Notas iniciais
Primeiro: o título do cap vai ficar claro durante a história (acho que isso é meio que obrigatório) Segundo: Oi!!! Pois é, a história deixou de ser essa coisinha minúscula de 300 palavras graças à... KITSUNE DIVA MARAVILHOSA!!! Eu já conheço ela de outra fic "Devil Sleeps Besides Me" (FAÇO PROPAGANDA MESMO E SE RECLAMAR COMEÇO A VENDER PRODUTOS IVONE) Como já havia dito, essa fic vai ser um conjunto de ones fofas (quem sabe com um lemon ou dois) Eu queria colocar esse texto dentro da história, mas ele é mais apropriado pra ficar nas notas. É isso aí gente gata (a fic tem tipo uma leitora, mas ok), a gente se vê lá em baixo.

Minha vida tinha essa coisa engraçada, eu tinha um(uma boyband) grupo de amigos e nós (fazíamos turnês) jogávamos esse Jogo on-line mas essa não era exatamente a coisa engraçada. Eram 4 JOÃO(S) PEDRO(S). Sim meus caros, é assim que a vida é, uma filha da puta. E claro, o universo (cusão) tinha que dar o nome mais comum do (mundo) Brasil pro cara que eu gosto. Aí vem o acaso, que por sinal é uma versão sem graça do Fábio Porchat, e faz do cara hétero.

Mas não era confuso, porque todos os joões pedros tinham um codinome.
O primeiro, e menos importante, era o Mingal de Aveia (como ele não era importante, nunca quis saber o porque desse apelido) ele era bem estranho, era viciado em xadrez e em peitos. Sabe aquele garoto que as meninas tem que dizer "os meus olhos ficam aqui em cima"? Esse era ele.

O segundo e não tão irrelevante quanto o primeiro era o Jay, ele era o "Potterhead" do grupo (e o mais noob, mas isso é segredo).

O terceiro, e já em um nível de importância adequado, era o Xtudão (era pura preguiça de falar o sobrenome alemão do garoto), ele era o pisciano do grupo e ficava ofendido com um aceno de mão meio desanimado. Também gosta de agir como mãe:

"Se não for eu, ninguém faz"

"Quando eu morrer, vocês vão sentir minha falta"

Para maiores detalhes assistir ao filme "Minha Peça é uma Mãe"

O quarto, e por sinal a minha paixão que durou o ensino médio inteiro, era o mais simples: "JP". Ele é o "garoto problemático", aquele roskeiro que gosta de arranjar brigas e gosta daquelas coisas tipo caveras e anjos e demônios.

Éramos um grupo harmonioso de pessoas que se reunia pra passar momentos agradáv...

— PUTA QUE PARIU, SÓ SABE MORRER. EU TENHO QUE CARREGAR ESSE TIME NAS COSTAS. — O n° 4 sendo gentil como um cavalo, como sempre.

O n° 2, ofendido, se levanta e vai embora.

— Foi só uma partida, com o tempo a gente melhora — O n° 3, e também o apaziguador tenta amenizar a situação, acaba desistindo e também vai embora.

O n° 1, se achando o batman, tenta sair sem ser notado. Mas a vida, é uma caixinha de surpresas. Para a imensa vergonha dele, o mouse caiu, e ao tentar pegá-lo antes que atingisse o chão acabou por derrubar o computador e tudo o que tinha, inclusive o coelho rosa de pelúcia.

Depois desse momento de distração, eu olho nos olhos do JP e ele retribui com a mesma intensidade assassina.

— SE VOCÊ TÁ ACHANDO TÃO RUIM ASSIM, VAI CHAMAR OS SEUS OUTROS AMIGOS PRA JOGAR COM VOCÊ — E fazendo minha melhor cara cínica, veio o golpe final — Ah, é mesmo, você não tem.

*Som de estalo preenche a sala*

— Eu me arrendi desse tapa no exato momento em que ele acertou a sua cara debochada, mas foi merecido. — Ele diz isso já recolhendo as coisas para ir embora.

— É assim? Vai bater na minha cara e vai embora sem mais nem menos? — Falo com o meu melhor tom de magoado.

Ele levanta o olhar uma única vez e eu sinto aquela sensação de pisar por acidente na cauda de um cachorrinho.

— Pela Deusa — Eu estava em choque — João, você tá chorando!

Cuidadosamente me aproximei e coloquei a mão no ombro dele. Ele me olha e é só então que percebo o quanto ele significa pra mim.

— É só que — soluço — É tão difícil manter as pessoas por perto quando parece que — soluço — Quando a única coisa que elas fazem é te julgar, te decepcionar ou falar mal de você.

Eu vi.

Eu sei o que eu vi, um garoto quebrado que precisava de mim e a única coisa que eu faço é piorar as coisas.

— Vem aqui — E essa foi a primeira vez que a gente se abraçou, a primeira vez que a gente se conheceu como pessoas, sem preconceitos e sem julgamentos. Ele era ligeiramente mais baixo que eu, então ele conseguiu se apoiar em mim com facilidade.

— Eu ainda tenho o direito de pedir desculpas por ser tão babaca? — pergunto à ele enquanto mexo em seus cabelos.

— Só se você me perdoar também — ele leva a mão até a marca vermelha em meu rosto — Isso vai deixar marc...

Não deixo tempo pra que ele termine, quando nossos lábios estão prestes a se tocar meu celular toca.

"You're a brick tied to me that's dragging me..."

— JÚLIA, SE VOCÊ NÃO TIVER UM ÓTIMO MOTIVO PRA TER ME LIGADO, CABEÇAS VÃO ROLAR.

Claro, valeu Divina Trindade do vou foder a sua vida. Porque o universo, a vida e o acaso são três senhoras que se divertem assistindo a esse reality show de terror que é a minha vida.

Notas finais
É o seguinte: a fic pode continuar, mas é depressivo escrever se ninguém comenta. Se tem algo que te incomoda profundamente e você acha que isso pode estar atrapalhando a fic, me avise, manda uma MP, comenta ou faz um sinal de fumaça. E aos Fantasminhas, tem um lugar no inferno que passa BBB, ESQUADRÃO DA MODA E DISCURSOS DO BOLSONARO o dia inteiro reservado só pra vocês.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.