Pegadas No Destino
23 Capítulo 23
Preparei tudo para o jantar e todos chegaram pontuais. Claro, Max e a mãe dele chegaram primeiro e a minha madrinha depois.
- Vem mais alguém?- perguntou Max
- Vem. A minha madrinha, espero que não se importem...-respondi nervosa
- Claro que não Mary, eu adoro conhecer pessoas novas.- a mãe dele disse animada
- Deve estar mesmo a chegar...precisam de alguma coisa?
- Não te preocupes, alguma coisa sabemos onde é a cozinha....
- Sendo assim eu vou mudar de roupa. Esta está cheia de óleo e enfins, se ouvirem a música alta não se preocupem.- respondi mesmo antes de subir.
Assim que cheguei ao meu quarto coloquei a aparelhagem quase no volume máximo. E arranjei-me de uma forma simples. (http://www.polyvore.com/ms/set?id=84095500) .
- A tua madrinha chegou!- gritou Max do lado de fora da porta assim que a música terminou.
- Estou a descer...- respondi enquanto abria a porta
- Se quiseres podemos ficar aqui por cima, tenho a certeza que elas se vão dar muito bem sem a nossa presença. Podemos conversar, rir, fazer coisas interessantes...- Max respondeu sedutor enquanto me abraçava.
- Isso seria bom, mas deixa-me acabar este pesadelo. Mandar a minha madrinha embora....depois se quiseres podes dormir aqui. Não me importo.- sorri
- Oh...- disse desiludido- Isso não é a mesma coisa amor.
- Ei, tão? Tens assim tantas saudades de estar colado a mim?
- Tenho as suficientes para querer estar assim...abraçadinho a ti, sem ninguém a incomodar.
- Eu adoro esse teu lado pegajoso...- gozei.
- Não gozes, estou a tentar ser romântico.
- Não estás a conseguir...estás a parecer um tarado com carências amorosas..-ri- agora deixa-me, vá, por favor? Temos um jantar á nossa espera..
- Está bem..-respondeu enquanto se ria e me soltava.- Mas mais tarde..
- Falamos.- conclui
- Isso. Linda menina!- sorriu enquanto eu também o fazia.
Demos as mãos e descemos.
A mãe dele e a minha madrinha estavam a dar-se muito bem, estavam a jogar um jogo qualquer da altura em que elas eram adolescentes e a rir como tal, adolescentes.
- Eu disse que elas se iam dar bem...- Max disse-me ao ouvido sem largar a minha mão.
-É...parece que o senhor tinha razão.-sorri
- Eu tenho sempre.
- Convencido!
- Mas tu gostas e até agora ainda não reclamaste!
- Tens livro de reclamações? Escrevo algo interessante agora mesmo...
- Isso não vale a pena princesa.
- Bem me pareceu.-sorri.
- Vamos comer? Estou a ficar com fome...- Max mudou de conversa
- Guloso.!
- Nada disso, um atleta tem de se alimentar minha cara.
Desatamos a rir os dois e só então as duas mulheres perceberam a nossa presença.
- Este deve ser o Max...- a minha madrinha concluiu, uau, era tão inteligente ela.
- Eu mesmo.- sorriu.- A senhora é a madrinha, penso.
- Sim, pensas direito rapaz.
- Vamos comer?- a mãe dele percebeu que eu não me sentia bem com a minha madrinha a falar simpaticamente com Max.
- Vamos.- respondi imediatamente.
E o jantar passou entre brincadeiras minhas com Max e conversas estranhas entre ele e a minha madrinha. A mãe dele apenas olhava para mim, mostrando que se apercebia do meu desagrado.
Pois é, eu não tinha culpa. A minha madrinha não era muito mais velha do que eu. Aliás era muito mais nova do que o meu padrinho. Eu sabia perfeitamente que no passado Max tinha estado com alguém mais velho do que ele. Alguém que tinha a mesma diferença de idades do que ele e a minha madrinha. A conversa que ela tinha com ele nunca me ía agradar.
- Tudo bem?- a mãe de Max aproximou-se de mim quando estava a lavar a loiça e o resto do pessoal estava na sala a ver tv.
- Sim. — respondi
- Não precisas de fazer de conta que está tudo bem...eu vi que estavas um pouco desconfortável com a tua madrinha a fazer-se a Max durante o jantar.
-É...não é só por Max já ter alguém assim, mais velha...ah não sei, há algo mais que me incomoda mas eu não percebo.
- Tem calma. O meu Max é um bom rapaz, ele está empenhado em construir um futuro a teu lado. Ele jamais te trairia.
- De qualquer das formas pode ir para a sala, por favor? Tenho medo.
-Sim, eu vou minha querida.-sorriu antes de me virar as costas e começar a sair
- Só mais uma coisa.- respondi e ela virou-se novamente para mim- Não é por causa de Max, eu confio bastante nele, é mesmo por causa da minha madrinha...
Ela sorriu.- Eu sei...- e foi para junto deles.
Ouvi uns gritos na sala e fiquei preocupada fui ver o que se passava.
- Mary, volta para a cozinha por favor!- a mãe de Max gritou-me antes que eu pudesse ver o que se passava.
- Eu não fiz nada mãe, eu juro. Ela é que...- Max calou-se assim que me viu.
- Podes continuar...- falei séria.
- Eu é que o beijei. Sim, e depois?- a minha madrinha mostrava com facilidade a sua total embriaguês.
- E depois? Fora da minha casa. Qual é a parte de: O Max tem me a mim para namorada, que não entendeu?
- Tudo. Ele precisa de alguém que lhe sabe dar valor...
- Porra!- ouvi a mãe dele do canto da sala.
- Fazemos assim, Mary, anda comigo para a cozinha.- pediu Max. — Sós os dois, eu quero falar contigo a sós.
Aceitei. Afinal de contas o meu problema não era com Max, segundo o que eu tinha percebido a minha madrinha tinha-o agarrado e beijado sem que ele contasse e assim que conseguiu, ele empurrou-a para o lado fazendo-a cair entre o sofá e a mesa de centro.
- Mary, eu não fiz nada...- Max ía a falar
- Max, eu tenho uma relação contigo, certo?
- Certo.- Max aprendera a não me implorar e apenas responder a perguntas feitas durante uma discussão.
- Então...se eu tenho uma relação contigo é porque confio em ti. Eu pensava que te apresentar á minha madrinha ia ser um passo importante. Ela é da minha familia, pelo menos alguém podia partilhar da minha felicidade. Mas algo me diz que ela quis partilhar mais do que isso..
- Isso quer dizer?- perguntou confuso
- Quer dizer que confio em ti. Quer dizer que vamos ficar como estávamos e a única coisa que quero é esquecer este incidente.
- Obrigado amor, obrigado mesmo!- Max disse abraçando-me com toda a sua força.- Sempre posso dormir aqui?
- Só mesmo tu!- sorri.- Podes, sim...mas e a tua mãe?
- Não se deve importar que eu a vá levar e volte para junto da minha mulher.
Sorri e ele percebeu que estava tudo bem. Depois, enquanto acabava de lavar a loiça ele foi levar a mãe a casa e eu expulsei a minha madrinha da minha casa.
Quando ele voltou, uma jovem noite começou. Uma noite que seria prolongada por brincadeiras, conversas, sorrisos, gestos...uma noite partilhada por mim e Max.
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