Pequena? Obsessão
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Pequena? Obsessão, Chess Melo
Capítulo Único.
O sol raiava iluminando o dia. As ruas movimentadas naquela sexta feira morna tomavam tons de dourado e amarelo com sua luz. Em meio a várias pessoas passeavam também mãe e filha, que haviam aproveitado sua tarde no cinema, andavam de mãos dadas e em silêncio. Havia várias lojas por ali, cada qual com sua vitrine especial em busca da atenção e do dinheiro dos transeuntes, mas uma chamava as atenções para si unicamente.
O vidro plano e transparente deixava a mostra o mundo cor de rosa e roxo que era a Casa Cristal, algo tão simples, mas tão interessante. Nada exagerado, não havia purpurina espalhada por ai, ou luzes psicodélicas piscando, era apenas roxo e rosa bem acabado. O que era atrativo era a grande diversidade e quantidade de bonecas que estavam ali, e também à quantidade de crianças que entravam e saiam da loja.
Seus olhos analisaram a vitrine da loja e ninguém viu o estranho brilho que eles adquiriram, seu cérebro rapidamente trabalhou em lançar sinapses nervosas, todos seus neurônios processando aquela única informação visual, o coração em resposta acelerou, um sorriso surgia em sua face, e sua mão apertava a entre a sua fortemente.
A sensação de encontrar algo único novamente a tomando como em todas as outras vezes. A que tinha sua mão esmagada apenas a olhava revirando os olhos e querendo continuar sua caminhada, sem mais paciência para outra loja de bonecas, colecionáveis ou não. Foi um longo momento até que a que tinha seus olhos brilhantes reacionasse, qualquer um que fosse esperto o suficiente teria fugido, mas nem todos eram espertos.
Em um movimento brusco ela soltou a mão da outra, puxou ar profundamente e correu, foi tudo muito rápido. A que ficou para trás quase não reacionou, apenas viu os cabelos voando ao longe quando finalmente gritou.
–Ah não, mãe! De novo não, volta aqui!! Por favor!
Dentro da loja a mulher sorria muito alegre, até meio doentiamente ao segurar várias bonecas em seus braços e olhar a menina que chegava, quase gritando ao falar.
–Zoë!! Eu já tenho essa?! Acho que não... Diz que não!! Filha, vem cá!
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