Pequenas Cegonhas
1 I - Vento
Acordou.
O leve som da brisa tocava seus ouvidos, os acariciava como fadas acariciavam flores.
Luz.
Devagar, seus olhos abriam, o céu azul aparecia, pequenas nuvens passavam. Aos poucos, a realidade tomava seus pensamentos, sua mente estava vazia, o silêncio o consumia, as falhas tentativas de se encontrar só o tornava mais confuso...
— Alicia... — Sussurrou o vento.
Susto.
De supetão levantou-se, agora sentado, se nota em uma clareira — A brisa para — a clareira já não existia mais, nunca existiu.
Levantou-se.
Lentamente, deixou o chão, agora de pé o lugar se revela. Era uma colina, não só uma, várias delas, colinas até onde a vista alcançava. O chão, de grama verde e alta o suficiente para alcançar suas canelas possuía pequenas flores amarelas espalhadas aqui e acola. O garoto de apenas doze invernos nada entendia, como chegar até onde está, como acordar onde está, como estar onde está.
Ivy.
Nome que sua mente dizia. Adotou-o, agora assim se chama.
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