Pelo Horizonte Sem Fim

1 Capítulo 1 - O incrível céu azul


Notas iniciais
Espero que gostem ♥ Aceito sugestões e críticas construtivas nos comentários!

Todas as manhãs, a cozinha pequena e desordenada daquela família se parecia com um verdadeiro inferno. Mas aquela, em especial, foi o ápice para que Clarice tivesse certeza de que sua mãe era o diabo em pessoa. Já se passava das 7h da manhã, horário em que Clarice deveria estar atravessando os portões da escola, no entanto, a mulher furiosa a sua frente, terrivelmente semelhante a ela, não parava de despejar reclamações em cima da mesa bagunçada.

Alguém tinha derrubado o pote de biscoitos durante a discussão e a caixa de leite estava virada, pingando o líquido no piso. O prato de Clarice estava intocado e ela nem pretendia mexer nele, caso a mãe não notasse. Narcisa jamais admitira que a garota pulasse alguma refeição ou acabasse comendo algo que não estava incluído na sua rigorosa dieta saudável-perfeita, pois vivia soltando comentários sobre a filha estar magra demais. Mas Clarice não sentia fome, desejo, preocupação, ou qualquer outro tipo de motivação para tomar café da manhã naquele dia. Ela só queria que a mãe calasse a boca. Era tudo que ela sempre queria.

Era um sermão interminável sobre como a garota era relaxada, teimosa, rebelde e ingrata, certas características que eram intercaladas por alguns palavrões. Clarice nem sabia ao certo o que motivara o acesso de raiva, mas não estava disposta a saber. Desistira há muito tempo de tentar se entender com a mãe, conhecer suas razões ou simplesmente não despertar mais a sua ira. Era inútil. Larissa, sua irmã mais nova, recebia todos os mimos, enquanto Clarice estava fadada a receber as frustrações.

— O que há com vocês? Preciso ir trabalhar – seu pai apareceu na porta da cozinha, suspirando.

— É, é melhor levar essa menina pra escola mesmo. As notas dela também não estão nada boas – ela parou um instante, como se estivesse deixando escapar alguma coisa, ou simplesmente estivesse procurando mais algum motivo para reclamar – ah, e volte aqui, deixe que eu ajeite esse cabelo, é incrível como você faz questão de sair na rua parecendo uma maluca.

Clarice desviou das mãos nervosas da mãe e puxou a mochila de baixo da mesa, calada. Balançou o cabelo de um lado para o outro, de modo que o deixou ainda mais despenteado, em um ato desafiador. Ninguém ousou falar mais nada. Clarice passou pelo pai depressa e foi em direção a garagem, mas ainda pôde ouvir a mãe se despedir e desejar um bom dia a sua irmã. Parecia que era um ato proposital, só para provoca-la mais. Ela adoraria saber o que aquela mulher ganhava com tudo isso.

— Não dá pra ter um dia de paz nessa casa. Obrigada, Clars.

— De nada, Larissa – se limitou a responder, pois seu pai já estava no carro.

— Querida, será que você não pode se esforçar um pouco mais? A situação está cada vez mais complicada. Eu não sei o que está havendo com vocês.

— E você acha que eu sei? Ela fica me perseguindo e me apontando o dedo o tempo todo. Eu nem mesmo sei o que eu faço, pai.

— Continua existindo – debochou Larissa, pondo os fones de ouvido, provavelmente para escutar as músicas alternativas-idiotas que ela se julgava tão importante por ouvir.

— Desculpa, eu não sei o que fazer. Eu não sei ser a pessoa que ela quer que eu seja.

— Certo, então seja só uma versão melhor de quem você é. Uma versão mais compreensiva, talvez? – O comentário fez Clarice revirar os olhos. Ela nem mesmo sabia quem era. Nem era quem gostaria de ser.

O pai era um homem de cabelos escuros, porém cheios de fios prateados, que denunciavam os anos e as preocupações. Estava sempre tentando ajudar as filhas, mas se calava em relação as discussões com a esposa, provavelmente por saber que nem sua intervenção faria alguma diferença nessas horas. Mas esse posicionamento deixava Clarice muito desapontada com o pai, porque ele agia como se não estivesse lá, vendo tudo acontecer de braços cruzados. E ainda ousava sugerir que o problema fosse com ela.

As duas irmãs desceram depressa do carro, e logo tomaram rumos diferentes. Larissa ainda estava no último ano do ensino fundamental, portanto suas aulas eram no prédio do lado esquerdo da rua. Não que ela pretendesse ir para lá. A garota, que usava sempre maquiagem escura ao redor dos olhos e pintava o cabelo de preto porque dizia “combinar com sua personalidade obscura”, passava o dia perambulando pela cidade com seus “amigos”. No fundo, Clarice se preocupava com o que acontecia a irmã, mas ela nunca lhe daria liberdade para ajudar. Então, pelo menos, ela fingia que não sabia de nada. O que os olhos não veem o coração não sente. Se fingisse que os olhos não estavam vendo, o coração não se sentiria tão culpado.

Do lado direito da rua, ficava o prédio do ensino médio. Era o segundo ano de Clarice, mas ela já estava naquele colégio há bastante tempo. Nunca tinha sido bom para ela, de fato. Sempre tímida, estava prestes a se formar sabendo o nome da maioria dos seus colegas, mas quase nenhum deles conhecia o seu. Ela não tinha muitos amigos e, quando mais nova, costumava lanchar sozinha no intervalo caso sua melhor amiga, Bianca, faltasse. Agora ela era mais esperta: se estivesse sem Bianca, ela se escondia na biblioteca.

Clarice caminhava rápido pelos corredores, mas parou por alguns instantes em frente a um vidro espelhado para avaliar o seu estado. O cabelo cacheado castanho estava todo desgrenhado, o que, em conjunto com suas olheiras profundas, a expressão exausta, e o óculos cor-de-rosa bizarro que ela precisava usar, eram a receita perfeita do desastre. Ela tirou um elástico do bolso e prendeu o cabelo num rabo de cavalo baixo. Tentou dar uma ajeitada na farda, que ela estava certa de que a deixava esquisita (por ser magra demais e suas roupas, muito largas), mas terminou apenas vestindo o casaco com dificuldade, enquanto voltava a andar apressada para a sala.

Tratava-se de um prédio antigo, de muitos andares e aspecto um tanto quanto deteriorado. Mas as salas eram modernas, afinal, a instituição precisava mostrar evolução para manter um certo status. No entanto, muitas ideias ultrapassadas ainda governavam o lugar, especialmente na cabeça de velhos funcionários, como era o caso do senhor que controlava o fluxo no corredor das turmas do segundo ano. Sr. Armando era alto, magro e mantinha sempre uma expressão rabugenta, que combinava perfeitamente com seu temperamento desagradável.

Clarice estava quinze minutos atrasada. Seria impossível passar pelo corredor sem ser notada, mas ela realmente precisava aparecer naquela aula. Já tinha levado faltas demais, e se seus pais fossem chamados à escola para dar esclarecimentos, seria a hora que finalmente sua mãe cortaria seu pescoço. E foi com esses pensamentos em mente que Clarice tomou a estúpida decisão de desafiar o velho.

Agarrou a mochila a saiu correndo pelo corredor. Sr. Armando obviamente saiu atrás dela, um pouco mais rápido do que Clarice imaginou que a idade permitiria. Ela abriu e fechou a porta subitamente, interrompendo a aula e atraindo os olhares de todo mundo na sala. Correu para um lugar no fundo, sentindo seu rosto claro se enrubescer, e sentou-se ofegante. Segundos depois, o velho abriu a porta com raiva e lhe lançou um olhar ameaçador. O professor também não parecia nada contente.

— Posso saber o que está havendo aqui? Estou tentando dar uma aula de História, caso não tenham reparado. E não gosto de ser interrompido.

— Desculpe, professor, mas aquela ali chegou atrasada e acha que é boa demais para seguir as regras.

— Ah, nossa adorável Clarice está sempre quieta, quase invisível, mas quando aparece, só causa problemas, não é mesmo?

— Preciso dar alguma advertência a essa aluna. Essa instituição tem valores! Não é qualquer rebelde que vai destruí-los.

— Tem razão, meu caro, se não tomarmos cuidado, a educação se perde! Eles acham que podem fazer o que quiser, nós perdemos a autoridade! Mas quem dita as leis nessa sala de aula sou eu, e eu tenho que enfiar um pouco de conhecimento nessas pobres mentes perdidas. Portanto, se você me dá licença, gostaria de continuar a minha aula.

— E a aluna?

— Já está aqui, deixe que fique. Pode ir.

Sr. Armando ainda encarou Clarice pela última vez, e saiu da sala a contragosto. O professor Gustavo voltou para o seu glorioso monólogo. Ele dava aula como se fosse o próprio Senhor da História, como se o Tempo fosse apenas o seu criado e suas palavras fossem sábias melodias para os ouvidos ignorantes de seus alunos. Aquele sujeito atarracado de ego enorme não aceitava ser contrariado, interrompido ou que negassem a extrema autoridade que julgava ter. Era do tipo que achava que os bons professores eram todos detentores da verdade, e os alunos serviam apenas para absorver suas ideias, pois eram incapazes de formular as próprias. Clarice discordava profundamente desse pensamento. E verbalizaria sua indignação a cada discurso narcisista do professor Gustavo, se isso não lhe custasse caro demais, ou se fosse fazer alguma diferença.

A sala estava cheia de idiotas. Eram adolescentes ricos e cheios de ideias prontas, que não pensavam no futuro além do final de semana e competiam entre si para provar quem tinha a vida mais perfeita. Deixavam os celulares caros em cima da mesa e se vestiam com roupas de marca, além de cultivarem o número de seguidores nas redes sociais como verdadeiros troféus. Ninguém era capaz de conversar sobre nada muito profundo, ou passar mais de cinco minutos sem rir de qualquer besteira. Clarice considerava todos eles fúteis e vazios. O trio de meninas inseparáveis que se sentava nas primeiras fileiras e Vicente, o único garoto da turma capaz de ao menos cumprimenta-la, podiam ser exceções naquele grupo. Mas o resto era inteiramente detestável.

As três meninas eram Paula, Raíssa e Viviane, com quem Clarice nunca trocava muitas palavras de fato, mas sempre a aceitavam nos trabalhos em grupo. Elas eram um pouco patricinhas, mas não tinham o jeito plastificado das outras garotas da sala. Tinham aquele jeito porque simplesmente eram assim, não estavam se esforçando para ser nada mais que isso. Além do mais, elas faziam a parte delas nos trabalhos e Clarice não precisava fazer esforço a mais por ninguém. É, com certeza essa era a melhor parte.

Vicente estava na mesma sala que ela há uns bons anos. Eles conversavam ás vezes, mais porque ele tomava a iniciativa do que ela, desde que ficaram de castigo juntos no ensino fundamental. Era provavelmente a única pessoa na sala que a conhecia mais do que pelo nome ou o que ela compartilhava nas redes sociais. E, mesmo que ele fosse um pouco bobo de vez em quando, ou fosse bonito o bastante para já ter beijado metade das meninas daquela escola, Clarice ainda o incluía na sua lista de exceções.

As piores pessoas certamente eram as do grupinho que sentava do outro lado da sala. Mesmo tão distante, Clarice podia ouvir os cochichos e risadas, e sentia seus olhos pousando sobre ela. Era horrível ter que aturar os comentários maldosos e piadinhas sem graça, especialmente porque ela nunca teria coragem de revidar. Eram um quinteto que nunca se desgrudava, cujas piores peças eram Aline e Bernardo. Ela era uma menina extremamente bonita, de pele dourada e sorriso brilhante, que gostava de fingir que era surfista sem nem mesmo saber como ficar em cima de uma prancha por mais de meio segundo. Ele, um menino de ouro aos olhos de muita gente, mas Clarice sabia muito bem o que ele carregava na mochila. Os outros integrantes do grupo não importavam, ela nem mesmo lembrava o nome. Eram meros escravos correndo atrás de seus líderes ordinários.

Quando o sinal tocou para o intervalo, depois de três intermináveis horários de aula de História, todos desceram para o pátio, menos Clarice.

— Posso saber o que te deu para entrar na minha aula daquele jeito hoje?

— Eu não queria levar mais faltas, sinto muito – respondeu com a voz baixa, olhando para baixo.

— Ah, é verdade, sua frequência está vergonhosa. Pare de chegar atrasada ou chamaremos seus pais.

— Não, por favor, isso não – Gustavo a olhou com curiosidade, interessado em saber a razão do seu apelo – é que... eles são muito ocupados. Não gostariam de vir aqui. Eu vou chegar na hora, prometo.

— Melhore suas notas também, jovem. Minha nossa, o que tem acontecido com vocês? Olhe para o você, parece que não passa na frente do espelho há dias. Vocês, crianças, não sabem o que fazem com suas vidinhas. Na minha época era tão diferente...

Clarice não estava nem um pouco interessada em saber o que aquele homem tinha a dizer sobre sua juventude, especialmente depois do comentário indelicado. Deu um sorriso forçado e saiu de lá o mais rápido que pôde. Mas não queria ir para o pátio. Já tinha passado muito tempo com seus colegas, ouvindo os cochichos deles a seu respeito, para uma manhã. Ainda passaria o dia inteiro na companhia deles. Ao invés disso, dirigiu-se para os fundos, onde sabia que haveria uma passagem para fora do colégio. Ela precisava ficar sozinha, ter um pouco de paz depois de ouvir tantos absurdos num espaço tão curto de tempo. Além disso, na pracinha que ela tanto gostava de ficar não haveria ninguém para julgá-la ou lhe dizer o que fazer aquela hora da manhã.

Ela se jogou no banco da praça e ficou olhando para o céu, tão azul quanto os seus próprios olhos. Via os pássaros voando lá no alto, tão livres quanto ela jamais seria. Sentia como se sempre fosse ser uma prisioneira dos deveres. Dever de estar de acordo com as regras que seus pais, seus colegas ou seus professores colocavam para ela. Já era costume, mas não deixava de ser sufocante. Clarice nunca podia ser quem ela queria, fazer o que realmente tinha vontade de fazer. Até quando tentava se ajustar às regras, estava errada. E isso era extremamente injusto.

O banco da praça para a qual fugia vez ou outra era como uma janela que encontrara em seu calabouço. De lá era possível observar as pessoas passearem pelas ruas estampando sorrisos sinceros no rosto, enquanto levavam a vida que julgavam feliz. Ou pelo menos tentavam enxergar o lado bom do que tinha sido condicionado a eles. O problema de Clarice, talvez, é nunca ter enxergado o lado bom da vida que o destino lhe escolhera. E jamais ter aceitado o lugar para o qual era designada no mundo.

Ela ouviu o sinal da escola tocar e saiu correndo para não chegar atrasada na aula de novo. Quase tropeçou nos cadarços sujos de seu tênis velho, um All Star que felizmente ainda cabia no seu pé. Na verdade, pertenciam à Larissa, que sempre foi muito maior que Clarice, mesmo que mais nova. Enquanto em famílias normais as roupas e calçados passavam dos filhos mais velhos para os mais novos, naquela família, a partir de certa idade, foi Larissa que começou a doar suas coisas para a irmã. Então, mais uma vez, Clarice precisava se contentar com os restos.

O corredor por onde ela escapava era o corredor da biblioteca, que era aberta até para quem não fazia parte da escola. Haviam dois banheiros simples em frente, alguns jarros com plantas para ornamentação e nada mais. Se qualquer funcionário passasse por lá, avistaria Clarice no mesmo instante. Mas era um risco que ela encarava, e provavelmente era o único na sua vida.

Clarice passou pela portinha que dava para os fundos do prédio, por onde os faxineiros passavam para deixar o lixo e sempre se esqueciam de fechar, e começou a andar depressa pelo corredor, mas de modo que não parecesse muito suspeita. Ela tinha cara de CDF, era pequena e nem um pouco conhecida, é claro que as pessoas que passavam por ela não achavam que estivesse fazendo nada de errado. Para puni-la, alguém precisaria reconhece-la e ter razões para desconfiar também. Assim como o Sr. Armando, cuja voz estrondosa Clarice reconhecera vinda de um corredor perpendicular, bem perto.

Ela entrou em pânico. Não sabia se era puro azar que o Sr. Armando estivesse por aquela área ou se ele tinha notado a sua ausência. Não podia se esconder na biblioteca, porque as portas eram de vidro. Além disso, as funcionárias perceberiam que se tratava de uma aluna fora da sala em horário de aula. Nem podia se esconder no banheiro, porque o mais próximo era masculino, e se ela andasse até o feminino, que era alguns metros depois, daria tempo suficiente para que ela fosse descoberta. Se esconder atrás dos jarros também surgiu como opção, mas, felizmente, foi logo descartada.

O instinto fez com que Clarice se trancasse no banheiro masculino. Ela ouviu passos e vozes no corredor pouco depois, e só conseguiu soltar o ar dos pulmões quando percebeu o silêncio novamente. Porém, pelo horário, a aula já tinha começado. Ela também estava com vergonha de sair do banheiro, pois se perguntava o que passaria na cabeça das pessoas que a vissem. Nenhuma desculpa poderia ser usada, a distinção entre masculino e feminino era bem sinalizada. Nem se ela fosse cega poderia ter errado.

Restou a Clarice baixar a tampa do vaso e sentar-se em cima dela, ignorando o fedor indescritível que tomava conta do lugar. Além de rolos de papel jogados no chão, havia uma pia e um espelho quebrado, o qual ela decididamente evitaria, porque não estava nem um pouco disposta a ver sua imagem depois de toda aquela adrenalina. Uma janelinha acima do vaso fazia o ar circular e, bem em frente, estava a porta coberta de pichações.

Uma em particular lhe chamou a atenção. Ficava no alto, onde ela quase não conseguia alcançar. No meio de um monte de desenhos de pênis e mensagens infames, lia-se:

I just got lost

Every river that I tried to cross

Every door I ever tried was locked...

Depois dos versos da música, o autor pedia para que completassem. Clarice tirou a caneta azul do bolso do casaco, a qual sempre carregava consigo para anotar pensamentos repentinos num bloquinho de notas, e começou a riscar a madeira clara.

And I'm just waiting until the shine wears off

You might be a big fish…

Fez na esperança de que um dia pudesse obter uma resposta de seja lá quem fosse o autor dos versos. Porém, sentiu-se instantaneamente mais leve, como se a tivessem permitido sair da gaiola por alguns instantes e voar um pouco com suas próprias asas. Esqueceu-se, portanto, do quão mal estava se sentindo naquele dia, ou da bronca que levaria assim que saísse daquele banheiro. Mas as lembranças ruins voltaram assim que ela guardou novamente a caneta no bolso, dando-se conta que era hora de encarar a realidade.

Clarice respirou fundo, leu novamente aqueles versos com um sorriso no rosto e girou a maçaneta. Era hora de voltar para o pesadelo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.