Pequeno Problema
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Era mais um dia atarefado em Seireitei. Shinigamis corriam de um lado para o outro, muito ocupados, carregando papeladas para assinar e relatórios para serem feitos por seus capitães e tenentes. Um certo capitão de cabelos brancos estava em seu escritório assinando papeis e mais papeis que não paravam de chegar que parecia não acabar nunca. O que talvez acabassem mais rápido se uma certa tenente fizesse seu trabalho.
“Essa Matsumoto!! Ela fugiu de novo. Ah mas ela vai ver quando chegar aqui...” pensou irritado enquanto colocava o papel que acabara de assinar numa pilha enorme ao lado e pegava outro.
Ele assinou mais alguns papeis e ouviu alguém batendo na sua porta. Suspirou novamente, devia ser mais papeladas chegando, murmurou um ‘entre’ para a pessoa e ficou surpreso ao ver que era Hinamori, principalmente porque ela não carregava nenhuma papelada, e sim uma bolsinha amarrada. Ele suavizou a expressão ao ver aquilo, ele já sabia o que era.
– Hinamori. O que faz aqui?
– Eu só vim trazer esses feijões doces pra você, Shirou-chan. Eu sei que você deve estar cansado, ficou a manhã inteira com essa papelada. – Ela pôs a bolsinha em cima da mesa do capitão.
– É Hitsugaya-taichou! – ele disse corrigindo-a. – Obrigado, mas eu não tenho tempo pra descansar... Não para de chegar papeis para eu assinar e relatórios. E a Matsumoto não ajuda em nada. – ele completou esfregando o dedo indicador e polegar na testa.
Quando acaba de falar isso sua tenente acaba de entrar esbaforida no escritório assustando o capitão e a tenente do 5º esquadrão.
– Taichooou! Problemas!! – ela diz assim que entra parando logo em seguida na frente de Hitsugaya enquanto tentava estabilizar sua respiração devido a corrida.
– Com certeza temos problemas! – disse ele com uma veia na cabeça, irritado. – Onde estava, Matsumoto?! Anda logo e me ajude com essa papelada!
Antes que a tenente pudesse falar algo uma borboleta infernal aparece no escritório e pousa imediatamente na mão do capitão, que ouve atentamente o recado. Então depois a borboleta vai embora.
– Parece que é realmente um problema. Um hollow de nível adjucha está no mundo real em uma cidade chamada Tokyo. O comandante ordena para irmos para lá acabar com ele. Desculpe Hinamori, eu preciso ir. Depois nos falamos. Vamos, Matsumoto. – ele disse se dirigindo para a porta
– Hai! Até mais Hinamori-chan! – ela disse se despedindo da garota de coque que acenou com um sorriso, logo deixando o escritório
Matsumoto e Hitsugaya estavam na frente do senkaimon ouvindo o capitão do 13º esquadrão alertando-o sobre o Hollow.
– Esse Hollow não é um hollow comum, ele tem algum tipo de poder estranho. Parece que quem é atingido por ele desaparece e só sobra suas roupas. Fiquem atentos. Conto com vocês.
– Obrigado Ukitake-taichou. Vamos, Matsumoto.
E os dois colocaram o selo de restrição ao entrar no Dangai, correram e rapidamente chegaram ao Mundo Real. Tirou um celular do kimono preto e ficou apertando umas teclas, até que o aparelho deu um bip e apareceu na tela um ponto vermelho.
– Achei ele. Está a 10 km ao leste daqui.
Então seguiram a localização dada pelo celular. Chegando a tempo de salvar uma menina que estava sendo atacada por ele. Ela era uma alma que havia morrido recentemente.
– Matsumoto leve-a a um local seguro. Eu luto com ele. — disse ele se esquivando de um ataque do hollow.
– Mas taichou...!
– Anda logo Matsumoto! – ele disse bravo e a tenente achou melhor não discutir.
– Então o garotinho acha que pode me vencer sozinho? Ridículo!! Vou te ensinar a não me subestimar!! – disse o hollow se preparando para lançar um ataque dos olhos.
– Eu não sou um garoto!! – gritou Toushirou.
“Cero? Não, está diferente. Será que é esse o tal poder? É melhor eu acabar logo com isso.”
– Souten ni Zase, HYOURINMARU!
De repente o céu ficou escuro e nuvens negras começaram a se juntar e o capitão de cabelos brancos libera sua zampakutou. Mas ele não estava contando com a rapidez do hollow, e quando ia começar com seu ataque, um raio o atingiu e ele viu tudo ficar escuro.
Matsumoto veio correndo assim que conseguiu acalmar a menina e a enviou para Soul Society. Ela veio em tempo de ver seu capitão sendo atingido pelo raio e ele cair derrapando no asfalto até bater num carro e ficar inconsciente.
– TAICHOU! – Ela gritou desesperada e então se virou para o hollow, que gargalhava. – Você vai pagar por isso! Unare, Haineko!
Ela pegou a zampakutou atrás dela e disse a frase de liberação de sua espada e logo a lâmina sumiu e se transformou em cinzas, que com o movimento das mãos, rodeou o Hollow que não teve tempo de ver o que estava acontecendo porque foi cortado em vários pedaços. Quando tudo acabou a tenente foi em direção ao seu capitão temendo o pior, e quando chegou onde ele estava ela viu que só estavam suas roupas e sua zampakutou.
– TAICHOOU! Taichooou! – ela gritou com lágrimas nos olhos e se deitando sobre o amassado de roupas e abraçando a zampakutou de Toushirou.
Mas quando fez isso, sentiu alguma coisa debaixo das roupas do capitão era sólida, mas ao mesmo tempo macia e logo essa “coisa” começou a fazer um barulho de como se estivesse... Chorando?! Um choro de bebê. Rangiku começou a remexer nas roupas, abriu o quimono e viu que ali realmente havia um bebê, de aproximadamente dois anos, mas com características bem familiares, como cabelos brancos. Ela pegou o bebê no colo e assim que o fez, o bebê parou de chorar e abriu os olhos, e a mulher viu que eram olhos turquesa igual de seu capitão.
Espera, capitão?!
Ela olhou mais uma vez e ficou surpresa com a constatação. Seu capitão havia se tornado um bebê! “Será que esse era o poder daquele hollow?” Pensou ela. “Acho que sim. Ai ai ai, e agora, como eu vou falar isso pro Comandante?
Ela pegou o bebê nos braços cuidadosamente, junto com as roupas e Hyourinmaru de Histugaya, que pôs nas costas por cima do ombro. Com a mão livre ela pegou sua zampakutou e abriu o portal que a levaria de volta e correu rapidamente.
Notas finais
Até o próximo capítulo o//
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