Pensamentos de uma Garota Vazia

8 O que você sabe sobre mim?


Notas iniciais
Heey! Yas Oliveira, muito obrigada pelo comentário e por ter favoritado a fic. Aos demais, esta aí um bom incentivo para comentar, certo? Boa leitura (=

E às vezes só temos o silêncio. Porque não há palavras. Não há pessoas. Não há mais nada e o vazio é tudo que nos resta; tudo que nos sobra. Eu deveria dizer que está tudo bem me sentir assim? Que eu já me acostumei? Ou ainda que eu não me importo? Dou apenas uma risada seca. Uma risada sem graça. Afinal, o que você sabe sobre mim? De verdade? Eu me assusto, confesso, mas ninguém me conhece. Nem mesmo as pessoas que dizem conhecer.

E segui alguns dias longe. Eu tentava — como nunca — traduzir minha alma. Sempre fora tão fácil... Mas, um empecilho aparece e pronto! Não somos mais nada. Uma fragilidade tão idiota que eu costumo negá-la. Só que eu sei que a sinto. Principalmente quando estou sozinha. Ou quando penso muito.

Pensar dói e me destrói. Quebra cada verdade que eu imaginei e eu fico atônica. Sem movimento ou ação. Presa ao mal e como eu gosto disso! Gosto, sim, de me sentir quebrada e de odiar cada coisa ao meu redor. Gosto quando fico triste e gosto quando eu faço drama. Gosto quando ninguém me entende. Gosto de surpreender as pessoas dizendo que eu não sou como elas. Gosto muito! E gosto porque eu odeio a realidade. Odeio o mundo e odeio as pessoas. Para mim, seria insuportável ser igual a eles.

Tenho tanto medo de ser assim que eu continuo me quebrando, me destruindo, me matando. Porque, sabe, eu não quero isso. Não quero me sentir bem aqui. Eu... É uma droga! Dói para caralho ser diferente e eu mantenho o desejo de continuar assim. Eu me machuco demais. Machuco todo mundo. Eu acabei com tudo. Ser diferente te leva a romper alguns limites, algumas amizades e com toda certeza, te leva a romper com sua vida em geral.

E às vezes só temos o silêncio. Porque não há palavras. Não há pessoas. Não há mais nada e o vazio é tudo que nos resta; tudo que nos sobra. Eu deveria dizer que está tudo bem me sentir assim? Que eu já me acostumei? Ou ainda que eu não me importo? Dou apenas uma risada seca. Uma risada sem graça. Afinal, o que você sabe sobre mim? De verdade? Eu me assusto, confesso, mas ninguém me conhece. Nem mesmo as pessoas que dizem conhecer.

Essa é a verdade que eu mais sinto. Todos os dias, eu me camuflo como outra pessoa. Eu sorrio, eu brinco e eu relevo coisas para caralho. O tempo inteiro eu estou em outro lugar. Todo instante uma voz — a minha voz, o meu eu — contradiz o que faço. Nega a vida que eu tenho agora. É perturbador. E eu tenho que enfrentar isso. Eu não sei até quando eu vou aguentar. Essa dor... Não consigo impedi-la. Ela é constante e eu estou fadada a ela.

As coisas tornaram-se assim para mim. Essa merda está tão fudida que eu não sei mais como continuar. Eu tenho medo e eu tenho que ir também. Só queria registrar que não, eu não estou bem com todos esses sentimentos. Não, eu ainda não me acostumei. E sim, eu me importo. Ainda que eu não diga e ainda que você não veja, eu me importo pra cacete.

Notas finais
Comentem, se der. Acho que é isso. Vejo-os em breve. Beijos e até Ç: