Notas iniciais
Não vivo em estado que tem horário de verão, então para mim hoje ainda é segunda, sorry ~ Ei, como vão? Tenho que confessar que eu esperava mais de mim, mais palavras, mais capitulo, já que estou de férias, mas estou atualizando o meu blog (é, eu tenho um blog), então está tudo confuso. Eu queria terminar essa fic esse mês, mas não sei, também tem outra fic que tenho que fazer e começar e terminar até metade de fevereiro, para o niver da minha amiga... que vida. Boa leitura!

se, se

setembro, dois dias depois

O silêncio nas suas costas só podia significar uma coisa: eles tinham morrido. Ótimo tempo, garotos, pensou Julie, cruzando as pernas. De qualquer maneira, não importava. Ela não tinha vindo para conversar, ela havia vindo para estar ali, apenas isso – e ela estava.

—Sabe o que é realmente uma pena? – questionou mesmo assim, embora não esperasse uma resposta ou quisesse saber. Ela realmente gostava de conversar sozinha, havia algo de... mágico em ouvir a própria voz. — Que eu não tenha nenhuma chance com ele — comentou, olhando por cima do ombro e então virando-se para frente, colocando a mão no queixo e suspirando, inconscien...

Ou talvez nem tanto.

De repete, suas costas ficaram tensas e ela virou-se, os olhos estreitando-se conforme olhava de um para o outro e então para frente, para a televisão, como se a resposta estivesse lá, e então se virou ao não encontrá-la

Talvez eles não estivessem dormindo.

E, se eles não estavam dormindo, a segunda resposta para o silêncio era conspiração.

—Hum — murmurou Julie para fins de efeitos. — Vocês estão escondendo algo de mim — comentou, pensativa. — Vocês querem me dizer o que é?

Cabeças rolaram (cortem-lhe as cabeças e tinjam-nas de sangue!) – ou o tão próximo que eles fariam: eles não responderam.

—Luke?

Seu irmão mordeu os lábios, olhando hesitante para Calum, com uma súplica em seus olhos que ela não entendeu, e Calum deu de ombros, mordendo os lábios irritados e não nervoso, e não desviou os olhos, cruzando os braços impaciente e apontando para Julie com a cabeça.

—Luke? — pressionou Julie.

—Não. – Seu irmão a encarou, recuando com a mentira óbvia. — Não é nada.

—Eu não acredito em você — disse ela, levando a mão ao coração, dramática, mas verdadeiramente magoada. — Eu pensei que tivéssemos concordado sem mentiras...

—Nós nunca...

—Eu pensei que tivesse subentendido — interrompeu. — Se não quer me dizer, diga, mas não minta para mim. Eu sei quando você mente, Luke, então não faça isso. Eu acredito em você mais do que eu faço com qualquer outra pessoa, eu acredito que você me colocaria acima de tudo, eu acredito em... — Julie fungou. — Mas você... Você...

Luke olhou desesperado para Calum, porque isso... Isso era definitivamente sua irmã chorando por sua causa, mas seu amigo revirou os olhos e levantou a sobrancelha irritado. O que ele tinha feito? Pelo amor de Deus, o que ele tinha feito?

—É, Julie — concordou Calum. — Não se ache, ele também está mentindo para mim.

—Eu estou?

—Ele está?

Julie ofegou. Oh, céus, isso era pior do que fofoca de casamento, quando se descobria que o/a noiva/noivo foi traído/traiu com a/o padrinho/madrinha.

—Não olhe para mim!

—Como você pode?!

— Eu não fiz nada! – retrucou seu irmão.

Julie ofegou novamente, escandalizada. A mentira era tão obvia! Mais obvia do que quando ela disse que viu o noivo se pegando com a dama de honra no ultimo casamento que ela foi! E a daminha devia ser a bisavó da noiva, com o dia do enterro marcado! Ela tinha bem uns noventa anos... Julie concordava que não foi a melhor mentira que ela contou, mas, em sua defesa,ela estava bêbada e a noiva devia não querer se casar, porque era obvio que era uma mentira.

Julie piscou. Se focou na realidade. Atacou seu irmão. Como ele pode?!

—Seu cafajeste!

—Julie!

Luke segurou as mãos delas.

—O que é?!

—Eu. Não. Fiz. Nada — disse ele devagar, soltando suas mãos mais lentamente.

Sua irmã o encarou, claramente não acreditando e Luke não a culpava — ele tinha esses momentos de mentiras onde não sabia qual era a mentira, apenas que ela existia, que estava em algum lugar, que estava entre eles.

—Vamos, Calum. Vamos nos aconchegar juntos e reclamar desse cafajeste. — Julie escalou Luke, girando por cima dele, e caiu ao lado de quem queria. — Oi — sorriu ela, acotovelando seu irmão para ter mais espaço. — Oi — insistiu.

Calum cutucou-a de lado, nas costelas onde era o seu ponto fraco para cócegas, e passou o braço ao redor dos seus ombros, aconchegando-os juntos.

Julie murmurou agradecida, remexendo-se até se sentir confortável.

Luke revirou os olhos, jogando o braço por cima de sua irmã para não se sentir solitário e excluído.

—E eu tenho? — murmurou Calum, depois de algum tempo.

—Hum? — Julie levantou a cabeça, curiosa.

—Uma chance?

Luke o encarou, chocado, sentando-se tão rápido para poder encará-lo que sentiu-se tonto. Ele estava sendo... traído? Luke pensou que estavam tendo um momento! Um momento estranho e definitivamente que não se enquadrava em "momento", mas ainda sim um momento!

Luke esperava um comportamento desse de sua irmã, de dar em cima de alguém que não estava presente quando o namorado estivesse presente, mas não de Calum.

—Nenhum de vocês dois tem — murmurou Luke, irritado. — Ele está do outro lado do mundo.

—Você tem mais chance do que eu, Calum — discordou Julie, ignorando seu irmão. — Você é um garoto. E você é gay. Ele é um garoto. E é gay.

—Ora, obrigada, Julie, eu não esperava...

—Embora eu tenha certeza que se ele me viesse fosse me preferir a cima de você. Hum-hum, ele iria — murmurou ela para si. — Eu sou maravilhosa. Você iria, não era?

—Não.

—Se você não fosse gay?

—Não.

—Se você não fosse meu irmão? — tentou ela.

—Não.

—Se... se...

—Talvez — reconsiderou Calum.

"Talvez?" Luke movimentou a boca, levantando sua sobrancelha do jeito que sua irmã com toda certeza não conseguia fazer hoje, nem ontem nem nunca. "Talvez?"

—Talvez — repetiu Calum para ele. — Se eu não fosse gay. Se você não fosse minha irmã. Se, se.