Pequeno Problema
2 Capítulo 2
Hinamori Momo estava no seu escritório fazendo alguns relatórios. Depois de Aizen ter sido derrotado pelo shinigami daikou Kurosaki Ichigo, um novo capitão foi escolhido para assumir o 5º esquadrão, na verdade o antigo capitão antes do anterior: Hirako Shinji. Ela estava começando a se conformar com o ocorrido com Aizen, no início ficara tão devastada que havia até acreditado que seu melhor amigo, Shirou-chan, havia matado seu capitão. Como fora burra de acreditar nisso, e ainda mais de acreditar que Aizen só estava confuso e pedir para Toushirou salvá-lo. Ela se desculpou mais tarde pelo ocorrido e ele havia perdoado ela, mas parecia que a relação de amizade que tinham esfriou um pouco, ele estava mais distante dela.
Fazia algum tempo que pensava nele como algo mais do que amizade. Ela ficava ruborizada e meio triste por pensar nisso, porque é claro que ele não gostava dela. Ele a via somente como irmã e amiga (ou não, depois do que fez) e nada mais do que isso.
Ela ficou tão absorta em pensamentos enquanto fazia seu trabalho que levou um susto quando a porta foi aberta com violência por uma mulher ruiva e ofegante que entrou e fechou a porta da mesma forma que abriu.
– Hinamori-chan!! – a ruiva falou esbaforida.
– Rangiku-san! O que aconteceu? Por que você entrou desse jeito? – a tenente perguntou se levantando e se dirigindo até a mulher ruiva, ainda não notando o embrulho que tinha nos braços.
– Não tenho tempo de explicar agora, tenho que falar com o Comandante. Você pode tomar conta dele pra mim? Eu juro que te explico quando eu voltar, juro ser o mais rápido possível! – ela disse colocando o embrulho nos braços de Hinamori, que não entendeu nada quando sentiu algo pesado em seus braços.
Então viu a tenente tirando uma zampakutou das costas e colocando no sofá e constatou que era de Hitsugaya.
– Mas... o quê? Rangiku-san espera... – Mas era tarde demais a mulher já havia sumido.
Ela olhou novamente para seus braços e colocando o peso apenas em um, com o outro livre ela abriu as vestes negras e encontrou um par de olhos turquesa olhando pra ela. Ela congelou vendo os cabelinhos brancos na cabeça. Devagar girou a cabeça para o lado, vendo a zampakutou familiar como se fosse um E.T. e foi fazendo o mesmo com o ser que estava segurando, olhando de um para o outro.
“Não... Isso não pode ser possível... Shirou-chan não pode ser esse bebê! Ai meu Deus, o que eu faço? Eu não sei cuidar de um bebê!”
A essa altura ela já estava em pânico. Então ele começou a chorar e ela ficou mais do que já estava.
– Shh... Não chora bebezinho. A Momo-chan está aqui! – ela tentou fazer um sorriso simpático, mas fracassando. Ela se levantou e começou a se balançar com o bebê enquanto pensava numa música. Até que resolveu cantar:
– Meu bem eu sei / Que o medo está / Aqui / E sei que eu / Fiz você chorar / Mas agora posso ver / A neblina se foi / Por favor, estenda a mão / E me deixa segurar / Sobre nós / Nos deixe voar / Você sempre será / Meu anjo eterno / Um vão no chão / Que te fez cair / Quero pular / Se me prometer ficar / Mesmo quando estiver longe eu vou lembrar / Por favor, só mais uma vez / Me deixa entrar / Sobre nós / Nos deixe voar / Você sempre será / Meu anjo / Sobre nós / Nos deixe dançar / Você sempre será /Meu anjo eterno¹
Ela olhou para o menino e viu que estava de olhos fechados e corou um pouco. Acabara de cantar a música que estava escrevendo faz alguns dias para um certo alguém. “Não esperava cantar pra alguém, principalmente pra ele... pelo menos não nessa forma” Pensou ela meio triste, mas com um sorrisinho de canto. Depositou calmamente o bebê no sofá evitando fazer muitos movimentos bruscos e barulhos para não acordá-lo. Infelizmente sua tentativa falhou, porque segundos depois de ter feito isso, novamente a porta de seu escritório é aberta com violência e duas figuras adentram em sua sala, fazendo o bebê acordar e voltar a chorar.
– Onde ele está Hinamori? – perguntou Renji para a tenente.
– Calminha aí! Não é assim que a banda toca não, viu! – disse Rangiku atrás dele.
Num ato de desespero ela contou para a primeira pessoa que encontrou pelo caminho quando foi relatar ao Comandante o ocorrido. Para não causar alvoroço desnecessário somente o capitão do 12º esquadrão soube do ocorrido para tentar reverter a situação. Desnecessário dizer também que depois de ter contado para Renji deu um tapa na própria testa se amaldiçoando pela burrice. Mas agora não dá lamentar pelo que passou, pelo menos quanto mais gente cuidando o capitão, melhor.
– Quietos! Vocês acordaram ele de novo depois de eu ter feito ele dormir, seus desmiolados! – Hinamori disse furiosa com o bebê nos braços novamente, que chorava.
Quando ela falou isso os dois ficaram quietos e se aproximaram devagar enquanto Hinamori tentava em vão fazê-lo parar de chorar.
– Oi oi. Esse é mesmo o Hitsugaya-taichou? – perguntou Renji vendo a tenente niná-lo.
– Sim. O poder estranho daquele hollow era transformar as pessoas em bebês. Ele deve ser do tipo que prefere almas mais... jovens, por assim dizer. – Rangiku respondeu – Ele atingiu o capitão com um raio que saiu dos olhos!
– Mas se ele foi derrotado logo depois por você, porque o Shirou-chan não voltou ao normal? – perguntou Hinamori aflita.
– Não sei. O Kurotsuchi-taichou está tentando descobrir isso pra ver se há uma cura. O taichou não pode ficar assim pra sempre!! Quem vai preencher aqueles relatórios e assinar os papeis?? – perguntou Rangiku aos prantos.
Eles olharam pra ela com gotas na cabeça.
– Você, ué. Os tenentes fazem o trabalho dos capitães quando eles estão ausentes. – disse Renji sarcástico.
– O quê! Eu não posso, estou muito ocupada fazendo coisas mais importantes.
– Sei... Ficar no bar o dia inteiro é uma bela ocupação!
– Agora não é hora pra brigar, pessoal – disse Hinamori. – Temos prioridades para cumprir agora! Temos que cuidar do Shirou-chan! – Ela ainda tentava fazer o pequeno capitão parar de chorar.
– Mas o que podemos fazer? Eu não sei cuidar de um bebê! – disse Renji.
– Será que ele tá com fome? Aqui tem leite? Bebês se alimentam disso. – disse Rangiku.
Hinamori ainda não tinha pensado nisso.
– Aqui no esquadrão não tem, mas na minha casa deve ter. Mas, além disso, precisamos ver outras coisas, comprar coisas de bebês! Nós ainda não sabemos por quanto tempo ele vai ficar assim. Abarai-kun arruma essas coisas e Rangiku-san, pode vir me ajudar?
– Mas é claro! – ela disse sorrindo.
– ‘Peraí! Onde vou achar isso?
– Sei lá, se vire.
E então pegou a zampakutou de Hitsugaya e correu para casa usando o shumpo junto com a tenente do 10º esquadrão, deixando Renji indignado em seu escritório.
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