Pelas Ruínas de Um Império
1 O General caído
Notas iniciais
Era um dia frio e nublado e uma fina garoa de neve caía do céu, perto do pôr do sol. A altitude era elevada e, naturalmente, estava levemente mais difícil de se respirar do que o normal. A região em questão eram os Alpes, ou a parte norte deles para ser mais preciso, muito próximo da divisa entre a terra dos romanos e a dos alamanos, em uma passagem de duas montanhas. Um exército romano marchava naquela passagem. Era um grande exército, composto em grande parte por romanos, mas também por muitas tropas aliadas de reinos vizinhos, que juntos somavam mais de seis mil homens. Alguns comandantes romanos carregavam flâmulas e grandes estandartes com figuras de águias e símbolos cristãos no começo da grande fila com quatro colunas de largura. Eles marchavam incansáveis para defender a glória de Roma. Não uma glória presente e sim uma passada. Há muito tempo, o triunfo, esplendor e tudo pelo qual um romano podia se orgulhar em Roma estavam apenas no passado. Já não se lutava mais por Roma e sim, por sua memória de outrora. Neste ponto, Roma era apenas uma sombra de seu passado magnífico, uma ideia, mas isto não impedia algumas pessoas de brandirem suas espadas, lutarem e morrerem por ela. Marcius Fulvius Aquilius, o comandante máximo deste exército em marcha era uma destas pessoas. O ano era 461 Depois da Morte de Augusto, ou 1228 Depois da Fundação de Roma, ou, melhor ainda, 475 Depois do Nascimento de Jesus Cristo. Marcius Aquilius, naquele momento, levanta sua mão e grita uma palavra de comando. O exército inteiro para em seguida.
—Acamparemos aqui esta noite homens.
O exército se afasta da estrada e se aproxima da encosta da montanha coberta de neve. À noite, o comandante monta uma reunião estratégica perto da fogueira, no centro do acampamento com seus oficiais.
—Quanto tempo você acha até encontrarmos o inimigo, general Aquilius? -Pergunta um de seus comandantes.
—Muito pouco. Estamos perto de onde os espiões disseram ter visto um exército alamano se reunindo, do outro lado desta passagem, em terreno mais baixo. Amanhã, os emboscaremos e acabaremos com eles.
—Tem certeza disso? -Fala um comandante visigodo. -E se eles nos viram nos aproximando? Um exército deste tamanho não passa tão facilmente desapercebido.
—Não se preocupe, Euthanaric. Ficaremos aqui apenas esta noite. Os alamanos não terão tempo de nos atacar, especialmente partindo de terreno mais baixo. Nós os avistaríamos. Vamos, quando seu comandante falhou antes?
—Bem, nunca. Mas temo que seus sucessos passados tenham-no deixado levemente arrogante.
—Arrogante, eu? Nunca cometeria tal erro. Não se preocupe. Amanhã nós encontraremos e acabaremos com a ameaça.
—Sim! -Fala outro comandante. -Os alamanos vieram conquistando terras romanas por muito tempo, massacrando toda a população cristã que encontrassem em seu caminho, sem dó nem piedade e planejam conquistar ainda mais.
—Sim, Fabius Lucius! Mas por Deus, expulsaremos esta que é a mais vil e pagã de todas as raças bárbaras, de volta para o inferno de onde eles saíram!
—Simm!! -Os comandantes gritam.
Um soldado novato ali perto pergunta ao seu amigo.
—Nunca enfrentei estes alamanos. Eles são muito ferozes?
—Ah, eles são, Lavinius. Uma tribo de guerreiros de enorme estatura, veneradores de demônios e adeptos de sacrifícios humanos, estes selvagens pagãos não tem nada a temer em batalha. Mas nós os venceremos no nosso confronto, graças ao talento do general Marcius Aquilius.
Mais tarde, quando estavam todos dormindo, Marcius em sua tenda, ajoelhado perante uma cruz. De sua boca sai:
—Pater noster qui es in caelis, santificatur nomen tuum, adveniat regnum tuum, fiat voluntas tua, sicut in caelo et in terra, panem nostrum quotidianum da nobis hodie, et dimite nobis debita nostra, sicut et dimitimus debitoribus nostris. Et ne nos induca in tentationem, sed libera nos a malo. Amen. Meu Senhor todo poderoso, por favor dê-nos forças contra estes alamanos que havemos de confrontar em breve. Permita que os derrotemos e que as baixas de nós, romanos, sejam tão baixas quanto possível e, possibilite que possamos impedir seu avanço e dirigir esta raça infernal de volta para as florestas sombrias do norte, de onde eles saíram! In nominen Pater et Filli et stiritu sancte. Amen.—Ele termina sua oração, fazendo o sinal da trindade em seu peito. De repente, ele escuta um barulho fora de sua barraca. Ele vai até a porta da barraca e a abre, se deparando com um homem de vestes de pele, loiro e muito mais alto que ele. Seu semblante se apavora e ele fala: -Não pode ser! Um alamano! Ele toma um soco na cara e voa para dentro de sua tenda. O bárbaro solta um potente e alto urro, fazendo um monte de outros alamanos surgirem, atacando o acampamento romano, e matando os homens desprevenidos.
Com Marcius no chão, o guerreiro pagão corre até ele e disfere um golpe com a sua massa, mas ele rola para o lado, desviando. Ele saca uma pequena lâmina e fura o pescoço do inimigo, fazendo-o cair ensanguentado no chão.
—Malditos bárbaros, atacaram nosso acampamento em plena noite! Covardes! -Fala Marcius vestindo sua armadura e se equipando com seu escudo e espada. Mas irão pagar por isto, neste mundo ou no outro!
O sino de alarme do acampamento toca e os romanos, desnorteados tentam se agrupar e se preparar para o combate, saindo de suas barracas, se vestindo com suas armaduras e tentando se achar naquele caos, mas os alamanos são muito rápidos e numerosos e matam o máximo de romanos despreparados que conseguem. Logo, os guerreiros estão todos vestidos e prontos para contra-atacar e alguns alamanos são mortos, mas os romanos ainda perdem homens mais rápido.
—Vamos homens, não deixem que eles saiam impunes deste ataque covarde. -Grita Marcius.
Um guerreiro aparece ao seu lado, falando:
—Senhor, como isto aconteceu? Nós estávamos montando as muralhas, quando ouvimos o inimigo chegar do nada!
—Impossível! Eles não podiam ter nos atacado aqui! A menos que tenham surgido daquela pequena floresta perto da encosta! Mas eles deveriam estar esperando-nos lá desde antes de chegarmos nesta passagem!
—Não parece algo difícil de se imaginar um alamano fazendo. Estas criaturas são desonrosas e desvirtuosas. São capaz de qualquer coisa para foder um exército romano.
—Sim, comandante. É o que se espera de um tribo sem Deus! Mas triunfaremos e mostraremos que este modo de guerra não os recompensará! -Responde Marcius.
O oficial ao seu lado é logo morto pela espada de um alamano. Marcius vê seus comandantes sendo capturados e mortos pelas pelos inimigos, ficando espantado. Vê os alamanos queimando as barracas e não poupando um romano sequer. Um xamã alamano surge dentre a horda selvagem. Ele recita um feitiço na sua língua estranha e uma bola de energia azul lança seu cajado, atingindo um grupo de romanos e queimando-os vivos.
—Não pode ser! Teremos que fugir. -Fala ele. -Eles trouxeram até sacerdotes invocadores de magia pagã.
—Mas senhor, não há honra nisso! Deveríamos lutar até o fim! -Fala um cavaleiro ao seu lado.
—Eu sei, mas não tem nada que possamos fazer, soldado.
—Senhor, retire-se! Esta batalha já está perdida e os alamanos não deixam prisioneiros. Você ainda é uma das poucas e brilhantes peças que o Império Romano se dispõe nestes tempos sombrios. -Fala um dos seus comandantes, lutando contra um bárbaro. -Vá e lute e vença mais batalhas pela glória e o futuro de Roma! É a única opção.
—Não creio que seja a escolha honrosa, Partius, mas irei.
—Sim, nós nos sacrificaremos para cobrir sua retirada. -Fala Partius.
Assim, Marcius corre em meio ao caos, matando vários alamanos no caminho, até seu cavalo, seguido pelo outro soldado romano logo atrás.
—Retirada, homens, retirada! -Ele grita para os soldados romanos remanescentes. Eles tentam fugir, mas acabam sendo mortos pelos bárbaros sem sucesso.
—Qual é seu nome, soldado?
—Lavinius Setronius, senhor! Eu sou novato, e nunca estive em uma batalha antes.
—Certo, mas você irá sobreviver para ver mais, novato! Eu juro que irei proteger a sua vida. Desgraçado seja meu nome pela eternidade, caso eu não consiga cumprir esta promessa.
Eles alcançam os cavalos, e Marcius sobe em um, com Lavinius subindo no outro.
—Vá, Lavinius, eu atraso eles. -Ele fala, matando um alamano que se aproximava e subindo no seu cavalo, atrás de Lavinius, logo em seguida.
Eles são os únicos que conseguem fugir do acampamento, que brilha, ao longe com chamas. Eles cavalgam até a estrada, até que Lavinius é atingido nas costas por uma flecha e cai do cavalo morto. -NÃÃÃO! -Grita Marcius. Ele avista um alamano com arco e flecha atrás dele, perto de uma árvore. Ele dispara uma flecha no romano, mas este se defende com seu escudo, indo correndo até ele em seguida. O bárbaro se prepara para disparar outra flecha, mas Marcius lança sua espada na direção do guerreiro, acertando-o em seu peito, e a arrancando de volta, antes de ele cair no chão, ele então, volta a se dirigir à estrada.
—Ó, meu senhor, eu falhei com você! Você confiou em mim para fazer a coisa certa e eu fui arrogante e subestimei o inimigo, fazendo com que todos os homens que eu jurei em Seu nome proteger, morressem e, portanto, meu nome há de ser desgraçado por toda a eternidade. Perdão! -Fala Marcius em desgraça. Ele continua cavalgando rumo ao sul, para longe da ameaça alamana.
Alguns dias depois já no norte da Itália, cansado e com fome, ele finalmente chega em um campo avançado romano estacionado perto da estrada.
—Saudações, meu senhor e comandante. -Fala um guarda da guarnição, recebendo-o. —Nossa legião ficou inquieta quando não nos convocou para a batalha contra os alamanos nos alpes.
—Vocês ficarão feliz por isto, soldado.
—Como assim? Onde estão os outros homens?
—Foram todos massacrados e eu o único sobrevivente. Eles nos emboscaram e ao nosso acampamento antes que pudéssemos sequer terminar de construir os muros. Foi uma emboscada como nenhuma outra e jamais imaginada.
—Desgraçados malditos.
—Não, mais maldito sou eu, que não pude proteger a um de meus homens sequer. Eu sou uma vergonha. Nunca jamais, hei de levantar minha espada em nome do Senhor e do povo romano novamente, pois não sou digno para isto. Mande enviarem uma mensagem a Ravenna, dizendo que os alamanos avançarão e continuarão a tomar cidades romanas pelos próximos meses. E que o supostamente invencível Marcius Aquilius fracassou na sua missão de impedi-los e perdeu um exército de seis mil homens para aquelas criaturas vis. De agora em diante, vocês e os exércitos que eu controlava estão sob autoridade dos governadores militares das províncias do Sul. Ou do próprio Flávio Orestes. Eu estou me aposentando da vida pública.
—Senhor farei isto, mas está pensando mesmo em abandonar a sua carreira militar? Isto é deserção!
—Não ligo em ficar com meu nome manchado entre os homens, quando ele já está perante Deus. Se houver qualquer sacrifício que eu possa me submeter neste mundo para limpar minha alma, eu o aceitarei!
Assim, Marcius passa uma semana naquele acampamento, se alimentando bem e se recuperando e depois, parte rumo ao sul novamente, de volta a Roma.
Após mais alguns dias de cavalgada, ele chega em Roma. Os soldados de lá o olham com desaprovação.
—Parece que a mensagem chegou antes de mim. Mas tudo bem, não irão mais me ver perdendo um exército inteiro nunca mais. Ele chega em sua grande casa, perto do centro da cidade. Ele tira sua armadura e a guarda, certo a nunca mais usá-la novamente.
Quatro meses se passam, quando um homem chega até sua casa e a adentra. Ele se depara com um ambiente desorganizado e sujo. Ele avista Marcius deitado em uma cama, bebendo de uma ânfora de vinho com a cara cheia de barba e cabelos longos.
—Marcius, meu amigo? Que melancólico ter de ver o outrora grande general romano nesta vida deplorável e decadente.
—Janius Petronius, meu grande amigo e amigo de meu pai! O que o trás à minha casa? Veio me fazer uma visita pessoal ou vem a trabalho?
—Lamento dizer que é a trabalho, amigo. E como sou o mensageiro da corte imperial, você deve imaginar o que venho lhe pedir. A corte tem uma missão para que você realize.
—Desculpe, mas irá embora desapontado. Quantas vezes eu tenho que repetir que eu me aposentei? O Senado e a corte não entenderam ainda? Eu não vou mais fazer nenhum serviço por Roma. Eu sou uma desgraça.
—Ah é? E é assim que quer passar o resto de sua vida? Bebendo atirado na sua cama até morrer?
—Eu estou punindo a mim mesmo pela vergonha que eu impus ao meu povo, permitindo que um exército romano inteiro fosse massacrado em uma noite. Eram bons soldados e com muita experiência de batalha. Falhei com Deus.
—Marcius, abra seus olhos. Não foi você que falhou com Deus naquele dia. Foi ele quem abandonou vocês. Porém, Ele permitiu que você sobrevivesse e não por acaso. Ele sabe que você ainda pode fazer muito pelo Império! Ele ainda tem planos para você.
—Sim, como perder uma outra unidade inteira numa batalha contra o inimigo?
—Não, você é o maior general romano vivo. Precisa voltar a servir Roma para o seu bem e precisa entender isto. Use a segunda chance a você concedida para novamente lutar pelo que acredita. Se cumprir esta missão para Roma, quem sabe sua alma não é redimida?
Marcius começa a pensar enquanto encara o nada. Ele olha para a sua ânfora de vinho e a joga longe.
—Maldito seja, Janius... você está certo. Eu lutarei por Roma mais uma vez.
—Ótimo, bom saber que não traiu a crença que o Império ainda tem em você. A missão que o patrício de Roma, Orestes lhe deu é escoltar o novo Imperador Rômulo Augusto para Ravenna. Ele veio para Roma há duas semanas para a cerimônia de coroação com o Papa, e precisa voltar, mas precisa de uma escolta, pois temem que ele possa ser atacado e morto por bárbaros no caminho, especialmente agora que... bem, os alamanos estão avançando para o sul.
—Sim, graças a mim. Eu posso até aceitar esta missão, Janus. Mas não me peça para comandar outro exército romano, pois não irei fazer isto.
—Como? Então como você pretende ser bem-sucedido nesta tarefa?
—Não sei. Mas se Orestes quer um exército para acompanhar o Imperador, que peça a outro comandante, pois eu não irei reunir um.
—Não é possível. A corte quer você, pois é o melhor. Espera, acho que sei de uma solução. Dizem que em uma cidade portuária na costa do Adriático um grupo de poderosos mercenários se reúne. Os mais habilidosos do Império. E entre eles há um grupo que...
—Espera, está me sugerindo que eu contrate um punhado de mercenários para me ajudarem? Por quê?
—Você não entende. Você teme perder um exército romano novamente, mas os mercenários de lá são os melhores do mundo, difíceis de matar, e você comandaria apenas alguns, não um exército inteiro, o que já é o suficiente para fazer a escolta do imperador e você não correrá o risco de perder um exército de novo se é isso que quer evitar.
—Você parece estar certo, Janius. Mas como vou reconhecer estes mercenários?
—Pelo que vi quando entreguei mensagens por lá, eles são quase todos gregos e se vestem como guerreiros gregos antigos. Parece que entre eles há alguns guerreiros tão habilidosos quanto os antigos espartanos que lutaram contra os persas nas Termópilas nos tempos antigos.
—Realmente? Uau, não se vê guerreiros com aquelas habilidades neste mundo há séculos. Só acredito vendo.
—Pois então vá e verá. Mas cuidado, a cidade para onde você irá é um tanto perigosa. Se chama Tarnárium, fica a 15 quilômetros a sul de Histonium e é quase anárquica.
—Muito bem. Será fácil de achar. Partirei amanhã mesmo.
—Tudo bem, até mais, Marcius. Fico feliz que tenha escolhido lutar novamente.
Assim, eles se cumprimentam apertando as mãos e Janius vai embora. Marcius faz sua barba, e veste sua armadura, pronto para servir ao Império Romano mais uma vez e recuperar sua honra perdida. Ele põe seu capacete de crista vermelha.
Marcius parte de Roma no dia seguinte e, depois de 3 dias de viajem, chega na cidade de Tarnarium. Ele passa pelo arco de entrada da cidade e percebe que os guardas e oficiais da região não se vestiam como soldados romanos.
—Lugar estranho este. -Fala ele.
Ele passa por um circo de gladiadores, por alguns templos pagãos e vê algumas pessoas brigando e se esfaqueando na rua, ficando espantado.
—Com licença, amigo. -Ele fala, abordando um homem na rua. -Mas onde posso encontrar mercenários por aqui?
—Mercenários? Haha! Terá que ser mais específico amigo. Esta aqui é a cidade dos mercenários. Os melhores mercenários do mundo se encontram aqui. Temos persas, númidas, sármatas, árabes, gregos...
—Gregos, são estes que preciso! Estou procurando guerreiros que dizem serem tão habilidosos quanto os espartanos antigos que lutaram nas Termópilas.
O homem engole em seco.
—O-os espartanos? Eles são os melhores daqui, mas são muito caros. Se quiser encontrar com eles, eles estão na rua XI, entre as docas e a arena.
—Certo, vou achar. Obrigado, amigo. Ah, mais uma coisa: qual é o problema desta cidade? Pessoas se matando, circos de gladiadores que foram proibidos há anos, pecado em todo o lado e sem tropas romanas para policiar... o que houve?
—Ah, amigo, o exército romano abandonou esta cidade há muito tempo, agora são os mercenários que mandam neste lugar. Poucas tropas rondam as ruas para manter a ordem e tudo que é ilegal pode acontecer aqui sem medo de punições do Império. Bem vindo ao paraíso.
—Ah, entendi. Obrigado.
Algum tempo depois, ele encontra com os guerreiros espartanos. Eles usavam armaduras dos antigos hoplitas. Haviam 3 homens e eles estavam em uma pequena arena circular de areia, lutando contra outros 30 homens. Logo, os três guerreiros sozinhos derrotam todos os inimigos, e, a plateia sem acreditar, começa a gritar em comemoração impressionada.
—Obrigado, obrigado, pessoal. Esta foi só uma pequena demonstração do que o poder espartano é capaz. Agora, façam fila se quiserem contratar nossos serviços. -Fala o líder deles.
Marcius se mete no meio da multidão chegando até o líder.
—Com licença, companheiro, mas não pude deixar de admirar suas habilidades, preciso dos seus serviços urgentemente.
—Quem você pensa que é? Todos aqui são urgentes, você não é mais especial que ninguém, encontre seu lugar na fila. -Fala o espartano.
—Eu não sou ninguém mais ninguém menos do que o general Marcius Aquilius. O maior general romano vivo.
—Hum. E o que faz um grande general romano em uma cidade esquecida pela lei como esta?
—É uma longa história.
—Tudo bem, se você for mesmo bom, então lute comigo, se eu achar que é um oponente digno do meu tempo, eu adianto seu lugar na fila.
Eles começam a lutar. Depois de muito tempo trocando golpes de espadas, Marcius acerta um golpe na mão de Arcmênidas tirando sua espada. Arc voa em cima de Marcius e eles caem no chão. Ele dá um soco em direção ao rosto do romano que desvia, fazendo-o acertar o chão. Marcius dá uma joelhada na barriga do espartano e com toda a sua força consegue o tirar de cima de si. Ele pega sua espada e desfere um golpe no grego, que segura sua mão e o lança longe. Armcênidas corre em sua direção e lhe desfere um soco, mas Marcius se defende e acerta dois socos em Arcmênidas. O espartano tenta acertar um soco no romano, que desvia. Ele segura seus dois braços e faz força para mantê-los presos. Mas Arcmênidas, resoluto, usa toda sua energia para acertar um chute na barriga do romano, lançando-o longe, que bate contra uma coluna, que cai derrotado.
—Aaah! Belo chute, espartano. -Fala Marcius. Arcmênidas chega perto para ajudá-lo a levantar
—Haha, nenhum oponente nunca conseguiu vencer um chute espartano.
—Temo que como eu fui derrotado, não tenha ganhado o primeiro lugar na fila.
—Não, você ganhou sim. Eu disse que teria que ser um rival digno, não me derrotar. Ninguém nunca aguentou tanto tempo contra mim como você. Sem falar que você é bem perto do governo de Roma, deve ter muito dinheiro para pagar.
—Eu tenho. Se vocês forem os melhores mercenários do Império mesmo, conseguirei muito dinheiro para lhes pagar.
—Eu não aceito menos do que 5 mil danários. Tenho certeza que sendo a personalidade influente que é, pode conseguir este dinheiro.
—Bem, claro que posso. Mas me diga, como está cidade em que você vive possui tantos circos de gladiadores, templos pagãos, escravos e tantas outras coisas proibidas? Onde está a autoridade do Império?
—Bem, é bem simples na verdade. -Fala o espartano com duas mulheres peladas indo direto para os seus braços e lhe dando uma ânfora de vinho. -Com exércitos do Império tão empenhados lutando contra os bárbaros. E perdendo devo dizer. -Marcius fica bravo com aquela constatação. -Várias cidades italianas sem muita importância tiveram suas tropas romanas recolhidas para este propósito e Tarnarium foi uma delas. Então alguns poderosos como senadores e tribunos imorais assumiram controle direto da cidade, pagando milícias, mercenários e permitindo várias coisas proibidas no império. Eles patrocinam eventos na arena de gladiadores, mercenários, lindas prostitutas, este lugar é o paraíso! -Ele fala bebendo um gole de vinho e depois beijando as duas mulheres em seus braços.
—Só se for o paraíso do pecado. -Fala Marcius.
—Por mim tudo bem.
—Diga-me, você é pagão então? Apenas pagãos poderiam ser tão imorais.
—Sim eu sou. Nunca acreditei neste Cristo e tudo mais. Um judeu que se dizia uma divindade e supremo rei da Terra e do Céu? O que ele fez para ajudar o seu povo? Nada. Já Ares? Hércules? Zeus? Eles deram força ao povo grego. Eles ajudaram-nos a vencer os troianos. Ajudaram-nos a vencer os persas e eles deram força a Alexandre para conquistar quase todo o mundo conhecido! E eles não nos condenam por fazermos as coisas prazerosas da vida. Estes sim são deuses nos quais vale a pena acreditar!
—Tudo bem. Não tenho vontade alguma de discutir sobre sua crença inocente afinal de contas.
—Concordo! Meu nome é Arcmênidas a propósito. Gostaria de uma mulher?
—Prazer, Arcmênidas. Mas não sei se devo aceitar qualquer coisa vinda desta cidade anárquica e indecente.
—Sim, tendo Roma nos abandonado, a anarquia reina nesta cidade. Mas não há problema, agora venha, vamos nos divertir um pouco antes de partirmos para a sua missão amanhã.
Eles vão a um pequeno bar onde há pessoas tocando instrumentos, banhos, prostitutas e bebidas aos montes. Quase grande parte da elite da cidade estava lá, incluindo comerciantes, donos de terras, mercenários, gladiadores, senadores, tribunos e juízes. Arcmênidas está festejando e se divertindo, enquanto Marcius não fica tão à vontade.
—Muito bem, me diga qual é o serviço, senhor romano! -Fala Arc bebendo um gole de vinho.
—Bem, não sei se vai conseguir me ouvir com todo este barulho, mas preciso que você me ajude a escoltar o Imperador de Roma para Ravenna.
—É só isso? Até que é mais simples do que eu imaginei.
—É, mas existem exércitos de bárbaros espalhados pela Itália atacando caravanas e saqueando cidades. Este é o problema.
—Então por que você não reuniu um exército?
—Aí é que está a parte complicada. Digamos eu não comando mais exércitos depois de um incidente que ocorreu.
—O quê? É um homem solitário agora? Puxa vida, que melancólico. Agora você é um contratador de mercenários então.
—Você não entende meus motivos. Eu jurei a Deus que nunca mais perderia um exército e é isso que irei fazer. Irei recuperar minha honra lutando sozinho e quem sabe quando minha alma estiver redimida eu volto a comandar um exército.
Logo aparece um homem ao lado de Arcmênidas.
—Cornius, o maior gladiador da Dalmácia! Velho amigo!
—E ai, Arcmênidas! Soube que conseguiu um trabalho. Irá me ver na arena amanhã? Irei lutar contra Shahab, o Persa. O evento será o maior dos últimos anos. Metade da cidade estará presente!
—O Shahab? Por Zeus! Cuidado, ele é um dos gladiadores mais perigosos da cidade.
—Eu sei, mas se aprendi algo com você, não devo me preocupar. Além do mais, vou dar tudo de mim, pedi ao meu patrocinador que a batalha fosse até a morte e ele disse que se assim for e eu vencer, eu vou ganhar a maior fortuna que já ganhei na vida. Mulheres, bebida, tudo. Talvez até possa me aposentar.
—Puxa vida, que ótimo para você! Sinto muito, mas amanhã antes do meio dia estarei partindo para Roma para meu trabalho, Cornius e não poderei assistir. Mas lembre-se do que eu te ensinei e não terá problemas. E boa sorte e que os deuses estejam com você.
—Obrigado. Mas até amanhã, vamos beber. Ha ha! -Ele fala indo embora e se jogando na multidão.
—Você tem amigos bem interessantes, Arcmênidas. -Fala Marcius. -É a primeira vez que vejo gladiadores.
—Pois é. Agora vamos, beba um pouco de vinho.
—Bem, já que insiste... -Eles brindam.
Marcius resolve ceder e beber um pouco. Ele logo fica bêbado e se depara com Arcmênidas transando de pé com uma mulher inclinada sobre uma mesa e ri apontando para ele, enquanto a música toca alta. Após mais algum tempo, suas memórias se tornam apenas flashes.
Na manhã seguinte, Marcius acorda em uma cama de palha, sem se lembrar muito bem o que acontecera na noite anterior e com dor de cabeça. Ele vê uma mulher ao lado dele sem roupa.
—Não se preocupe, amigo. Você não comeu esta mulher se é isto que lhe preocupa. Fui eu.
—Espera você fez sexo do meu lado em uma cama? Por Deus...
—Agora não é hora de falar sobre isto. Levante-se e vista sua armadura. Está na hora de sairmos para a missão.
—Que maldição. Eu mal me lembro da noite anterior.
—Rapaz que noite foi aquela ontem. Era o que eu precisava antes de sair para esta missão. E você: nunca achei que veria alguém certinho como você ceder às diversões dessa cidade como fez ontem. -Ele fala indo para o lado de fora da casa.
—Santa Virgem Maria! O que eu fiz? Não responda!
—Tudo bem, se isto lhe fará sentir melhor. Já arrumei as nossas coisas. Estamos com duas carroças. Uma de transporte e outra de mantimentos.
—Ótimo, e quem virá com a gente?
—Ah, não se preocupe, virão meus subalternos.
—Aqueles dois espartanos de ontem?
—Ahn? Não. Eles não trabalham para mim, são meus colegas, meus iguais. Mas eles sim.
Aparecem três homens gregos vestidos de armadura e carregando armas e equipamentos.
—Estes são Nikos, de Tessalônica, Kassiodoro, de Corintos e Phylagos de Pharsalos. Leais vassalos, nunca me deixam na mão. Não são espartanos, mas têm espírito.
—Ah, tudo bem, vai bastar. -Fala Marcius.
—Prazer em conhecê-lo senhor. -Fala Nikos.
—O prazer é todo meu.
—Muito bem, está tudo pronto, agora vamos pegar nossas coisas e partir. -Fala Arcmênidas. -Puxa vida. Irei sentir falta desta cidade.
Assim eles sobem nas carroças e partem da cidade, logo se retirando pelo arco da entrada.
—Ah, Roma! Não vejo aquela cidade há anos, desde que realizei meu último trabalho lá assassinando um senador para outro.
—Mas e a sua cidade natal, Esparta? Até onde eu sei não existem mais guerreiros como você nela há séculos.
—Ah, sim os tempos áureos de Esparta terminaram. Mas ainda existe um pequeno contingente de guerreiros espartanos que vem mantendo nossas tradições antigas desde a época em que a cidade começou a decair. De geração em geração, a ordem apesar de seu número de guerreiros diminuto foi bem-sucedida ao manter o espírito espartano vivo e eu sou parte dela e atual líder.
—Ah, entendi. Por isto você é um mercenário tão bom.
Alguns dias de viajem depois, eles avistam a silhueta de Roma ao longe, perto de algumas colinas.
—Ah, Roma, a Cidade Eterna! -Fala Arcmênidas.
Logo, eles estão no centro da cidade, próximos ao fórum romano. Eles descem da carroça no centro da praça. Janius, amigo de Marcius o avista e vai correndo até ele.
—Ah, finalmente está de volta. O imperador estava a seu aguardo. E vejo que conseguiu a ajuda que foi buscar. Parece que minha informação estava certa.
—Sim, estava. Mas acha que nós 5 seremos guerreiros suficientes para escoltar o Imperador à capital?
—Bom, para garantir, ele está indo com 10 guardas pessoais junto.
—Ah, sem problemas então. E mais uma coisa.
—Sim?
—Eu prometi ao espartano 5 mil libras de ouro. Acho justo considerando o valor e a habilidade dele. Acho que ele ia gostar de ver uma parte deste dinheiro agora. Sei que o Senado possui uma reserva de dinheiro guardada. Talvez mil sestéricos agora seria uma boa.
—O quê? E o que faz você achar que os senadores vão abrir mão deste dinheiro?
—Bem, o primeiro-cidadão de Roma está aqui e para o Senado, ele é a autoridade.
Eles vão até o Imperador.
—Diga-nos, meu Augusto, o mercenário espartano está exigindo uma quantia substancial de pagamento para levá-lo em segurança até seu destino. Está disposto a pagá-lo? -Fala Marcius.
—Claro, ordenarei que o Senado ceda esta quantia.
—O imperador vai até o senado com sua guarda pessoal e logo volta com um baú cheio de ouro e põe na carroça.
—Agora estou mais animado para esta missão. —Diz Arcmênidas.
—Vamos pessoal. Temos muito chão pela frente. Suba em sua carruagem, alteza, está na hora de partirmos. -Fala Marcius.
Assim, Marcius se despede de Janius e a caravana vai embora. Logo eles deixam Roma e começam a longa viajem até a nova capital do Império do Ocidente, Ravenna.
Eles cavalgam tranquilamente por três dias, até que passam por um acampamento romano perto de uma passagem montanhosa dos apeninos.
—Saudações, compatriotas. -Fala Marcius da caravana.
—Saudações, amigos. Veja, parece que é o grande general Marcius Aquilius! -Fala um comandante do acampamento indo até eles. —Nós ficamos sabendo de sua tragédia, senhor e saiba que não é culpa sua. Orestes assumiu comando direto das suas legiões restantes no norte, agora que abdicou de suas funções. Mas ele recusou-se a revogar seu título de Mestre dos Soldados das Províncias Imperiais.
—Eu entendo. Ele me tem em altíssima estima. E como está a luta contra os alamanos na Itália?
—Marcius, ficamos sabendo que no último mês, mais de 30 cidades ao sul dos Alpes foram ou saqueadas ou completamente abandonadas por causa dos alamanos. A situação estava desesperadora! Mas graças a Deus, com a união dos exércitos da Toscana e de Flamínia conseguimos derrotar os bárbaros em várias batalhas e expulsá-los para o norte dos Alpes novamente.
—Mas que maravilha. Fico muito feliz em ouvir isto.
—Mas Marcius, tome cuidado. Nós expulsamos a maior parte dos alamanos, mas ao que parece, um pequeno bando conseguiu sobreviver escapar e continua à solta pela Itália. Estamos nos esforçando para encontrá-los e acabar com sua ameaça.
—Tomaremos cuidado, soldado. Mas fico feliz que tenham sido bem-sucedidos onde eu falhei.
—Calma, comandante. Um dia irá recuperar sua glória. Acredite nisto. É a vontade de Deus.
—Veremos. Agora, preciso ir andando. Ainda tenho uma longa jornada pela frente. Até mais, boa sorte para vocês.
—Obrigado, general. Até mais!
Eles cavalgam por um dia até que conversam:
—Então parece que você continua empenhado em defender o Império Romano, general Marcius. -Fala o imperador. -Mesmo sabendo que eu ocupo um trono usurpado, insiste em proteger a minha vida, isto é admirável.
—Escute, pequeno imperador, vamos esclarecer uma coisa: eu não me orgulho de estar protegendo um imperador que o é sob tais circunstâncias, mas estou fazendo isto porque conheço seu pai Orestes. As intenções dele são boas. Ele também luta para salvar o Império e restaurar seus dias de glória e acredita piamente em Roma. Anseio por encontrá-lo em Ravenna. Com certeza nós dois juntos podemos fazer muito pelo bem do Império.
—Está bem, Mestre dos Soldados. Eu entendo.
—E eu anseio chegar em Ravenna para pegar meu pagamento. -Fala Arcmênidas. Aliás, onde estamos agora?
—Bem, nós acabamos de deixar de Ariminium. Devemos chegar em Ravenna pelo pôr do sol.
—Ah, finalmente! -Exclama Arcmênidas. Até que foi um trabalho tranquilo este. Queria que todas as missões fossem fáceis como esta.
De repente, a ponta de uma flecha atravessa a carroça e eles olham para fora, avistando bárbaros bloqueando a estrada enquanto gritavam.
—Você tinha que falar, né Arcmênidas? -Fala Marcius.
—Esta não. Deve ser o pequeno exército que o comandante romano mencionou ter fugido deles.
—Sim, e pior, são alamanos! -Fala Marcius.
—Bom, o jeito é lutar. Isto vai ser divertido, finalmente acabou o tédio! Vamos homens. -Fala Arc.
Logo os bárbaros chegam, eles atiram machados com poderosa força nos escudos dos guardas imperiais, estilhaçando-os e matando alguns. Marcius saca sua espada e cavalga em direção aos bárbaros, desferindo cortes fatais neles, um após o outro. Os guerreiros de Arcmênidas também lutam contra os inimigos. Com uma lança, Nikos atravessa um bárbaro.
—São muitos! Senhor, vamos querer um aumento se sobrevivermos!
—Sério? Tudo bem, depois desta batalha conversamos, quem sabe eu deixo vocês ficarem com metade dos lucros! -Fala Arcmênidas enquanto perfura vários bárbaros em sucessão com sua lança curta. Cassiodoro sobe em cima de uma carroça e atira com seu arco e flecha nos bárbaros, que morrem um após o outro, sem que consigam chegar perto dele. Um bárbaro arremessa seu machado que acaba matando mais um guarda pretoriano. O imperador Rômulo ficava dentro de sua carroça, morrendo de medo e torcendo para que os bárbaros não chegassem a ele. Marcius continuava matando bárbaros de cima de seu cavalo, quando um bárbaro dá um salto imenso e voa em cima de Marcius, agarrando-o e fazendo cair de sua montaria. Ele se defende de uma machadada com seu escudo e corta o bárbaro na barriga com sua espada. Arcmênidas arremessa sua lança na direção de um bárbaro, que a segura no ar e a arremessa de volta e ele se defende com seu escudo redondo de ferro. Vários bárbaros vão em direção a Arcmênidas e ele saca sua espada, derrotando rapidamente um após o outro. Um acerta uma machadada em seu escudo, mas Arcmênidas se defende e dá uma escudada no seu rosto, deixando-o atordoado, e após, corta sua cabeça.
—Droga, são muitos! Phylagos, traga minha sarissa!
—Sim senhor! -Responde o escudeiro de Arcmênidas, que corre em direção à sua carroça e arranca a lança de 5 metros da sua lateral, entregando a arma ao seu chefe. -Aqui está senhor. -Ele fala, quando é atravessado na barriga pela espada de um bárbaro.
—PHYLAGOS, NÃÃÃO!! -Grita Arcmênidas! -Vão pagar por isto demônios! -Grita o espartano, que usa sua sarissa enorme para furar os inimigos bárbaros com eficiência inigualável! Ele perfura um após o outro, sem que eles pudessem chegar perto, devido ao comprimento da arma. Vários bárbaros enfileirados são perfurados ao mesmo tempo pela arma. Nikos se junta a ele e protege a sua retaguarda em uma mini falange.
—Eles são muitos, senhor! São como ratos e não param de aparecer!
—Sim, mas desvantagem numérica nunca significou nada para um espartano!
Marcius é cercado por incontáveis guerreiros, que dão machadadas em seu escudo sem parar. Ele começa a se lembrar da sua legião morta, da responsabilidade de proteger a vida do imperador, em como morrer não é uma opção e em como ele deve recuperar sua honra de volta. Então em um surto de raiva e propósito, ele se levanta do chão e com seu escudo oval, lança vários bárbaros para longe, e, um após o outro em um grande frenesi, mata todos os bárbaros que o estavam cercando.
—Seus alamanos malditos! Não vão me derrotar desta vez. -Fala o romano.
Logo um bárbaro quebra a sarissa de Arcmênidas e outros conseguem matar quase todos os guardas imperais e Marcius vê aquilo.
—Essa não! A guarda do Imperador está morta. Vamos aproveitar que o número de bárbaros diminuiu e voltar a avançar com a comitiva! -Fala o general.
—Certo, Marcius! -Fala Arcmênidas. O guarda imperial comanda a carroça dos mantimentos, Eu comando a nossa! Marcius, comande a do Imperador, Nikos e Cassiodoro, venham comigo! -Assim eles sobem na carroça e arrancam, enquanto são perseguidos pelos bárbaros restantes. Cassiodoro atira com suas flechas nos homens que os perseguem enquanto eles fogem.
De repente, a estrada é novamente bloqueada pelo inimigo, mas desta vez, é apenas uma guerreira bárbara à frente da comitiva.
—Aquilo é o que eu estou pensando? Uma mulher guerreira bárbara? -Peregunta Arcmênidas.
—Parece que é isto mesmo, chefe. -Fala Nikos.
Ela arremessa seu destrutivo machado na direção da primeira carroça, comandada pelo último guarda imperial e acerta em cheio seu peito, fazendo-o cair morto no chão. A carroça então perde o controle e capota no chão. As outras duas param logo depois.
—Não podemos deixar a carroça dos mantimentos aqui! -Fala Marcius.
—Está maluco? Os bárbaros vão nos alcançar! -Fala Arcmênidas saindo logo atrás da sua carroça.
De repente, a guerreira bárbara começa a correr em direção a eles. Ela luta mano a mano com Marcius, até nocauteá-lo com um golpe com a base do seu machado na sua cabeça. Logo aparece Nikos e Cassiodoro atacando-a, mas ela é mais forte e arranca suas espadas com potentes golpes do seu machado e depois, bate a cabeça de um contra o outro. Ela pega o arco e flecha de Cassiodoro enquanto Arcmênidas vai correndo até ela e o dispara. O grego de defende com seu escudo, mas a flecha atinge a crista de seu capacete, arrancando-o de sua cabeça.
—Meu capacete! -Ele fala, olhando para trás, se distraindo, e a bárbara usa este tempo para agarrar seu escudo e usá-lo para bater na cara de Arc, nocauteando-o.
Continua...
Fale com o autor