Pequenas Complicações
18 Demônio
Notas iniciais
P.O.V. Faye.
Eu estava na casa da Cassie. Ela estava conversando com a amiga da mãe dela Heather lá embaixo quando eu escuto um estrondo.
—Ei Cassie, você.. Meu Deus!
Eu peguei o telefone e liguei para a única pessoa que talvez conseguisse parar aquela coisa.
P.O.V. Elijah.
O meu telefone tocou.
—Alô?
—Socorro! Ela tá possuída!
—Quem é?
Ouvi alguém falar o nome. Estava no telefone também.
—Faye?
Então eu ouvi gritos, tropeços e um urro.
Uma porta bateu e bateu de novo.
Nós usamos o sangue da Hope para fazer um feitiço de rastreamento e quando eu cheguei a mulher estava sufocando Faye.
Felizmente eu consegui entrar sem empecilhos e acabar com a criatura. Foi uma briga feia, a criatura era forte. Mas, eu consegui quebrar o pescoço dela.
—Você está bem?
Ela assentiu com a cabeça incapaz de responder verbalmente. Depois de alguns minutos ela perguntou:
—Como você entrou?
—Pela porta. Você devia colocar a casa no nome de...
—Se você passou... quer dizer que a Tessa...
Ela levantou correndo e então encontrou o corpo da namorada. Ela colocou a mão no pulso dela e começou a chorar.
—Não. Não! Não Tessa, não vá embora. Por favor não me deixe.
Ela ficou ajoelhada abraçando o corpo sem vida da namorada e chorando.
—Eu sinto muito.
—Foi você?
—Não. Foi a criatura.
—Ele foi preso. A polícia pegou ele ontem. Ele se entregou.
—Eu sei.
—Estávamos planejando nos casar antes de... ter um bebê. Nós queríamos nos unir de todas as formas... humanamente possíveis.
Faye estava em choque. Ela se levantou, caminhou um pouco e sentou-se diante da mesa de centro. Haviam várias revistas com vários modelos de vestidos de noiva e opções de flores.
—Não. Eu me recuso. Não vou deixar acabar assim.
Faye começou a espalhar velas pela sala e fez um feitiço que trouxe sua amada de volta.
Elas se abraçaram e se beijaram.
—Obrigado. Por ter vindo me ajudar.
—Disponha.
Ela me abraçou.
—Você precisa me ensinar como se escreve esse seu nome e o do seu irmão.
—Porque?
—Pra botarmos nos convites!
—Convites?
—Do casamento. Tessa e eu vamos casar e queria muito convidar vocês. Só... tentem não matar ninguém lá. Tá?
—De acordo.
Ela me deu um pedaço de papel e eu escrevi todos os nomes de todos os membros da minha família. Inclusive o meu com uma letra bastante legível.
—Vocês moram todos no mesmo lugar?
—Moramos.
—Pode colocar o endereço também?
—Claro.
—Obrigado. Por tudo.
Eu voltei para casa e uma semana depois chegaram os convites do casamento. O envelope era branco, simples, mas tinha um selo em cera e uma fita vermelha.
—O que é isso?
—Convites.
—Pra que?
—Para um casamento.
—E quem é que vai casar?
—Abra o convite e descubra Rebekah.
P.O.V. Rebekah.
A irmã gêmea da Hayley vai casar. E vai casar com outra mulher! Uau! Como os tempos mudaram.
Mas, se a Freya e a Keeling casaram, nada impede as duas de casarem.
P.O.V. Tessa.
Tudo está muito bem planejado. Eu escolhi um vestido de noiva grego e a minha linda noiva preferiu um bordado, mas ainda assim simples.
Quando estávamos tratando com a organizadora ela fez uma cara quando descobriu que eram duas noivas. Ela foi pega de surpresa.
—Olá. Eu sou a Emily Perkings. Sou a organizadora. Então, qual das duas é a noiva?
—Nós duas. Eu sou a Faye Chamberlain e essa é a minha noiva Tessa Clarke.
—Oh! Desculpem a reação, não sou preconceituosa apenas... vocês são o meu primeiro casal homossexual.
—Tudo bem. Nós entendemos.
—Algum plano em mente?
—Queríamos casar ao ar livre, mas também queríamos um lugar coberto para a recepção. A minha noiva gosta de ter um plano B. Sabe, para o caso de chover.
—Tudo bem.
—Eu já tenho o lugar do casamento.
—Tem?
—Eu criei um jardim inteiro para o nosso casamento amor.
—Você criou? Ah, eu quero ver.
—Venham.
P.O.V. Faye.
O jardim era lindo. Haviam colunas gregas, vinhas cheias de uvas, uma pequena fonte de água.
—Quando chegar o dia, eu vou colocar pétalas de rosas brancas na fonte e velas boiando, como vamos casar á noite teremos velas aqui, aqui e aqui para iluminar o local.
—Nossa! Ficou lindo.
—Lindo mesmo amor.
Nós escolhemos o lugar da recepção, encomendamos as flores e escolhemos o bolo, os doces, os salgadinhos. Caixas de champanhe, vinho e refrigerante. Fizemos a seleção de músicas, contratamos um DJ e uma violinista para tocar a música de entrada.
—Só por mera curiosidade, qual de vocês vai esperar no altar e quem vai entrar? Ou não vai haver isso?
—Eu vou esperar.
Mandamos fazer as alianças, escolhemos as madrinhas e logo tudo estava pronto.

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