Notas iniciais
N.A.: Esse capítulo ficou meio pequeno. estou passando por problemas por conta de volta as aulas, então certas histórias podem ficar meio atrasadas. Desculpas. :/
ATUALIZADO: 5/2/2012

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Nossa 19h40min, já? Putz, a hora passa quando se está dormindo. Tinha de começar a me arrumar. Vitória tinha cara de ser pontual, mas que se dane, sou rápido para me arrumar mesmo. Enquanto estava no banho, algo aconteceu: era como se outra pessoa estivesse no banheiro junto comigo. Sentia a sua presença, mas nem queria abrir o Box pra ver isso. O sabão caiu em meus olhos e quando finalmente consegui me livrar dele, abri os olhos e havia mesmo alguém ali, mas estava no Box junto comigo. Era loira e tinha os olhos vermelhos, onde deveria ser ou verde, castanhos, azuis, mas eram vermelhos vivos. Ela era a garota que andava perturbando os meus sonhos à noite e invadido a minha mente durante o dia. Ela sorriu pra mim, sorri de volta. Ela começou a me assombrar no dia do encontro do Seu Alex. Ela parecia ser bem nova, mas ao mesmo tempo, parecia saber das coisas.

– Hey você! – Disse surpreso e assustado. Nada ela me disse.

– Você não fala mais não? – Nesse momento senti algo diferente... Um sentimento de prazer me invadiu pelo corpo todo. Então eu lembrei: ainda estava no banho. Ela segurava meu “amigo”, alisava o apertava. Não sabia o quanto estava me deixando louco com aquilo. Ou será que ela fazia?

– Oh querida... – Gemia. – Agora não dá...

Ela apertou com força o meu membro. Doía mas ainda estava bem prazeroso.

– TRAGA A PUELLA DE VOLTA ANTES QUE SEJA TARDE! – Ela praticamente urrou. Sua voz Ra tão grossa e assustadora que eu gozei de medo literalmente. Então ela sorriu e estalou os dedos.

– Conheço esse truque... – Falei antes de tudo escurecer.

Acordei. Estava apagado na minha cama, de uniforme ainda. Quanto tempo fazia que eu estava com aquela roupa? Tomei um banho rápido e coloquei uma nova roupa. Quando acabei de me vestir, a campainha tocou. Vitória estava na porta, quem atendeu foi o meu padrasto Roberto.

– Oi? – Ela disse, meio sem graça

– Olá. O que desejas? – Ele sabia ser educado. Admirava isso nele.

– Bem, eu vim chamar o Danilo, nós vamos sair.

– Ah, você é muito bonita para andar com um moleque desleixado como ele.

– Legal. Agora o desleixado aqui já esta de saída. – Escancarei a porta e saí, apenas ouvir o Roberto gritando:

– Não se esqueça da proteção!

Engraçadinho.

Vitória estava linda mesmo, uma maquiagem tão suave quanto seu perfume. Simples mas bem arrumada. Fomos de ônibus até um clube no lado leste da cidade, demorou um pouco, mas quando chegamos lá, já estava bem agitado.

– Seu amigo vem?

– Putz, sabia que tinha esquecido alguma coisa... Ligo pra ele agora...

Nem precisava, quando vi na porta uma menina pequena de trança, uma minissaia jeans, uma blusa da Inglaterra e acompanhada de um gigante de calça jeans e uma blusa do Metallica, já soube que iria economizar meus créditos.

– Filho da puta! Nem pra me avisar que viria! – Cheguei falando com ele.

– Porra cara, eu tentei te ligar, mas você não atendia. – Respondeu Pedro.

– Putz, apaguei e nem sei quando ou como... – Ele me cortou.

– Claro, depois daquela fuga da escola, de ter sumido um dia inteiro... Só podia estar apagado de ressaca. – Ele riu.

– Nem cara, não tomei porre nenhum... Não que eu lembre. – Agora estava confuso. Será que bebi?

– Hehehe, tinha que ser o Danny... – Ele disse entrando na festa.

Estava bem cheio, tinha cheiro de álcool e cigarros no lugar todo. Havia várias garotas se pegando por toda parte, meninos e gurias dançando. Vitória me puxou e começamos a dançar. Estava tocando uma música eletrônica da vida. Tinha cheiro de maconha no ar e a maioria das pessoas já estavam loucas só pelo cheiro disso.

– Vou pegar umas bebidas pra gente. — Ela praticamente gritou.

Ela foi. Fiquei na pista dançando um pouco, quando uma loira chegou e começou a dançar comigo. Vitória me trouxe uma Vodka, ela parecia beber o mesmo.

Dançamos loucamente, por estarmos bêbados, não me lembro de muita coisa, mas, acho que teve uma briga, o Pedro tava nela e tinha outro cara, arrastando a garotinha que o Pedro estava acompanhado. Sei lá, ele parecia ser o pai dela. Pedro ficou puto e saiu falando e a menina foi embora com o pai dela, ou seja lá quem era. Depois, lembro de acordar no quarto, com parte da minha roupa de ontem à noite, as calças e as meias. Apenas isso. Mas era estranho, pois meu quarto não parecia mais o mesmo. Mas estava tocando uma música bem baixinha no quarto, que banda era essa? Minha cabeça latejava, acho que acabei extrapolando.

–Tia? – Chamei, só pra saber se eu estava em casa.

Não obtive resposta.

– Hey, você não está em casa, anjo. – Uma voz suave e feminina respondeu. Não era, definitivamente, a minha tia

– Quem é?

Vitória aparece usando a minha blusa e de calcinha. Azul era ela.

– A gente ficou?

– Não.

– Por que você está com a minha blusa?

– Se me lembro bem, você pediu pra eu colocar.

– Por quê?

– Isso já é perguntar demais.

Ri, fracamente. Estava muito cansado.

– Me devolve a blusa, vou voltar pra casa. Vou a escola não. Valeu pelo o convite, uma pena que não me lembro de nada. – Me aproximei dela, ela me olhava carinhosamente. Tirou a blusa. Então eu vi que ela não usava nada por baixo dela.

– Ah... – Falei. Nossa, ela tinha uma tatuagem de cruz de cabeça para baixo entre os seios.

– Isso, meu caro, — Disse ela apontando para o desenho. – é erro do tatuador. Ele fez errado, como pode ver.

– Vejo claramente. – Acho que deveria arrancar a cabeça dela, não é?

Resisti a tentação de toca-lá, apenas me retirei da casa de Vitória. Não queria encrenca com o Seu Alex, imagina a reação d cara ao saber que deu uma trepadinha com ela? Vai saber