Pequenas Complicações

17 As Histórias de cada povo


Notas iniciais
https://youtu.be/BfsU6YGfY00-Hope e Clary derrotam Mason. https://youtu.be/0_Q_UiGUzUA-Bella e as sereias cantam.

P.O.V. Hope.

Depois de nos divertirmos, nós começamos a dividir as histórias de como cada povo veio a existir.

Primeiro os vampiros, depois as sereias e então... chegou a vez dos lobisomens.

—Oi. Eu sou a Hope Andréa Mikaelson, sou a Rainha dos lobisomens. Os primeiros lobisomens foram criados no território que hoje chamamos de Louisiana. A história começa mil anos antes da cidade de Nova Orleans ser fundada. Duas tribos rivais decidiram se unir combinar seu poder, eles pensaram que se unindo em paz eles entrariam em uma nova era harmonia. Então, um casamento foi arranjado, dois bruxos poderosos unidos para criar um coven unificado e esse casamento gerou uma criança... por nove meses os anciões da tribo crescente visitaram a mãe, usando magia para conceder á criança grande poder, esperando que o recém nascido fosse se tornar um símbolo de paz e prosperidade... mas, eles não faziam a menor ideia do que eles estavam trazendo para o mundo. Ela foi chamada de Inadu e logo ficou claro que ela era mais poderosa do que qualquer um poderia ter se quer imaginado e que ela ainda assim tinha uma terrível fome por mais poder. E foi assim que a Hollow nasceu. E tudo começou e acabou na linhagem, foi a única coisa que funcionou contra ela.

—E o que isso tem a ver com a história dos lobisomens?

—Deixa eu terminar. Quando a maldade de Inadu se tornou muito grande para suportar as tribos se uniram para derrotá-la, muitas vidas foram perdidas, mas os anciões das tribos conseguiram capturá-la usando nós e cordas místicas. Mas, mesmo com todo aquele poder, Inadu ainda era muito forte. A morte parecia ser a única solução.

Eu estendi a mão e o Tio Jackson me deu o machado.

—Quatro dos mais poderosos anciões usaram parte de sua magia nesse machado mágico. Quando a arma ficou pronta, eles entregaram para a mãe dela. Foi decidido que... aquela que lhe deu a vida, seria responsável por lhe tirar a vida. Mas, antes que ela pudesse matar sua filha, Inadu lançou um... último... feitiço. Empoderado pela energia de sua própria morte. Uma maldição que recaiu sob todos aqueles que estavam presentes aquela noite. Ela atou maldição á lua cheia. Para que uma vez a cada mês, eles se transformassem na mesma besta que usaram para caçá-la. O lobo. Eu carrego a marca dos Crescentes, assim como Inadu, assim como a sua mãe. Os outros se separaram se tornando as seis outras matilhas que conhecemos hoje, mas foi a minha linhagem que começou tudo. E por isso eu sou a Rainha. Eu sou descendente da primeira lobisomem que já existiu. Eu sou uma Laboneire.

—Então, você vai se transformar numa fera na lua cheia?

—Não. Eu nunca ativei a maldição.

—Ativou a maldição?

—Sim. Eu tenho o gene dos lobisomens, mas eu nunca ativei a maldição.

Outro perguntou:

—E como se ativa a maldição?

—Lembra que eu falei que a maldição foi empoderada pela morte de Inadu?

—Sim.

—Para ativar a maldição, temos que... tirar uma vida. Uma vida humana. Acidente ou assassinato, não importa.

Eu comecei a olhar em volta e faltava uma pessoa.

—Onde tá a mamãe?

As portas e janelas do nada fecharam sozinhas. Mas, ainda dava pra ver lá fora.

—Mãe!

—É um bloqueio sobrenatural Hope. Temos que quebrar.

—Todo mundo se afastando! Agora! Se afastem!

A multidão saiu do caminho. Como a minha prima mandou.

—Sempre e pra sempre.

Nós tentamos quebrar o bloqueio, mas não era suficiente.

—Bruxas, por favor... me ajudem. A minha mãe está lá fora.

—Sim. Por favor, nos ajudem.

P.O.V. Benjamin.

Acho que todos os presentes ficaram atônitos com o que veio a seguir.

As bruxas, todas as bruxas e não eram poucas não... deram um passo á frente. Elas formaram um círculo e dava pra ver certinho a energia fluindo das bruxas do círculo para as Rainhas.

—Hope! Pare. Se canalizar todo esse poder você vai morrer.

—Ai você vai arrumar alguém pra me trazer de volta. Mas, agora tudo o que importa é salvar a mamãe. Saiam do caminho!

Elas liberaram uma enorme quantidade de energia e romperam o bloqueio.

As duas saíram e eu entendi o porque de ela dizer que manipular os elementos era coisa de bruxa.

Elas recitavam o que imaginei ser um feitiço, os ventos eram de mais de cem quilômetros por hora, as chamas iam nas alturas. Os ossos do homem começaram a quebrar.

O que o forçou a se afastar da mulher loira e grávida.

—Fica longa de minha mãe, seu cretino!

Ela fechou a mão e todos ouvimos o estralo. O corpo caiu. Hope tinha quebrado o pescoço do homem.

Então o cheiro de sangue fresco atingiu nossos narizes.

As duas caíram de joelhos.

—Hope!

—Clary!

As mães vieram correndo. Depois de caíram de joelhos elas perderam a consciência. Os narizes delas estavam sangrando.

Vi a face da loira grávida mudar completamente, ela enfiou as presas no próprio pulso e alimentou Hope com o seu sangue. E a mãe da Rainha Clarissa fez o mesmo.

—Klaus. Tira ela daqui.

—Vai Elijah, leva ela. Elas tem que se recuperar. Descansar.

Félix ajudou a grávida a levantar.

—Acho que é melhor mandar os convidados embora.

—Não. Elas não iriam quer isso. Ao menos vamos mudar o gênero musical.

—Eu tenho uma ideia.

Quatro garotas subiram no palco improvisado.

—Oi pessoal, boa noite. Eu sou a Bella e essa próxima música é para todas as outras sereias presentes essa noite.

A música falava sobre como elas não eram garotas comuns, como elas pertenciam ao mar e á terra. Sobre a união delas.

Uma cantava, as outras faziam a segunda voz e dançavam.

—Eu não acredito que elas são sereias de verdade.

—Elas não nasceram no mar, como nós. A magia da lagoa e da lua cheia lhes concederam seus poderes.

—E vocês moram no mar?

—Sim. Eu sou a Rainha Nerissa, essa é minha conselheira e melhor amiga, Verídia. E esses são os meus filhos... Mimi e Zack.

—Você é um sereio?

—Tritão. Eu fui criado no mundo humano, só descobri que era um tritão quando cheguei á adolescência. Todos os tritões são criados no mundo humano, por famílias humanas e quando é chegada a hora eles retornam para o mar.