Notas iniciais
OLAAAAA CAPITULO GRANDINHO PROCES FÉRIAS AÍ, VAMOS POSTARR MAIS RÁPIDO NÉ BLUE CUPCAKE? HAHA OK OK, LEIAM U.U NOS ENCONTRAMOS NAS NOTAS FINAIS *:

Olhei para trás e não vi ninguém, até dirigir meu olhar mais para baixo e ver os cabelos de corte irregular que eu já tanto vira.

–Claire?- Falei, surpresa.

–O que é que você está fazendo aqui? — Ela veio correndo até nós, curiosa. — E quem é o punk?

–Quem é essa pirralha? — Percy cruzou os braços, desconfiado.

–É, Claire. Minha irmã. — Respondi, então me virei para ela novamente. — Você é quem me responde: o que está fazendo aqui?! Isso é uma delegacia.

–Dã. Estou fazendo um trabalho pra escola.- Deu de ombros, como se aquilo explicasse tudo.

–Claire. Você está de férias.- Objetei.

–O conhecimento nunca tira folga...! — Ela juntou as mãos com os olhos brilhando em expectativa.

–E que tipo de trabalho é esse que você tem que fazer numa delegacia?! — Esfreguei a testa, cansada de tentar entendê-la.

–É um trabalho sobre como o sistema penal desse país contribui como uma influência negativa para os jovens delinquentes. — Ela sorriu, orgulhosa.

–Claire, você está na quarta série. — observei, mas ela ignorou meu comentário, e olhou para Percy com uma expressão ansiosa.

– Posso fazer uma entrevista com você? Posso? Posso? Posso?

–Ei! Eu não sou um jovem delinquente, pirralha. — Ele respondeu. Eu e Claire trocamos olhares e o encaramos. — Não me olhem assim! Eu só fui preso duas vezes.

–Duas? — Ergui uma sobrancelha. — Vamos conversar sobre isso depois.

–Annieeee! Sua vez de responder, o que você está fazendo aqui?

–Espera aí, você está aqui sozinha? — Mudei de assunto, tentando me desviar da pergunta dela. Eu realmente preferia não ter que explicar.

–Não né. Eu vim com a Sam. — Ela colocou as mãos na cintura, irritada. — Mas aquela medrosa não teve coragem de entrar.

–Então... — Eu comecei a empurrá-la para fora da delegacia. — Você vai lá encontrá-la e falar sobre as descobertas que fez, e então vocês vão embora, você e sua amiguinha.

–Espera aí! — Ela resistiu ao meu empurrão. — Eu não terminei! Preciso entrevistar seu namorado delinquente.

–Como é? — Parei de empurrá-la, corando violentamente.

–Dã, não é tão difícil de deduzir. Você está com um garoto bonitão na delegacia com um maço de dinheiro na mão e entregando para a guarda. — Ela estreitou os olhos. — Você pagou a fiança dele. E pela quantidade de dinheiro, posso dizer que foi um delito de leve a médio. Ele deve ter assaltado alguma loja.

Eu abri e fechei a boca, sem saber o que dizer. Percy estava atrás de mim, em silêncio com os olhos arregalados.

–Ela é genial. — Murmurou, surpreso.

–É. Infelizmente. — Revirei os olhos.

–Eu vou contar pra mamãe. — Claire sorriu maliciosa.

–Não, você não vai. — Murmurei. — Olha só, se você ficar bem quietinha, eu te levo para ver o museu de Nova York.

–Já vi. — Ela deu de ombros.

–Ok, ok... Então.. — Tentei pensar em algo.- Vou com você para a disney no final do ano.

Os olhos de Claire brilharam. Eu nunca tinha ido com ela pra lá, mas ela sempre quisera me levar para conhecer a Tinkerbell.

–Você vai?

–Vou. Prometo. — Sorri, me agachando em frente à ela.

–Promete de dedinho. — Ela estendeu o dedo mindinho e eu o apertei com o meu.

–Certo. Agora, dá o fora daqui, sininho. — Baguncei seus cabelos. Ela saiu correndo, saltitante, indo ao encontro da amiguinha que a esperava do lado de fora.

Percy ainda estava meio abobado.

–Ela é genial. — Repetiu, ainda surpreso.

–Eu sei. — sorri. Era engraçado como Claire podia ser tão inteligente com aquela idade e ainda ser feliz igual a uma garotinha com suas bonecas de fadas. — Igual a mim.

Percy soltou um risinho.

–Não é não. Se você fosse esperta, não andaria comigo. — Ele segurou minha mão.

–É, acho que é verdade. Afinal, andar com você... Pode ser que sua lerdeza seja contagiosa. — Ergui uma sobrancelha. Ele sorriu, e , juntos, saímos para fora da delegacia. O céu estava azul e o sol brilhava radiante depois de termos saído daquela sala iluminada a lâmpadas frias.

–Que horas são? — Percy perguntou. Eu olhei no meu celular.

–Quase cinco e meia. — Respondi. — Por que?

Ele pareceu pensar em algo e me puxou pela mão, em expectativa.

–Quero te mostrar um lugar. Podemos pagar um táxi?

Peguei um pouco de dinheiro que havia sobrado em meu bolso e chamei um dos táxis amarelos, entrando nele junto com Percy.

Ele falou um endereço que eu não reconheci ao homem e entregou-lhe o dinheiro.

–Onde estamos indo? — Perguntei, curiosa, me aproximando dele.

– Relaxe. É uma surpresa. — Ele segurou a ponta do meu queixo e me puxou para perto, me beijando suavemente. — Cara, eu senti muita falta disso.

–Eu também. — Sussurrei, sem perceber que eu tinha dito isso em voz alta. Ele sorriu e me abraçou, roçando o nariz levemente em meu pescoço. Sua respiração quente e ritmada batia no meu ombro, me causando cócegas.

Permanecemos assim por um tempo, um silêncio confortável preenchendo o táxi. O motorista estava alheio à nossa cena, no banco da frente, felizmente.

–Eu acho que... — Percy começou a falar. — Acho que agora estamos presos.

– Como assim? — Franzi o cenho, confusa.

–Enquanto eu estava naquela cela horrível, eu percebi que não podia viver sem você. — Ele segurou minha mão, entrelaçando seus dedos nos meus. — Eu estou preso a você, Annie. Você está presa a mim?

Embora eu não gostasse muito dessa comparação, eu tinha que concordar: não havia definição melhor.

–Sim. Eu estou presa a você, Percy. — Senti uma pontada de decepção involuntária em minha voz.

* * *

Eu nem havia percebido que havia cochilado, mas acordei com a voz rouca do motorista.

–Hã... Senhorita? chegamos.

–Hmm? — Abri os olhos. A única coisa que sentia era o cheiro de Percy, aquela mistura de colônia masculina, menta e cigarro.

–Obrigado. — Percy respondeu por mim. Percebi que o homem ficara meio receoso desde que o deixara entrar no carro. — Annie? vamos?

Ainda abraçada com ele, me apoiei nos seus braços e saí do carro. Assim que fechamos a porta, o motorista pisou no acelerador e deu o fora dali.

–Acho que assustamos ele. — Sorri, me espreguiçando. — Agora, vai me dizer onde estamos?

–Ainda não. Vem, por aqui. — Ele pegou minha mão e me guiou por uma rua.

Agora que estava acordada, comecei a reparar mais na vizinhança. Os prédios eram um tanto abandonados, com janelas fechadas e paredes pichadas. Haviam vários becos escuros, os quais eu me recusei a olhar, com medo. Apertei a mão de Percy com força.

–O que foi? -Ele riu.

–Eu não gosto desse lugar. — Respondi.

–Annie, relaxa, estamos numa parte Queens. Já estive aqui milhares de vezes, não é tão ruim quanto parece.

–Hum. — Resmunguei. Percy parou em frente a um daqueles prédios altos que servem de estacionamento.

–É aqui.

–O que viemos fazer aqui? — Segurei seu braço, amedrontada. Lá estava escuro e vazio, e parecia abandonado à tempos

–Annie, acalme-se. Não há ninguém aí há décadas. Vem, vamos subir.

–Subir até onde?

–Até o último andar. Você vai ver como é incrível.

* * *

Eu olhava minhas sapatilhas, balançando a 200 metros de altura.

Lá embaixo, os prédios menores pareciam pequenas casas, e as casas pareciam maquetes. Mas era difícil ver, já que as sombras do por do sol escondiam as construções. Comecei a balançar as pernas, mas fiquei com medo de meus sapatos caírem dos meus pés até lá embaixo.

À frente, o sol se punha, refletindo na água na baía que se abria para o Queens. O céu era rodeado por nuvens de várias cores e um vento morno soprava, balançando meus cabelos e arrepiando os pelos dos meus braços.

Estávamos sentados na beira do último andar do prédio de estacionamento Parking square.

–Eu disse que era demais. Você tem que começar a me escutar, Sabidinha. — Percy pegou na minha mão. Eu sorri e o beijei, como um agradecimento por aquele passeio incrível. Mal sabia eu o que viria depois.

–É tudo tão... Bonito. — Suspirei, extasiada. — Só você me traz a esse tipo de lugar, Percy. Obrigada.

–Não há de quê. — Ele sorriu.- Eu tenho que agradecer também. Esse lugar fica ainda mais incrível com você aqui.

Eu sorri, envergonhada. Não era bem uma pessoa que sabia como reagir a elogios.

Ficamos mais algum tempo assim, apenas nos beijando, sentindo o vento morno e observando a paisagem enquanto o sol se punha. Conforme ia ficando escuro, as estrelas iam aparecendo e nos deitamos um pouco para observá-las também.

–Está vendo aquela constelação ali? A que se parece um arco e flecha. — Ela apontou. — Então, eu não faço a mínima ideia de qual é.

–Nem eu. — Eu ri, pela primeira vez no dia. Então, me virei para encará-lo. — Eu não queria acabar com tudo isso, mas... Você não acha que está ficando tarde?

Ele se apoiou nos cotovelos e me encarou.

–Tem certeza que quer ir? Podíamos passar a noite aqui.

–Percy, se eu passar mais uma noite fora de casa, acho que meus pais vão ter um infarto.

Ele soltou uma risada e então me ajudou a me levantar. Eu sacudi a poeira do shorts e dei uma última vislumbrada naquela paisagem de Nova York ao céu estrelado.

–Certo. Vamos pra casa. — Ele segurou minha mão e começamos a caminhar para voltar.

Mal sabíamos que ainda havia muito coisa para acontecer naquela noite.

Notas finais
ooooooooooooooooi genti tudo bão cocês ? Eu to ótima, obgd u.u Então, quero agradecer a todos os reviews carinhosos que recebo toda vez que posto, vocês são demais! (sim, estou sentimental hj) E quero avisar: PREPAREM-SE. O PRÓXIMO CAPÍTULO VAI SER MEIO TENSO. NO ESTILO DE "CARAAAAI, COMASSIM". enfim, vai ser lesgau u.u mas também não vai ser lesgau, pq as coisas que vão acontecer não vão ser lesgais shaoishiash bezos *: B.C.