Notas iniciais
Boa leitura. Dedico esse capítulo a Maria Rafaela que faz aniversário hoje, Parabens.

Olhei Bruno sem entender nada, aquela conversa estava cada vez mais confusa.

— Bruno do que esta falando, porque Victoria vai ver quem a atropelou?

— Porque foi você que a a atropelou Heriberto e a deixou cega.

Fiquei sem ação, estático, parecia que me faltava o ar.

— O que...como eu...não, você esta louco. – Me sentei no sofá, ouvi Bruno começar a falar.

— Lembra quando fomos comemorar, ficamos bêbados, saímos na praia com o motociclo, você acabou piscando, estava muito bêbado, cochilou por alguns segudos e acordou em um baque, eu...eu te disse que você tinha batido em uma pedra, mas não, você bateu nela, a atropelou, eu gritei mas você não me escutou nem ela, eu menti porque sabia que você voltaria pra socorrer e isso podia acaba com sua carreira, e estava tão alto que nem imaginei nada, achei que ela tinha ficado bem.

Aquelas palavras entravam dentro de mim como facas, eu, eu atropelei minha Victoria, a deixei lá sem socorro, me levantei olhando meu irmão sem acreditar.

— Como pode fazer, mentir pra mim, e deixa ela lá em socorro. – O peguei pelo colarinho, olhando em seus olhos. – Que espécie de humano é você. – Sem pensa soquei a cara dele o derrubando no chão.

— Eu errei, mas não tem volta atrás, se você a operar ela vai saber que foi você, vai te processar você vai perder tudo o que conquistou.

— Seu desgraçado, você acha que estou preocupado de acaba minha carreira, eu a amo e ela nunca vai me perdoar, eu vou perde-la pra sempre.

— É só você não operar.

Balancei a cabeça, precisava sair da frente dele senão não me controlaria, subi tentando entender tudo, tentando por em ordem tudo o que estava sentindo, parei na porta do meu quarto, parei um pouco, entrei devagar, ela estava dormindo como um anjo, apenas com lençol a cobrindo, ela era perfeita, só de pensar ela fora da minha vida eu me desesperava, precisava dela, fui ate a cama, beijei seu ombro, ela se mexeu, descobri um pouco ela, beijando toda as suas costas, ela despertou.

— Heriberto meu amor.

Voltei os beijos para o pescoço. – Minha pequena, eu preciso de você, agora, estar dentro de você, meu amor vira pra mim.

Ela se virou, abriu os olhos, mesmo sem me ver ela sabia onde estava, esqueci de tudo, a descobri por inteira, tirei o roupão, acariciei suas coxas, beijando e chupando os seios, toquei sua intimidade já molhada, a estimulei, ela gemia.

— Ahhhh Heriberto, que delicia, quero você.

Sem esperar mais ela abriu as pernas e eu a preenchi, precisava disso mais que nunca, a sentir, sentir ela me amando, nos movimentávamos juntos, em busca de um prazer nosso, sem demora gozei e ela também, me agarrei a ela aquela noite, apenas a observando dormir.

Acordei com Victoria enroscada em meus braços, ela ia despertando.

— Bom dia meu amor.

Sorri. – Bom dia, vamos levantar e tomar um café.

Ela abriu os olhos, esse olhos lindos que estavam sem visão por minha culpa, meu peito doeu precisava sair dali. – Tudo bem você se arruma sozinha, já sabe onde esta tudo, eu...eu preciso ir ao escritório pra ver uma coisa da clinica.

— Tudo bem, eu me arrumo e desço, pode deixa que tomo cuidado chamo a Morena pra me ajudar a descer.

A beijei e sai do quarto com uma bermuda e uma camisa, fui para o escritório, não sabia o que fazer, precisava contar a ela, mas como, ela o abandonaria, sofreria, a operação também os separariam, esfregou o rosto com as mãos, não sabia o que fazer, ficou ali olhando para o nadam quando ouviu batidas na porta, pediu para entrar.

— Amor vamos o café esta pronto.

A olhei, estava com um vestido branco, até os joelhos, cabelos soltos, e uma sandália baixa, perfeita, sorri, ela me fazia sorri mesmo mergulhado em culpa, levantou e foi até ela, foram pra mesa, Bruno não estava a mãe avisou que tinha saído mais cedo, tomaram café, pormais que estivesse longe, ainda a olhava.

O fim de semana foi muito gostoso, fiquei mais tempo com a minha mãe, e claro com Heriberto, notei ele um pouco estranho, mas ele me disse que não era nada apenas preocupação da clinica, a semana estava tranquila ia pra biblioteca, e voltava pra casa, falei apenas por telefone com Heriberto, o que estava achando estranho, cheguei em casa na sexta e liguei pra ele.

— OI meu amor, vamos nos ver hoje?

— Oi, sinto muito pequena mas saio da clinica muito tarde, deu um problema, mas amanha passo pra te buscar.

Fiquei triste mas entendi, nos despedimos, minha irmã senta ao meu lado.

— O que aconteceu Vick, porque essa carinha?

— Heriberto vai sair muito tarde da clinica hoje, não vamos nos ver.

— Bom porque você não faz uma surpresa pra ele, pega um taxi vai pra casa dele, ele vai chega cansado e você faz essa surpresa, eu cuido da Morena.

Sorri. – Ótima ideia Juju, eu vou me arruma. – Vou para o quarto me arrumo e pego uma mochilinha com algumas coisas, volto pra sala.

— Vick já chamei o taxi, esta te esperando.

Dou tchau pra ela, meu pai e Morena e vou pra casa do Heriberto, não demoro a chegar, o taxista me ajuda a chegar ate a porta, pago e agradeço, toco a campainha, minha mãe atende.

— Filha que bom te ver, estava com saudades, vem entra. – Ela me abraça, me guia ate o sofá.

— Sei que Heriberto vai chegar tarde, mas quis fazer uma surpresa pra ele.

— Mas o Heriberto esta lá em cima no quarto dele, chegou antes da janta.

Ele mentiu pra mim, porque? Respirei fundo. – Bom então vou lá fala com ele, obrigada mamãe.

Fui devagar nas escadas, indo pra o quarto dele, eu já sabia como chegar lá, bati na porta e ouvi ele pedir pra entrar, abri a porta e entrei.

— Oi Heriberto, achei que você chegaria muito tarde hoje, mas pelo visto chegou foi é cedo, porque mentiu pra mim?

Não posso ve-lo, mas sinto que ele se surpreendeu comigo ali, não da maneira que eu queria.

— Victoria, o que faz aqui?

Fecho a porta. – O que eu faço aqui, vim fazer uma surpresa pra você, que chegaria tarde e cansado, mas não era verdade, você mentiu pra mim.

Ouvi ele suspirar. – Apenas precisava ficar sozinho.

Fiquei sem palavras, balancei a cabeça. – O que sta acontecendo Heriberto, faz uma semana que você esta estranho comigo, o que mudou?

— Nada Victoria, só estava querendo fica sozinho.

A voz dele foi grossa, o tom ríspido e alto, mordi o lábio inferior sentindo as lagrimas inundar meus olhos, assenti com a cabeça. – Esta certo Heriberto, me desculpe eu vou embora.

Sai apressada do quarto, tentando ir para a escada, as lagrimas já estavam caindo, não consegui sentir nada, apenas o desequilíbrio, mas antes que eu caise escada abaixo senti seus braços me agarrando, sua respiração acelerada em meu ouvido, e sua voz.

— Deus Victoria quase você cai.

Me recuperei do choque. – Me deixa Heriberto, vou embora.

Ele me apertou mais. – Não.

— O que vou fazer aqui se você quer estar só, e só Deus sabe o motivo.

Ele não respondeu apenas me pegou no colo e me levou de volta pro quarto, me colocou na cama, me afastei.

— Me perdoa, me perdoa meu amor, eu...- Ouvi a voz dele estranha, parecia querer chorar, me aproximei.

— O que houve Heriberto, porque esta agindo assim.

Ele me abraçou chorando. – Eu não suportaria te perder, Deus Vick sou louco por você, se eu te perder...

Não deixei ele terminar. – Você não vai me perder, eu te amo demais Heriberto, preciso sempre de você, não aconteceu nada comigo, você chegou antes.

Senti sua mão me toma no rosto, seu beijo é urgente, sinto meu corpo responder, ele beija todo meu rosto, me abraçando apertado.

— Preciso de você sempre, seja minha Victoria, seja sempre minha. – Ele pede tirando minha blusa, estava de tomara que caia então sem sutiã, gemi quando ele apertou meu seio.

— Eu já sou Heriberto, sou toda sua pra sempre.

Ele me pegou no colo, entrelacei as penas na cintura dele, ele sentou na cama comigo em seu colo, tomou um dos meus seios, e chupou forte...

Continua...