Pequenos contos

2 Carinhos contidos


Notas iniciais
Por algum motivo desconhecido e por vontade da autora nada sádica *cof* Mikaru foi parar no hospital e eis que temos a surpresa… Bom, se quiserem, inventem o motivo pra ele estar ali, o que não falta são opções, já que o Mikaru não tem a saúde muito boa. Pode ser por hiperventilação, acentuada pelo uso excessivo de cigarros, ou crise de pânico, má alimentação junto com estresse causado pelo trabalho (ele é um viciado em trabalho! Perde a noção do tempo quando está no escritório e se não fosse pela secretária dele, talvez já tivesse morrido de fome -q). O meu motivo escolhido foi hipotermia. (eu sou um amor, notaram?) Boa leitura!

Mikaru se remexeu no colchão, virando de lado e gemendo baixinho, som que foi suficiente para despertar o rapaz que dormia na cadeira ao lado da maca.

Katsuya se levantou rapidamente, preocupado, tocando de leve o braço do loiro, agora deitado de costas para si, tentando chamar sua atenção sem sobressaltá-lo.

— Mikaru-san… como se sente? – Katsuya murmurou, recebendo um olhar cansado, mas um pequeno sorriso também.

— Bom dia… – Mikaru estendeu a mão, tocando-lhe o rosto num gesto familiar entre os dois, chamando-o para se aproximar – Parece que fui atropelado por um caminhão e não sei se estou feliz por sobreviver… – comentou enquanto recebia um beijo na testa, então desceu a mão por sua nuca, acariciando o local enquanto os lábios do moreno desciam até os seus, depositando um beijo casto.

— Hm… vou entender que está bem, já que está fazendo piadinha idiota tão cedo. – riu baixinho, afastando alguns fios loiros que caíam pelo rosto do namorado, observando-o com atenção. Havia ficado tão preocupado ao vê-lo inconsciente e sem saber o que fazer…

— Eu estou bem, não se preocupe. Só um pouco desconfortável, o corpo pesado… mas vai passar. – suspirou, voltando a deitar de costas na maca – Há quanto tempo estou aqui?

— Chegamos ontem a noite.

A conversa se estendeu entre os dois, alheios à presença de outros dois visitantes, que observavam pela fresta do biombo, um deles, o ruivo, sorrindo divertido com a cena, enquanto o outro, observava a cena com os lábios entreabertos, incrédulo com o que via.

Ele sabia ser carinhoso! Mikaru estava sendo atencioso e gentil com Katsuya! Aquilo sim era um milagre, ou talvez fosse consequência dos acontecimentos anteriores… Hayato não saberia dizer.

Takeo puxou o namorado para fora do quarto, antes que começasse a rir por lá e cortasse o clima entre o casal de amigos.

— Você viu aquilo?! – questionou Hayato, já no corredor do hospital, ainda encarando a porta por onde saíram com incredulidade.

— Vi sim.

— Então ele consegue ser romântico?!

— Você fala como se ele fosse uma criatura de outro mundo, Hayato. É claro que consegue. Ele só não demonstra como costumamos fazer.

— Não creio…

— Bom, acho que isso responde uma pergunta antiga sua, de como consegui namorar ele. – Takeo deu de ombros, passando o braço pelo ombro do namorado e puxando-o para fora do hospital – Vamos, voltamos pra visitar outra hora…