Pegadas No Destino
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Eu sei, peço desculpa isto não me tem corrido bem! Espero que este me tenha corrido bem...
Encontramo-nos lá em baixo! :)
Beijões
"– Já te queres ver libertado de mim?- brinquei
– Não é isso. È que..."
- Não é isso. É que eu não quero parecer zangado, e não te quero mostrar esse meu lado...- Max disse olhando para um lugar bem distante de nós
- Ora, todos nos revoltamos um dia com alguma coisa...- tentei compreender o seu lado, na verdade eu entendia-o bem.
- È, deve ser...
POV Max
Estar com Mary, irmã do Leandro, meu melhor amigo, era maravilhoso, ainda que fosse naquele dia. Faziam seis meses que a minha namorada me tinha deixado para ir para o Leandro.
- Está tudo bem?- ela perguntou-me após longos minutos de silêncio
- Está...tens alguma ideia?
- Han?
- Sim, não queres ir para casa. Queres fazer mais alguma coisa?- esclareci calmamente
- Não sei...boate?- ela perguntou a medo
- Eu topo.
Levantei-me rapidamente e sem seguida ajudei-a a descer da bancada em que ambos estávamos sentados.
Durante o caminho falamos sobre coisas totalmente fora do contexto. Na verdade, Mary era uma rapariga espetacular, completamente diferente das que eu já tinha conhecido, com ela eu sentia que podia ser eu mesmo...Mandava as minhas piadas secas e ela ria, confessava coisas e ela também ria (o que era bastante engraçado)...ela era aquilo que eu procurava á muito tempo, era aquela amiga que me faltava diariamente, e agora estava mesmo ali....
- Max? Max? Hello?- fui interrompido pela voz melodiosa dela.
- Sim? Han? Desculpa...- falei meio tosco e isso fê-la rir
- Ouviste alguma coisa daquilo que eu estou aqui a falar?
- Sinceramente? Não, desculpa, estava a pensar...
- Eu reparei- ela sorriu
- Desculpa, dizias...?
- Nada, esquece.
Sorri silenciosamente, achei aquilo um pouco embaraçoso.
(...)
- Até amanhã.- ela disse com um sorriso surreal assim que estacionei o carro á porta de sua casa.
- Até amanhã, dorme bem Mary.
- Dorme bem Max, e...pensa que a vida só é injusta com quem não sabe ler os sinais que ela oferece.
- Não percebi...- respondi confuso
- Tenho a certeza que se pensares bem vais acabar por entender.- ela disse antes de bater a porta do carro.
Mas o que é que ela queria dizer com aquilo? "pensa que a vida só é injusta com quem não sabe ler os sinais que ela oferece." Realmente eu queria entender. Que sinais é que a vida me estava a oferecer? Nenhuns, nenhuns que eu visse...
Sorri ( eu sei, sou um idiota! estou sempre a sorrir) uma última vez para a porta antes de arrancar.
«O que se passa contigo Max?» pensei enquanto voltava para casa.
POV Leandro
Ouvi a porta a abrir.
- Já chegas-te?- perguntei
- Ainda não...sou apenas um holograma que encarnou- ela sorriu
- Ui, já vi que correu bem...- sorri de volta e levantei-me para a abraçar
- Foi totalmente diferente...Pela primeira vez gostei de conhecer um amigo teu.
- Eu sei. O Max não é como o Pedro nem como o Guilherme, ele é um rapaz especial. Tem a cabeça no lugar.- sorri
Pedro e Guilherme eram os meus amigos de infância, desde o liceu que saíamos todas as noites. Pedro fumava e era casado, mas nem por isso se importava e andava sempre a fazer "cantadas" a todas as mulheres que lhe passassem á frente. Guilherme era irmão dele, um vagabundo que não queria trabalho e já tinha estado preso muitas vezes por invasão de privacidade. O que eu podia fazer? Era meus amigos...
- Por falar nisso...não sabia que fazias voluntariado.- Mary disse enquanto se sentava ao meu lado e olhava para a televisão apagada.
- È...O Max levou-te ao campo?- perguntei desnecessáriamente porque já sabia a resposta.
- Levou...Os meninos perguntaram-me porque os deixas-te.- ela disse meio triste
- Mana, espero que entendas o meu ponto de vista...
- Eu entendo. Espero eu.- ela olhou-me como fazia quando era pequena e esperava que eu dissesse algo mais.
- Mary, as pessoas crescem, mudam e tudo modifica. Eu sei que neste momento não pareço o melhor irmão do mundo, mas nunca o fui. Desculpa, eu devia ter-te protegido muito mais. Eu devia ter estado ao teu lado em muitas alturas, mas sabes qual é o problema? Eu não posso estar contigo em todo o lado, não te pude proteger sempre e não vou estar sempre aqui. Não te posso proteger do que aí vem...
- Do que falas?- ela interrompeu-me meio que emocionada.- Sempre estives-te lá para mim...Lembras-te de quando eu tinha 16 anos e parti uma perna a andar de bicicleta?
- Sim, tu gritavas que nem uma louca. Parecia que te matavam...-sorri com a memória
- Tu estavas lá, ainda que a rir-te e ao mesmo tempo meio atrapalhado...- ela riu também.
- Oh Mary...Mary...é impossivel uma pessoa não gostar de ti. Tu és totalmente fantástica mana...totalmente...
- Não precisvas de o dizer, eu já o sei.- ela brincou
- ah-ah-ah, que piada!
- Bem Lias, vou dormir.- ela disse-me mostrando o cansaço. (Lias era como ela me tratava, uma espécie de nome amoroso)
- Boa noite Mary.
- Boa noite.
Vi-a subir as escadas.
Horas mais tarde fui vê-la ao quarto. Já dormia...
- Pareces um anjo Mary, só espero que tenhas força necessária para aquilo que virá. Eu estarei aqui, só não sei se vais entender...- suspirei de modo a não a acordar
Notas finais
Que será que Leandro sabe?
Hum...
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