Pedaços Transformados
302 A G R A D E C I M E N T O S
AGRADECIMENTOS
(É claro que eu escrevi isso antes de terminar, eu gosto de comer a sobremesa antes do jantar.)
Deixar claro que eu sou uma garota cisgênero asseuxal e não conheço ninguém que sofra com isso, que vive preso num corpo que não é seu, então não, essa história pode não ser completamente realista, mas tudo bem, desde que você — cis, trans, gênero fluido, intergênero ou o que quer, como quer, que você se identifique — entenda... Tudo. Nada. O fato de que Calum é um garoto independente de como ele tenha nascido, que não tem problema não ser como todos te vêem, não tem problema se ver de outra forma, que existe pessoas que vão entender isso e tem quem não vai, mas que vai te amar do mesmo jeito. (E tem os idiotas, mas quem se importa com eles?)
Ok, então, próximo ponto de discu... Ops, mostrar pontos (eu gosto tanto de "mostrar pontos"): eu escrevi que Luke gostava de meninas antes de saber que Calum era um garoto trans, e eu não queria que o primeiro garoto que ele sentisse algo fosse Calum, porque podiam achar que Luke só gostava dele porque sabia que Calum nasceu como uma garota, como se saber disso fosse tornar Calum menos garoto para Luke (pode ter certeza que estou cantarolando "idiotas" no fundo)... O que eu quero dizer é que não é apenas pessoas bissexuais ou pansexuais que sentem atração por pessoas trans, podem ser heterossexuais ou homossexuais. Atração vai além de como você ver alguém, mas como esse alguém se ver e se identifica e se mostra, há uma áurea em torno de alguém que você percebe antes de conhecê-la, têm coisas que você conhece e apenas conhece mesmo que ninguém nunca tenha te dito... claramente essa é uma visão sobre atração do ponto de vista de uma assexual, então... estou dando carta livre a quem quiser me ignorar sobre esse ponto, mas em nem um mais!
Próximo ponto: eu não tenho um... Obrigada? Sim, obrigada por ter lido, obrigada por ter lido mesmo que algum momento tenha se sentido desconfortável, obrigado por ter lido e ter esquecido que Calum algum dia teve outro nome além desse (eu me esqueci enquanto escrevia também, não precisa se culpar), obrigada pela chance de escrever essa história.
E sinceramente? Eu me pergunto se alguém leu. E é um pouco — completamente — decepcionante não ter essa certeza, porque Pedaços Transformados é uma bela história, é mais sobre amizade e família do que romance e eu me pergunto quantas pessoas desistiram nos primeiros capítulos assim que perceberam que Calum é Callie e que ele não era uma menina, mas que as pessoas pensavam que fosse... É completamente decepcionante. Mas sou inabalável!
Outra sinceridade? Eu tenho um certo preconceito benevolente (quando você atribui uma característica positiva a um determinado grupo) em que eu acho que pessoas que sofrem preconceito não praticam, mas não é verdade. Infelizmente. Só porque alguém sabe como é, não significa que está imune a ser um idiota. E piores são aqueles que vão de agredido a agressor.
Agora sim eu estou completamente, duplamente completa, e decepcionada. Mas também muito feliz porque terminei a história mais fofa que já escrevi e/ou pretendo escrever! Oh, que alegria!
Pedaços transformados são por vários motivos — ou pedacos (piada particular que todo mundo que leu até aqui entende). Eu queria um tema que dissesse que você não precisa estar inteiro para viver, que você é formado por pedaços, pedaços que são seus e que outras pessoas compartilham com você, e que mesmo quando elas se vão os pedaços ficam, elas ficam. E esses pedaços não precisam ser bonitos ou indolores, alegres ou tristes, eles podem serem pedaços que são inteiros e não se contentam a ser apenas uma coisa.
O primeiro motivo para ser transformado foi que coisas/pessoas/relacionamentos podem se transformar, porque eu não acho que namoro é o próximo passo de uma amizade, o que Calum e Luke (e Julie, claro que a Julie está no meio, se intrometendo) tem, já é perfeito, já é algo a se invejar. Calum e Luke ainda são melhores amigos, só que isso se transformou — e não mudou ou evoluiu — e não quer dizer que o amor que eles sentiam um por o outro mudou. O que eles têm está igual a antes. E está diferente. Está transformado.
Quando eu admirava esse nome (tenho que dizer que eu admirei por muito tempo), eu percebi que era TRANSformado e essa foi uma coincidência não intencional. E que também fazia uma referência a Teoria da Pequena Borboleta. Sério, esse nome foi perfeito e sinto que vou ficar admirando-o por um boooommm tempo... uau, ele é lindo, não é?
Esse foi o maior agradecimentos que já escrevi e simplesmente não posso parar de agradecer. Quero agradecer também a todos os escritores de fanfics Kagehina do AO3, porque sem eles eu não teria esbarrado em personagens maravilhosos e conhecido uma perspectiva em que Hinata é um garoto trans; agradecimentos também a Rick Riordan que nos apresentou Alex e eu simplesmente a amo (Alex é gênero fluido, mas como não existe gênero neutro em nossa língua, eu uso feminino ao me referir a ela, porque é o gênero que ela se reconhece na maior parte do tempo).
Finalmente, (é, ainda tem alguns parágrafos adiante, mas finalmente) eu estou tão orgulhosa de vocês. Eu não os conheço, não sei se conseguir transmitir o pouco que sabia e contribuir para algo, mas, pelo fato de você ter lido até aqui, não é nem sobre os agradecimentos, é pelo fato de você ter lido até o último capitulo, me deixa orgulhosa. Eu estou tão orgulhosa de ter leitores tão...
Não vou mentir, eu tive medo da reação dos leitores e tive que ficar repetindo que eu estou escrevendo, que o que importa é eu, que eu estou escrevendo para mim porque eu gosto de escrever — e apenas um pouco para vocês. E que deve ter alguém aí que precisa dessa história e que se for apenas uma pessoa, ótimo, maravilhoso — ahhhh eu fiz diferença na vida de um(a/x) leitor(a/x)! — eu não podia estar mais feliz. Eu não posso estar mais feliz por ter feito, por fazer, a diferença. Por ter transformado alguém.
Obrigada por essa oportunidade.
E, só uma coisa, gostaria de repetir algo que postei nas notas de um cap aí (não saio procurando, querida... mentira, eu saio assim, mas às vezes me perco): Ele te ama antes de você ter nascido, de ter decidido, entendido o que queria... Se Ele te amou antes, por que não te amaria agora? Se esteve contigo antes, por que não estaria agora?
Obrigada a Deus por ser quem sou, por estar comigo.
Até a próxima!
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