Pecaminoso
5 Eu Só Quero Chocolate
Notas iniciais
- Esse lugar é incrível! – Nami exclamou com os olhos brilhando. Estava numa loja enorme, cuja mercadoria era centralizada em artigos femininos (Ou seja, um tipo de "Marisa"), e finalmente saberia como roupas humanas daquele século ficavam nela.
- Posso ajuda-los? – Uma moça de longos cabelos negros e olhos azuis questionou, se aproximando. A ruiva viu a mulher e se lembrou de um nome que tinha visto na ficha de Law, na parte "Trabalhos Relacionados".
- Minha... – Law hesitou um pouco antes de completar – Minha amiga precisa renovar o guarda roupa. Pode ajuda-la?
- Claro! – A morena fitou a anja por um tempo, se perguntando onde as pessoas se vestiam com tanta simplicidade ao ponto de usar um vestido branco e sandálias, mas, por alguma razão, sentia certa simpatia por ele – Que educação a minha! Boa Hancock, muito prazer.
- Nami, e o prazer é todo meu. – Nami sorriu docemente – Esse é Law. – Apontou para o dito cujo – Então... Eu realmente preciso de ajuda.
- Então vamos! – Hancock pegou a mão da ruiva e a puxou.
- Nami-ya, eu vou dar uma volta.
- Até! – Ela respondeu simplesmente, com um grande sorriso no rosto. Trafalgar saiu da loja, deixando-as a sós.
Boa puxou a garota até uma parte da loja onde se vendiam lingeries de todas as cores, tamanhos e tipos. Chegando lá, ela escolheu algumas peças que achou combinar com sua cliente. Seu maior voto foi para um conjunto escarlate um tanto transparente e muito sensual, porém Nami se opôs veemente. Não usaria aquilo nem morta, apesar de não estar exatamente viva. No entanto, Hancock não se deixou intimidar e, mesmo sob os protestos da ruiva, escolheu alguns conjuntos vermelhos e negros, sem serem tão chamativos. Claro, a moça de cabelo alaranjado preferiu os brancos e beges. No total, escolheram três do gosto de Nami e dois que Hancock praticamente a ameaçou para levar.
- Eu realmente não sei pra que preciso desses tão... Chamativos. – A anja reclamou.
- É para quando você resolver se divertir com aquele tal de Law... – Comentou maliciosa e piscou um olho.
- L... Law é só meu amigo! – A outra contestou corada até a raiz do cabelo.
- Seus olhos dizem que você quer mais que simples amizade... E os dele também.
- N... Não seja boba, Boa-san!
- Boba eu não sou, Nami. E pode me chamar só de Hancock.
- Eu não gosto do Law, Hancock!
- Se você está dizendo... Vem, vamos ver algumas camisetas!
- Hai!
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Law andou pelo shopping, tomando o cuidado de evitar lugares muito movimentados, já que tinha fãs loucas por todo o lugar. Um dos desprazeres de ser reconhecido como o melhor em alguma coisa era exatamente esse: Ter fãs. Pois só tendo alguns, é que você descobre que são um bando de loucos, psicóticos, paranoicos, stalkers e Deus sabe lá o que mais. E todos conseguiam reconhece-lo, mesmo usando roupas tão informais como aquelas: As mesmas que usava quando estava em casa, acrescentando apenas o tênis. Enquanto isso, uma pergunta martelava sua mente.
Como estaria aquela anja maluca?
Estaria gostando de fazer compras? Aquela morena estava ajudando-a? Estava feliz? Alguma roupa ficara bem nela? OK, eram várias perguntas, mas todas se resumiam àquela. Ele deveria parar de pensar nisso, porém não conseguia. Parecia que a ruiva era sua responsabilidade, não o contrário.
- Você está ficando louco, Trafalgar Law... – Traffy resmungou para si mesmo, olhando o relógio em seu pulso. Estava perambulando pelo lugar por meia hora. Hora de voltar ou talvez acabasse falido. Sorriu com o pensamento. Uma anja consumidora era só o que faltava para o dia ficar perfeito que nem dente com cárie.
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Trafalgar entrou na loja novamente e ficou surpreso. Onde as duas loucas haviam se metido?
- Ah! Aí está você! – Hancock exclamou surgindo do nada.
- Onde está Nami-ya?
- Se trocando. Agora vem! – Pegou ele pelo pulso e praticamente o arrastou até o vestiário – Nami! Vai sair daí hoje ou tá difícil?
- Tá doida? Eu não saio daqui vestindo isso! – Nami respondeu do lado de dentro.
- Se você não sair, eu mesma te tiro daí! E o Law está aqui, mostre para ele também!
- Heh? Agora é que eu não saio mesmo!
- Ah, pelo amor de Deus, Nami! – Boa, cuja paciência fizera o favor de ir para a estratosfera, abriu as cortinas, expondo, assim, a mulher ruiva que estava ali.
Os olhos de Law se arregalaram por um momento e o seu corpo se petrificou. Nami estava usando uma sandália de salto alto, calça jeans colada com algumas rodas dos lados, e um top de biquíni verde e branco. Naquele momento, o homem se deu conta das formosas curvas que a anja possuía. Todo o corpo dela era perfeitamente esculpido de tal forma, que talvez se ela emagrecesse meio quilo, a divina harmonia estaria arrasada. Realmente, a anja era muito bela. As bochechas estavam muito coradas, dando o toque final.
- P... Posso saber o que você está olhando tanto, cidadão? – Ela indagou constrangida com o olhar penetrante do homem.
- Nami, você está linda! – A morena elogiou – Não acha, Law?
-... Até que está bonita. – Respondeu simplesmente, escondendo a admiração repentina.
- Ótimo, posso trocar de roupa e voltar pro meu vestido?
- Não! – Boa negou veemente – É um desperdício uma garota como você ficar usando um vestido daqueles! Não vou deixar você se trocar. Nem eu, nem o Law, certo? – Não esperou resposta – Certo.
- Mas... – Tentou ainda argumentar, mas Traffy a cortou.
- Quanto custa, Boa-ya?
- Law! Eu não vou usar isso! – Exclamou apenas para ser ignorada.
- E então, qual é o preço?
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- Eu não acredito que estou usando uma roupa dessas... – Nami resmungou andando ao lado de Law, que segurava quatro sacolas de compras só da loja de roupas.
- Eu não acreditava que anjos existiam, mas aí está você, não? – Traffy replicou se divertindo com a timidez da ruiva.
- Estou me sentindo... Exposta. – Abraçou a si mesma, como se tentasse esconder o corpo.
- Você ainda não viu o que é se expor, Nami-ya. Algum dia, vou te levar para a praia. Aí sim você vai ter motivos para corar. – Comentou ainda achando engraçada a timidez repentina, sem notar que já estava fazendo planos de passeios com ela. Não, isso ele só notaria bem depois – Nami-ya, você e Boa-ya se deram bem, não?
- Hai! Hancock é muito legal! – Sorriu como criança – Aliás, ela disse ser fã do seu trabalho e que acha muito legal você cuidar das pessoas. Disse que parece até um pai cuidando dos filhos.
- É mesmo?
- Hai... Law, posso te pedir uma coisa?
- Depende.
- Vamos à Cacau Show? Quero ver uma coisa...
- Vai engordar, Nami-ya.
- Não mais do que você.
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- Olá, em que posso ajuda-los? – Um moreno questionou assim que o casal entrou na loja. Ele não era muito alto e possuía uma cicatriz debaixo de um dos olhos.
- Olá, Luffy! – Nami cumprimentou – Hancock me disse que aqui era a melhor loja de chocolate que já existiu.
- Ah, por isso você sabe meu nome! Pensei que fosse vidente! Shishishishishishishishishi! Esteve com Hammock? Ela é legal, né?
- Sim, ela é muito legal. Ah, desculpe-me. Meu nome é Nami e esse é Law, meu amigo.
- Monkey D. Luffy, prazer! – E sorriu. O sorriso daquele rapaz era enorme, parecia quase sair do rosto dele – E então, o que vão querer?
- Podemos dar uma olhada? – Questionou puxando Law pelo braço.
- Claro!
Traffy já não estava entendendo nada, mas achava melhor deixar assim e falar com a ruiva depois. Ele fitou as prateleiras e bancadas cheias dos mais variados tipos de chocolate. Não gostava muito de doces. Eles eram muito... Doces. Por fim, se decidiu por uma trufa de cacau e uma barra de 70% Cacau (Ah, meu chocolate favorito depois de Floresta Negra! E esse nome me deu uma ideia... "Floresta Negra", isso não soa mal... Não mesmo...). Já Nami foi direto numa barra de chocolate branco, duas trufas de laranja e uma barrinha Floresta Negra.
- Eu não disse que você ia engordar, Nami-ya?
- Calado.
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