Pequenas Complicações
20 Wedding parte II
Notas iniciais
P.O.V. Elijah.
A recepção do casamento estava linda. Muito bem organizada.
Arranjos de rosas vermelhas nas mesas, lugares demarcados.
Os discursos começaram e todos os oradores homenagearam as noivas e falaram sobre como elas realmente se amavam.
Então, as noivas inauguraram a pista de dança. Depois de Faye sofrer dois tombos, ela finalmente conseguiu valsar.
—Não sabe valsar ein?
—Eu sei tá. Só que eu fico tropeçando na saia.
Elas estavam muito felizes. O casamento de Faye e Tessa foi mais pomposo do que o de Freya e Keeling. Desta vez as gêmeas foram aquelas que carregaram as alianças e com aquele vestido elas parecia uns bolinhos.
—Mamãe, posso tirar esse vestido? Ele está me pinicando.
—Pergunta para a tia Faye.
—Posso tirar esse vestido? Tá me pinicando.
—O fotografo tirou foto de você?
—Tirou.
—Então, pode.
Disse Faye rindo. E Caroline levou Josie e Lizzie para se trocar.
O fotografo fez fotos delas e então começou a fazer fotos das madrinhas e padrinhos. Mesmo elas sendo as duas, mulheres ficava evidente quem fazia o papel feminino e quem fazia o papel masculino na relação.
—Então, pronta senhorita Cullen?
—Claro.
—De frente primeiro.
A duplicata colocou a mão na cintura, segurou o buquê de lírios e chuva de prata. O rapaz bateu a foto.
—Ficou bom?
—Ótimo. Agora, de costas.
Ela virou de costas e o rapaz bateu a foto.
—Prontinho.
—Obrigado.
Então, ele bateu um retrato das madrinhas todas juntas.
E sem demora o jantar começou a ser servido.
—O senhor gostaria de frango, peixe, carne ou vegetariano?
—Carne por favor.
Eu comi carne, Caroline comeu peixe. Salmão ao molho de maracujá.
Keeling comeu carne, Freya vegetariano, Niklaus também comeu carne, Rebekah quis comer frango, Kol carne, Davina peixe assim como Hope, Josie e Lizzie.
—Porque quis peixe querida?
A resposta dela não podia nos ter pego mais de surpresa:
—Porque é rosa.
Nós rimos. Lógica infantil. Ela não escolheu o prato porque a mãe escolheu peixe também ou porque ela gostava de peixe, escolheu porque peixe era rosa.
Estávamos comendo quando Elizabeth pegou uma alcaparra e colocou na boca. Ela mastigou, mastigou, fez careta e cuspiu com um blé.
—Que feio!
—Ah, mas tem um gosto horrível!
As gêmeas eram loirinhas. Gêmeas idênticas. Entretanto, Lizzie era mais falante e Josie era mais tímida.
Eu chamei a garçonete e ela veio.
—Pois não senhor?
—O que a madrinha pediu? A morena, gêmea.
—Peixe.
A garçonete saiu e o meu indiscreto irmão Kol comentou:
—Elijah sempre tendo um fraco pelas duplicatas.
Eu vi os olhos da duplicata se perderem como se ela estivesse vendo algo que ninguém mais podia. Sua expressão foi de choque á pânico em uma fração de segundo.
Ela se levantou e correu até as noivas. Fiquei curioso e escutei a conversa.
—O que foi?
—Vai haver um acidente. Um helicóptero vai cair bem aqui onde estamos. Se não começarmos a evacuar agora, muita gente vai morrer.
—Tudo bem.
Tessa e Faye começaram a pedir para que os convidados saíssem calmamente, mas eu pude ouvir o barulho de hélices.
—É tarde demais.
O helicóptero caiu destruindo tudo no caminho, cadeiras, pratos e a duplicata Renesmee começou a tirar as pessoas do caminho.
—Ben? Ben?!
Gritava uma moça que olhava fixamente para o nada.
A duplicata maluca se colocou bem na frente do helicóptero e então, para minha total surpresa a aeronave bateu numa barreira sólida. E as hélices principais pararam de funcionar.
Ela correu. Era vampira, então ela segurou a cauda do helicóptero com tamanha força que ela se quebrou.
—Alice. Tá ouvindo a minha voz?
—Sim.
—Vai pro outro lado. Vai agora.
A moça saiu para o outro lado. Foi tocando nas coisas. Ela era cega.
—Alice!
—Ai Ben!
Eu fiquei sem reação quando vi aquele ser. O homem era feito de pedra e a mulher era minúscula comparada a ele.
Ouvi alguém chorando.
—Ai Amor, pelo menos nós estamos bem. Podemos fazer outra festa.
Faye estava chorando.
—Acho que... você tem razão.
Ela enxugou as lágrimas, mas ficou sentada lá.
—Com licença? Você está bem?
—Estou bem.
—Como ela fez aquilo? Você viu aquilo?
Faye riu.
—Porque essa risada?
—Não se ofenda com o que eu vou dizer, não estou falando isso pra menosprezar ninguém, estou falando porque é verdade. Renesmee Cullen é a única mutante classe cinco que eu já conheci, o pai dela é um vampiro, mas antes de ser vampiro Edward era um bruxo, filho de Francis Balcoin. A mutação dela e a sua forte magia negra vieram do pai, assim como suas habilidades de vampiro. Você e a sua família toda são um nada comparado á ela.
—Como assim?
—O seu poder é nada comparado ao dela. Seus poderes tem limites, os dela não. Ela é telepata como o pai dela só que mais poderosa. Ela é a telepata mais poderosa do mundo. Ela é telecinética, pode penetrar escudos de todos os tipos e gerar escudos. Ela é um escudo mental como a mãe dela só que mais poderosa e acredite, as habilidades de Isabella Swan sempre foram... extraordinárias. Renesmee pode controlar o corpo dos outros, invadir suas mentes, criar ilusões tão reais que você nem sabe o que te atingiu. Pode controlar, anular, sugar, copiar e absorver os poderes dos outros, ela pode ver o futuro, sentir e controlar as emoções dos outros. Chamam de empatia. E isso, é apenas a ponta do iceberg. É apenas uma amostra da imensa gama de poderes que ela possui.
—Eu vi ela segurar a cauda do helicóptero. Era para as hélices terem fatiado o rosto dela.
—Você é de carne, os Cullens são de pedra.
—E o escudo?
—É um campo eletromagnético, maciço e impenetrável. Quando ela tem um pesadelo o quarto todo chacoalha.
Então, eu vi a minha irmã partir pra cima de Renesmee.
—Rebekah, não!
Ela parou no meio do caminho. Rebekah começou a flutuar.
—O que é isso?
—Vocês Mikaelson e o seu ego do tamanho da galáxia. Eu sei o que você quer Rebekah, o que você realmente quer. Você quer ser amada, mas o que você fez para merecer o amor? Você é egoísta, mesquinha, mimada.
—E você não é?
—Talvez eu seja. Mas, o filho do governador te deu uma chance e como ele acabou? Morto. Matt Donovan te deu uma chance e se bem me recordo, o "acidente" de carro só aconteceu por sua causa. Você se meteu na frente da caminhonete que sabia que pertencia ao Matt. Vamos fazer um jogo. O jogo das lembranças!
Com um movimento de mão da duplicata Rebekah voou longe.
Então, ela agarrou Freya. E começou a se mover pela sala.
—Quem mais está nesta casa?
Ela arrastou Freya pelo braço.
—Vai, se mexe.
Uma loira apareceu e a duplicata jogou Freya para ela.
—Rose?
Se eu não estivesse tão impressionado com a imitação perfeita de cada movimento e palavra minha eu teria reagido.
A loira se pronunciou e ela estava com tanto medo quanto Rosemary estava naquele dia.
—Eu não sei quem é.
O tom da voz dela, os movimentos... eram exatamente iguais aos que eu usei.
—Aqui encima.
Ela correu.
—Aqui embaixo.
Ela correu de novo.
—Com licença, para a quem interessa... vocês estão cometendo um grande erro se acham que podem me derrotar, mas não podem. Me ouviram?!
Havia até um cabideiro.
—Eu repito, vocês não podem me derrotar. Eu quero a garota, ao contar de três ou cabeças vão rolar.
Até o barulho do cabideiro sendo quebrado era o mesmo.
Então ela olhou diretamente para mim com aquele cabideiro quebrado na mão.
—Nós estamos entendidos?
Eu me aproximei dela.
—Que jogo está jogando comigo?
Ela puxou a trava da granada e a atirou bem na minha cara.
—Jogo das memórias.
Então, ela me empalou com aquele cabideiro.
—É. Isso é o que eu chamo de levar um pau.
—Porque está fazendo isso?
—Você não sabe mesmo? Não é? Como você é inocente criança.
—Como assim? O que eu não sei?
—Você não sabe nem a metade do abuso. Nem a metade da violência.
P.O.V. Hope.
Abuso. Violência.
—Me mostra então.
—O que eu vou mostrar, não é inventado. Realmente aconteceu, pergunte á Katherine ou a qualquer um dos sobreviventes dos massacres. O que você verá te mudará para sempre.
—Me mostra logo.
—Aproveite o show.
Era como um cinema dentro da minha cabeça e na tela estava um interminável e sangrento conto de terror.
Vi o meu pai, meu tio Elijah e a minha tia Rebekah fazendo o seu voto de ficarem unidos sempre e para sempre. Eu vi Mikael surrar o meu pai, forçar minha avó a fazer o feitiço que trancava o lado lobisomem do meu pai. Eu vi meu tio matar a mulher que ele amava, os vi praticando chacinas só por diversão, vi meu pai magoar a minha tia Rebekah de novo, de novo e de novo, vi meu pai matar a família de Katerina porque ela não lhe deu o que ele queria. Como uma criança mimada. Pessoas compelidas a se matar, a matar aqueles que elas amavam. Traição, sangue e morte.
Vi meu tio Elijah caçar Katerina pelo bosque como se ela fosse um animal. Eu o vi atirar a outra no buraco e usar a fúria de Rebekah contra ela, eu vi meu tio Finn trair todos os seus irmãos, vi minha avó tentar matá-los, soube que foi decreto dela que eu fosse sacrificada quando era bebê.
Eles eram vítimas, mas também eram agressores e agressores violentos.
—Para. Para!
As lembranças pararam de passar na minha cabeça.
—Hope! Você está bem querida?
—Ele mandou o outro te morder. Ele mesmo te mordeu sabendo o que a mordida significava.
—O que você fez com ela?
—Eu lhe mostrei a verdade.
Eu sentia as lágrimas molharem o meu rosto.
—Eu sou uma idiota.
—Você não é idiota querida.
P.O.V. Elijah.
Eu acordei e me desempalei bem a tempo de ouvir a minha sobrinha dizer:
—Eu vejo tudo com outros olhos agora.

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