Canção Desconhecida

Quando acordo de um sono profundo

Ainda sinto que estou sonhando

Por dentro estou cantando

Sinto a melodia embalar minha alma

As notas tristes escorrendo feito sangue pelo violino

E ele chora

Posso até ver minhas mãos frias e trêmulas

Dedilhando as cordas de um violão

E então a melodia fúnebre

Surge do piano

Logo vem o silêncio

Tudo se cessa

Tudo morre

Até as lamúrias do violino nascer outra vez

Tambores...

Representando as batidas do meu coração

Cada vez mais fraco

As batidas soavam lentas e calmas

Tão calmas...

O violão soa doce

Enquanto o melancólico piano

Permanece álgido e insensível

Na melodia da dor

As palavras que saem de minha boca

Vêm de meu coração chagado

Um relato de pranto e martírio

Lágrimas e sangue

A canção desconhecida

Da noite sombria

A canção desconhecida

Da alma esquecida

Desventurada e morta

Eis que abro meus olhos

Ainda estou sonhando

A melodia ainda está soando

E eu ainda estou cantando