Pequenas Complicações
8 O Impossível
Notas iniciais
P.O.V. Elijah.
Estávamos todos sentados na sala, conversando quando a Davina faz uma cara. Aquela cara de... tem alguma coisa errada.
—O que foi agora?
—Eu acabo de experimentar uma massiva quantidade de energia mística. A energia não foi liberada... foi... gerada.
—Foi gerada?
—É. É uma coisa grande, mas nova. Nunca houve nada nem parecido.
—E como nós matamos?
Ela olhou para Niklaus com cara de indignação.
—Nem sabemos se a fonte da energia é hostil!
Então apareceu uma garota de pijama e pantufa de coelhos.
—Quem é você?
—Anitta.
—Eu tive que passar pela cidade inteira, tive que ouvir todo esse barulho extra na minha cabeça.
—Quem é você?
—Shh! Eu sou Needy Lesnick, Profetiza do Senhor, eu tenho a palavra de Deus na minha cabeça vinte e quatro horas por dia e enxaquecas de matar. E eu tive uma visão. Você estava nela. Lembra da surpresa que eu falei? Surpresa!
Ela me estendeu um papel. Depois que eu li o que estava escrito lá, eu fiquei atônito.
—Não espera que eu acredite nisso não é?
—Se você acredita ou não é irrelevante. Eu tive um anjo na minha casa e ele me disse que se o Profeta vê assim, assim será, não tem como escapar.
—Um anjo? Você é louca.
—Não, mas acredite eu queria ser.
Niklaus atacou Anitta e a sala inteira começou a chacoalhar. O chão começou a tremer.
—Pare!
—Quem é você?
Anitta falou, sufocada:
—Castiel.
—Pare! Como uma profetiza ela tem um arcanjo da guarda ligado diretamente a ela, se não parar agora todo mundo nessa sala vai morrer. Menos ela.
No segundo em que Niklaus a soltou, a sala parou de chacoalhar.
—Cretino.
—Como você entrou aqui?
—Ele é um anjo. Esses seus sigilos não funcionam nele. Ai!
Ela tirou um caderno e uma caneta da mochila. E começou a escrever.
—E o que ela está escrevendo agora?
—O que virá á seguir.
—Acabei. Dá pra devolver minha folha?
Ela estendeu a mão pra mim e eu dei a folha na mão dela.
—Se me derem licença, eu tenho um assunto pendente.
Eu fui até o endereço que Anitta tinha escrito no papel e a casa era exatamente como ela havia descrito com riqueza de detalhes naquelas folhas.
—Inacreditável.
Bati á porta e ela logo foi aberta.
—Uau! Uma profetiza te conta que eu vou ter um bebê e do nada você quer ser um papai responsável.
—Como você...
—Sou vidente que nem a minha tia.
—Você também tem um anjo da guarda?
—Acho que não. Eu não sou portadora da palavra de Deus. Entra.
Eu pude passar da soleira da porta, então eu fiz o que tinha que fazer para acabar com as minhas dúvidas de vez. E para minha total surpresa eu pude ouvir o pequeno coração batendo.
—Hello! Tem alguém ai?
—Meu Deus.
—Que é?
—Todos esses séculos eu jamais me imaginaria pai, eu já havia me conformado que nunca teria um filho, mas agora...
—Se eu estou aqui, o impossível é só questão de opinião. Eu sinto muito. Eu usei você, eu te enganei e isso foi errado.
—Está perdoada.
—Uau! Eu não vi essa chegando. Esperava algo do tipo, eu vou tirar o seu filho assim que nascer e depois vou te fazer sofrer etc.
—Realmente pensa que eu sou tão cruel?
—Eu sei que você é. Tem uma diferença. Eu te conheci, antes de você me conhecer, segurei sua mão, eu acessei suas memórias. Eu vi tudo. Absolutamente tudo. E ainda tenho pesadelos, especialmente com a morte da Tatia. Você quer ver?
—Quero.
—Vou te mostrar o meu pesadelo.
Eu vi uma mulher correndo, apavorada e eu estava atrás dela todo coberto de sangue, sem camisa então havia uma porta. Uma porta vermelha, ela tentava abrir, mas a porta estava trancada. Ela bateu desesperadamente na porta esperando que alguém abrisse, mas então eu a agarrei e eu a assassinei.
—Eu acho que eu preciso de uma xícara de chá. Você quer chá?
—Claro, seria bom.
Ela se colocou em frente ao fogão e colocou a água com algumas ervas para ferver. Enquanto olhava o fogão, ela falou:
—Bom, já que eu sei a sua história acho perfeitamente justo você saber a minha.
—Por favor.
Ela respirou fundo.
—Assim como a sua sobrinha Hope e o nosso bebê, eu também fui um bebê milagroso. Meu pai, é um vampiro, mas ele não é como você. É diferente. Muito diferente. Enfim quando eu nasci, minha mãe teve que ser transformada ou ela ia morrer, mas antes disso acontecer ela era uma bruxa. E quando ela "morreu" eu fiquei com os poderes dela. É por causa dela que eu tenho essa bela cara de Amara.
—Cara de Amara?
—Você não pegou essa parte. Quando os primeiros imortais do mundo beberam o elixir da imortalidade, eles violaram a lei natural de que todas as coisas vivas morrem e assim como no caso do feitiço da sua mãe, a natureza revidou. Criando eu-sombras mortais deles, doppleggangers. Então, basicamente Amara foi a primeira versão de mim e Silas a primeira versão do Stefan.
—Stefan? Stefan Salvatore?
—É. Mas, enfim... minha mãe tem esse melhor amigo, o nome dele é Jacob. E ele é um... metamorfo. Os metamorfos tem essa coisa que eles chamam de imprinting. É tipo uma conexão profunda, alma gêmea esse tipo de coisa. E ele teve um por mim quando eu nasci.
—Pedófilo?
—Não! O imprinting é provavelmente, só químico, mas o lobo é aquilo que o seu imprinting precisa que ele seja. Babá, amigo, namorado. Então, Jacob e eu decidimos que queríamos uma família e um dia, eu fiquei grávida. Eu fiquei tão feliz. Nós dois ficamos. Mas, então alguns meses depois eu estava dormindo, mas acordei com a cama molhada. Eu acendi a luz... e eu vi aquele monte de sangue.
Ela começou a chorar.
—Eu sabia o que era. Eu tinha perdido o meu filho. Você não consegue imaginar a dor. Eu não senti dor física nenhuma, mas eu lembro que eu gritava e chorava. Mas, alguns meses depois, eu fiquei grávida de novo e eu perdi, de novo. Então, meu avô fez alguns testes e apesar de não haver nada de errado comigo fisicamente eu simplesmente não conseguia segurar um filho. Decidimos procurar uma clínica de fertilização e depois o banco de esperma. E de novo, eu perdi a criança. Quando Jacob soube que eu não podia lhe dar um herdeiro, o imprintig passou e ele me abandonou. Depois de tudo isso eu entrei numa depressão profunda e no auge do meu desespero eu tentei me suicidar.
Ela falou e depois deu um suspiro.
—Minha mãe era amiga dessa bruxa que morava em Chicago. Glória. Me levou pra consultar ela, eu perguntei como, o que eu precisava fazer para ter um filho. Glória bebeu um chá e foi tomada por um espírito de uma outra bruxa. A bruxa disse que eu precisava da mais antiga e rara das linhagens sanguíneas, ai ela desenhou um M num papel.
Renesmee pegou uma caixa de madeira, abriu-a e tirou o papel cuidadosamente dobrado. Desdobrou-o com o mesmo cuidado e colocou-o sob a mesa diante de mim.
—Eu sabia que já tinha visto esse M em algum lugar. Depois de cavocar muito as minhas memórias, minhas visões e as memórias das minhas visões, eu descobri o que o M significava.
—Mikaelson.
—Sim. Mikaleson. E eu fui atrás do que eu precisava.
Ela serviu o chá em duas xícaras. Eu senti o cheiro antes de beber.
—Relaxa, é só camomila. Depois de tudo o que eu tive que fazer pra ter esse filho, eu não vou ser idiota de tomar verbena.

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