nico, você não vai...

–Sim, eu vou. Tchau, Bianca. — Ele pegou o casaco no sofá e se encaminhou pela porta. Antes de sair, Bianca o segurou pela mão e Nico lhe lançou um olhar suplicante.

Ela sabia que ele faria qualquer coisa por Percy. E ela sabia o motivo.

Soltou a mão dele e o deixou ir, sentando-se no sofá assim que a porta bateu, com a mão na testa, preocupada com o que seu irmão teria que fazer naquela noite.

* * *

–Certo, pra que você precisa de mim? E porque ela está aqui? — Nico olhava a rua, dirigindo no seu Lamborghini pelas ruas de Nova York. Percy estava sentado ao seu lado e Calypso estava atrás, olhando distraidamente pela janela.

–Nós vamos pra casa do meu pai. Eu preciso de dinheiro e quero que você fique do lado de fora da casa, vendo se vem alguém.

–Espere aí. Você vai assaltar a casa do seu pai? — Nico freou abruptamente, no meio da rua. — Eu não sei se quero participar disso. Sabe, eu não quero ir pra cadeia.

Percy o encarou com seus olhos verdes e Nico vacilou. Ele voltou a encarar a estrada, esperando uma resposta.

–É a única pessoa que eu poderia chamar.

–E quanto à donzela aí atrás? — Nico replicou.

–Eu preciso dela também. Por favor Nico, Annabeth está encrencada por minha causa.

–Annabeth? — Ele o encarou, incrédulo. — Isso tudo é por causa dela? Quando você vai me contar o que aconteceu? Que merda, Percy.

–Se eu lhe contar, você vem conosco?- Percy o olhou, suplicante. Nico sabia que nunca conseguiria dizer não à aquele cara.

–Tanto faz. — Se encostou no banco do carro de braços cruzados.

Percy contou a história toda, esperando qualquer reação de preocupação de Nico por Annabeth, mas nada. Talvez um pouco de desprezo, mas Percy teve que resolver ignorar isso.

–Certo, vamos lá então. — Nico ligou o carro novamente. — Realmente, ninguém vai suspeitar que em um Lamborghini estão 3 adolescentes querendo roubar a quantia ridícula de 10 mil dólares.

–Exatamente.

Nico o fitou, decepcionado. Ele me chamou só por isso? pensou, mas voltou os olhos para a estrada.

–Como eu disse, vamos salvar a donzela em perigo. — Calypso suspirou no banco de trás.

–Qual a sua utilidade mesmo? — Nico estreitou os olhos para o retrovisor.

–Vou ajudar a desativar o alarme, querido. — Cally se ajeitou no banco. — Meu pai trabalha numa dessas empresas de segurança, eu sei como fazer a gente entrar e sair sem que ninguém perceba.

–Certo, que ótimo. — Nico bufou. — Mas pra isso não é necessário que você fale. Fique quieta aí atrás.

–Uau, isso é o que eu chamo de estar tenso. — Ela ergueu uma sobrancelha, irritada.

–Já disse pra calar a boca, Calypso. — Nico respondeu-lhe, com desprezo. Olhou para Percy, com preocupação. — Tenho a sensação de que algo muito ruim vai acontecer hoje.

–Nós todos temos. — Percy desviou os olhos para a janela. Já tinham chegado o bairro do pai dele.

Nico estacionou em frente à uma mansão cor de creme.

–Bom, aqui estamos.

–Certo, fique aqui. Nós vamos entrar e sair o mais rápido possível. — Percy abriu a porta do carro. Nico vislumbrou um objeto prateado guardado no bolso da calça jeans, com um cabo de borracha para fora.

–O que é isso?! — perguntou, apontando para o revolver exasperado. — Percy, onde você conseguiu isso?

– Ei, relaxe. — Percy fechou a porta e olhou pela janela do carro. — Eu só vou usar se meu pai aparecer e tiver que cooperar. Pode ficar tranquilo.

Nico estava de olhos arregalados. Já estava se arrependendo de ter vindo com eles.

–Certo, certo. Vão logo. — Se forçou a fixar os olhos no volante. Cally saiu calmamente do banco de trás, caminhando igual à uma princesa.

–Ei, nervosinho, pode ficar calmo. Nos dê dez minutos. — Cally se levantou e saiu, dando o braço à Percy. Os dois foram caminhando lentamente até a casa, como se morassem lá, para não levantar suspeitas. Nico estreitou os olhos e viu Cally se abaixar em frente à porta da frente com um alicate, mexendo no dispositivo do alarme. Segundos depois, foram para a parte de trás da casa, entrar pela porta dos fundos, Nico imaginou.

Fechou os olhos e se recostou no banco. Aquele pressentimento ruim ainda não o abandonara.

* * *

Percy ajudou Calypso a subir no parapeito de uma das janelas, e logo depois ela a destrancava com um grampo de cabelo. Após de um pouco de esforço, a janela finalmente se abriu e Cally pulou para dentro da casa, puxando Percy plea mão. Realmente, o alarme tinha sido desligado, pois a casa continuou escura e silenciosa.

Percy a olhou, prendendo o grampo no cabelo novamente. Ela já tinha feito aquilo antes, percebeu. Ele era o único que desconfiara desde o início que Calypso não era flor que se cheire. Ela só se fazia de bobinha, mas na verdade, era tão podre quanto ele.

–Certo. — Ela sussurrou. — Aonde está o cofre?

–Na cozinha, atrás de um dos quadros. — Respondeu. Foram caminhando silenciosamente atá lá, olhando em volta pela casa.

–Cara, seu pai é milionário? — Cally perguntou, encarando as paredes cor de creme, com decorações rústicas e um tapete caro no chão.

–É claro. A única coisa que ele se importa é o trabalho. — Percy sussurrou, com raiva.

Chegaram à cozinha. As paredes eram completamente brancas, e o chão e os armários de madeira escura. Havia uma gigantesca geladeira de inox e uma mesa de centro de madeira também. Percy tirou um quadro de um por do sol de uma das paredes e logo atrás, estava o cofre de aço cinza.

Percy se lembrara da senha que achara escrita em um papel, no escritório do pai meses antes. No início, pareciam apenas números, mas ele percebeu, era uma combinação. Esperava que ela não tivesse mudado, desde a última vez que roubara o cofre.

Felizmente, a trava se abriu, e lá estava: um envelope pardo cheio de dinheiro.

–3 mil e 500 são meus. — Cally objetou, sorrindo.

–Certo, tanto faz. — Percy pegou 15 mil e fechou o cofre. Estavam prestes a sair quando ouviram um barulho. A porta da cozinha se abriu, e uma luz branca acendeu.

Nesse momento, a primeira coisa que Percy pensou foi sacar a arma.

–Percy? O que está fazendo aqui?

Percy puxou o gatilho, sem pensar.

Cally soltou um grito com o barulho do tiro.

Notas finais
:OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO KKK ADORO TERMINAR CAPITULOS ASSIM, TIPO : TAM TAM TAAAAAAAAM ! KKKK NO PRÓXIMO VOCÊS ENTENDERÃO PORQUE O PERCY ATIROU U.U NÃO FOI TIPO "OPA, PESSOA, VOU ATIRAR" NÃO KKK ENFIM, SUAS DUVIDAS SERÃO ESCLARESCIDAS sim, teve um pouco de Pernico nesse capítulo (awn, eu shippo) mas não, eles não vão ter nada nessa fic, obviamente porque é de Percabeth. Eu só queria deixar o ponto de vista dos DiAngelo mais claro. Enfim, postarei o próximo o mais rápido possível k beijos, blue cupcake ps : REVIEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEWS? OU RECOMENDAÇÕES? NAO? OK :C