namorando

outubro, duas semanas depois e dois dias

—Calum?

Calum suspirou.

Ele estava ouvindo-o.

Ele estava vendo-o.

Ele devia estar sonhando.

—Eu sei que você não estava falando sério antes, que você realmente não acredita que eu te vejo assim, e e-eu não sei como dizer isso, Calum. Certo, eu sei. – Suspirou Luke. — Eu gosto de você – confessou simplesmente. – Você. Não porque você é um menino ou talvez sim, eu não sei. Eu me sinto atraído por você e isso é importante, mas quem você é, como você é, também. A questão é que eu gosto de você. E eu quero que você se sinta bem consigo para que eu me sinta bem também contigo.

—Vocês, Hemmings — murmurou Calum, suspirando, mas se sentindo, estranhamente, bem. — Um bando de egoístas. E eu pensando que você queria que eu me sentisse bem por mim mesmo.

—Bem, isso também — reconheceu Luke, inclinando a cabeça para o lado, encontrando a dele. — Você é importante para mim. Você é meu melhor amigo.

—E namorado — completou Calum, desejando.

Por favor, por favor, não diga que não, não estrague, não quebre.

—E namorado — concordou Luke. – Graças a Deus. Finalmente. Não se esqueça disso depois ou me faça achar que foi um sonho.

—Agora seria um bom momento para nos beijarmos – comentou Calum, como quem não queria nada... quando, na verdade, queria tudo.

Já tinha tudo.

—Ainda não – sorriu Luke, embora ele não pudesse vê-lo. Mas Calum podia senti-lo, podia ver a alegria e a felicidade e o amor. – Eu vou dizer isso todos os dias, todos os momentos, quantas vezes você precisar. – Luke afastou-se, nunca deixando de sorrir, olhando fundo em seus olhos, e confessou o que todos já sabiam, mas que ainda precisava ser dito, sempre precisaria: — Eu te amo.

—Eu também te amo.

—Agora – Luke enfatizou – seria um bom momento para nos beijarmos.