Notas iniciais
Oie. Eu pensei seriamente que hoje não iria postar, porque meu estabilizador queimou, mas graças a Deus foi apenas o fusível e ele sempre vem com um reserva, então aqui estou eu! Aproveitem

melhor para você

setembro, um dia depois

Dane-se a história que Liz estava sempre ao seu lado, ela já devia estava cansada da sua cara e querendo uma folga dele, uma folga de todo esse drama hospitalar e morte a vista, pois... Calum a encarou incrédulo, por que qual era a outra razão para ela estar fazendo isso? Com ele?

—Você me ouviu? — repetiu Liz. — Você vai com Kora.

—Hã — balbuciou Calum. Hã? Hã???

—Por que? — questionou Julie. E Calum nunca a amou tanto quanto aquele instante por não aceitar nada do que era dito de primeiro.

Por que?, ele não conseguia perguntar.

Por que?, ele diria e então o que?

Por que Liz estava sempre livrando dele?

Por que Kora o queria a essa hora da vida?

Por que sua opinião não importava, por que ninguém lhe perguntou o que ele queria ou... por que ele queria ir?

—Ela não pode chegar aqui e...

—Julie — avisou Liz. — Cale-se.

Julie sentiu que seus lábios estavam sendo costurados, selados, e mordeu-os para ter certeza que não diria nenhuma palavra desnecessária, que não abriria sua boca grande e seria amaldiçoada pela sua própria mãe.

—Kora? — instigou Liz.

—Hum, é... Eu acho que seria uma boa idéia? — disse a própria, hesitante.

—Ela acha que seria...

—Julie.

—Desculpe — murmurou sua filha. — Não é fácil ficar calada ao ouvir mentiras ou fingir que não ver justiças quando elas acontecem na sua frente. Eu tento, eu realmente tento, mas...

—Eu tenho certeza que você consegue — interrompeu sua mãe.

—Então... — Luke olhou para Kora, duvidoso quanto ao que fazer. Reclamar que nem Julie ou concordar com sua mãe? Liz devia saber o que estava fazendo, mas e se ela não soubesse? — Não vamos comemorar?

—É claro — respondeu Liz, sorrindo para ele, como se soubesse da incerteza que ele tinha para ela. E não gostasse nenhum pouco. — Que não. Calum precisa descansar, uma cama de hospital não é...

—Eu dormir — murmurou Luke para si e o olhar que sua mãe lhe deu podia tanto ser um "eu sei muito bem onde você dormiu" quanto um "eu não me importo". Ele calou-se.

—Então sem festas para você hoje, querido — terminou ela.

—Tudo bem — assentiu Calum.

Liz murmurou palavras inextinguíveis e... Calum entrou em pânico, porque Liz odiava mentiras e pessoas que mentiam para...

—Oh — ofegou, surpreso, quando ela o abraçou.

—Eu sei, nada de abraço e contatos físicos repentinos — sussurrou Liz apenas para ele, apertando-o e prometendo-o nunca deixá-lo ir.

Calum não deixou que ela se afastasse, porque queria isso, porque podia ser repentino e um pouco desconfortável, mas não era completamente, mas a calma e o sentimento de casa que sentia era maior do que o desconforto.

Ele fechou os olhos e deixou-se se afogar por esses sentimentos, pelos braços de Liz ao redor de si, pelas mãos dela subindo e descendo por suas costas e pela respiração suave que reverberava contra si.

—Eu estou com muita raiva de você — suspirou ela. — Mas eu não estou te castigando, Calum, embora você precise de um castigo. O que acha de um mês sem sair de casa, enrolado no sofá comendo sorvete e brigadeiro todos os dias?

—Eu acho que você ainda não sabe dar castigos, Liz — sorriu Calum. — Quer dizer... que tipo de castigo é esse?

Liz suspirou.

—Eu só quero o melhor para você. E — ela respirou em vez de suspirar, ela o deixou ir em vez de segurá-lo, ela o amava e era isso. Era. Isso. — Eu acho que o melhor para você é ir com Kora.