Pecados
12 Capítulo 12
Notas iniciais
França, alguns anos atrás.
Aquele era o último dia dos dois em Marselha e por isso, tinha planejado ficar na casa até a hora da partida no dia seguinte. A casa era antiga e humilde, mas com uma bela arquitetura, típica das casas daquela região, tinha apenas uma suíte no segundo andar, sala, cozinha e banheiro no primeiro andar. A varanda do quarto foi a parte favorita de ambos, tinham forrado o chão com as almofadas do sofá e passaram o dia todo lá enrolados em grossos cobertores. Embora fosse mais simples, aquele foi um dos lugares mais bonitos que os dois visitaram. O cheiro do mar, o brilho avermelhado que a água ganhava à medida que o sol parecia mergulhar no Mar das Baleares.
— Você falou com Jiraya? – ela perguntou.
— Ainda não, vou avisar amanhã que estamos voltando para a Itália.
— Em quanto tempo acha que vai acontecer a cerimônia?
— Talvez em umas duas semanas, as famílias aliadas precisam ser devidamente avisadas para poderem comparecer. Além disso, eu e Jiraya ainda não entramos em acordo quanto aos Guardiões. Por enquanto, tenho apenas você para assumir o anel da chuva e Sasuke para a tempestade.
— Ele fez alguma sugestão?
— Quer que eu mantenha Kakashi com o anel do sol, eu até concordo, mais não sabemos se ele vai aceitar após escapar por pouco do atendado à nona geração. Ele e Orochimaru acham melhor que eu ofereça um ou dois anéis para a Varia.
— Tem certeza? Não acha arriscado demais trazer dois homens da Varia para o nosso lado?
— Você sabe que Orochimaru praticamente limpou a Varia depois de voltar ao comando. Além disso, os dois que ele sugeriu eu acho que posso confiar, são antigos pupilos dele e mesmo após a traição da Varia eles continuaram do lado da Vongola.
— E Itachi?
— Eu falei com ele sobre isso, mais tanto ele quanto Jiraya acham que a CEDEF é o melhor lugar para ele, Itachi trabalha melhor nas sombras.
— Entendo.
— Resumindo, estou em uma sinuca de bico, só tenho dois guardiões certos e um punhado de anéis pendentes.
Ela ficou em silêncio por alguns minutos enquanto prestava atenção no pôr do sol, pouco depois, foi na cozinha e voltou com uma garrafa de chocolate quente, mas antes que Naruto tivesse chance de chegar até a garrafa, ela entrou embaixo dos cobertores e o abraçou forte, afundando o rosto no peito dele.
— Hina? O que foi?
— Nada, apenas quero ficar assim um pouco.
— Você anda estranha hoje. Está com medo?
— Eu seria uma idiota se não estivesse.
— Sim. Você seria. Mas não é esse o motivo, o que foi?
— Como você consegue?
Naruto sentiu o corpo dela tremer enquanto o choro começava. Ultimamente ela estava mais frágil e emotiva que o normal, talvez fosse realmente a proximidade da cerimônia, ou talvez fosse simplesmente aquele mar de remorso que tendia a afogar o coração dela periodicamente. E ele sabia que por mais que a amasse, aquele sentimento apenas piorava tudo, a reciprocidade desse amor era a prova daqueles pecados.
— Você o fez por mim, eu teria feito o mesmo por você, talvez até pior. E mesmo assim, eu vejo o seu arrependimento todos os dias, estampado em cada sorriso e olhar que você dá. Como eu poderia te acusar de algo?
— Quanto mais próximos estamos da cerimônia, pior fica. Eu prometi a eles, prometi aos seus pais antes de matá-los, que te manteria vivo não importa o que fosse preciso. Por que eu tenho sempre a sensação, de que o certo seria abandonar isso tudo? Eu sei que um dia, em algum momento, algo vai acontecer e de alguma forma, essa promessa vai ser quebrada.
Era em momentos como aquele, que Naruto odiava a decisão de Hiashi de afastar Hanabi. Ela era espontânea e sincera, as vezes até demais, e ainda carregava toda aquela inocência e felicidade que seriam aliados úteis para o estado de Hinata.
Pouco a pouco, o sol desapareceu do horizonte e à medida que a lua tomava o céu, o frio aumentou consideravelmente. Normalmente Hinata não era uma pessoa muito comunicativa, mas quando estavam juntos ela achava interessante falar sobre qualquer coisa que viesse a cabeça. Vê-la quieta e com o olhar perdido por um dia inteiro era angustiante.
Quando a madrugada começou a deixar Marselha mais escura e quieta, os dois desistiram do frio da varanda e foram para o quarto já aquecido. Ela logo caiu no sono, mas ele aproveitou a deixa para avisar a Jiraya que voltariam para a Itália no dia seguinte. As coisas começaram a desandar duas horas após ele ligar para Jiraya, já estava deitado quando escutou um carro estacionar em frente à casa, logo após, a maçaneta da porta começou a gemer. Alguém tentava arrombar a porta e isso não poderia ser uma coincidência.
Em silêncio, ele acordou Hinata, pulou da cama e pegou a arma que deixou sob o colchão, indicou para ela as bolsas no canto da sala e a escada de corda que preparou para deixar a casa pelo segundo andar. Como já tinham combinado em caso de emergência, ela correu para a varanda e ficou agachada contra o muro esperando pela chance que ele iria criar. No momento em que a fechadura finalmente cedeu e o primeiro homem entrou pela porta, Naruto disparou três tiros certeiros no peito do primeiro homem, ele viu outros dois se esconderem na parede do lado de fora. Recuando de propósito para o segundo andar, ele esticou um pequeno fio no último degrau da escada, no momento em que o primeiro deles passasse pelo fio, detonaria as cargas de explosivo escondidas dentro dos tijolos.
Já na varanda junto com Hinata, ele esperou o momento em que os dois homens entraram na casa, uma das medidas de segurança eram pequenas faixas de vidro e fios conectados a alarmes para atrasar possíveis inimigos e também ter noção de onde estavam. Quando percebeu que um deles subia a escada devagar enquanto outro revistava a sala, ele sinalizou para que Hinata jogasse a escada e descesse. Assim que Naruto começou sua descida, um dos homens subiu a escada, mas antes que pudesse gritar para o companheiro que os dois estavam fugindo pela varanda, ele pisou no fio e as cargas explodiram metade do andar. O choque quase derrubou Naruto da escada, mas assim que ele terminou a rápida descida, Hinata já estava no carro, pronta para acelerar no momento em que ele entrasse.
— Como nos acharam? – ela já acelerava com certa pressa pelas estreitas ruas da cidade.
— Eu liguei para Jiraya. Merda, não pensei que eles estariam nos rastreando com tanta eficiência.
Desde que começaram a viagem, evitaram o uso de aparelhos eletrônicos, não andavam com celulares ou computadores, nem mesmo cartões de crédito, usavam sempre dinheiro. Deveriam ter conseguido rastrear os dois quando estavam em Paris, desde então a Akatsuki deveria estar com dezenas de homens espalhados pelo país. Felizmente, tinham mandado apenas agentes normais, como ele esperava, não iriam mandar profissionais atrás de duas “crianças”. Infelizmente para a Varia, ele tinha aprendido desde cedo a importância de armadilhas com Orochimaru.
— Você está bem para dirigir até a Itália?
— Sim, por quê? Você está ferido? – ela olhou preocupada para ele.
— Não, apenas estou um pouco cansado, não dormi. Acho melhor você ficar com a direção.
— Tudo bem por mim, aliás, já temos companhia. Dois sedãs pretos vindo a toda.
O maior erro dele naquela viagem foi não levar armas o suficiente. Tudo que tinham eram duas pistolas .45 e alguns pentes de recarga. Os explosivos usados na casa eram uma combinação química feita com coisas básicas, bomba caseira ensinada por Orochimaru. Já prevendo problemas, ele pegou a outra arma com Hinata e deixou alguns carregadores a mão. Estavam a quatro horas de Livorno, mais apenas a uma hora de Menton cidade na fronteira com a Itália e precisavam atravessá-la, estariam fora do alcance da Akatsuki no momento em que passassem pela fronteira.
Temendo que a fronteira não viesse com tanta facilidade, ele tornou a ligar o celular que usou para falar com Jiraya e comunicou a Vongola sobre a perseguição, em poucos minutos, todas as famílias francesas aliadas a Vongola estariam correndo para aquela avenida. Ele só tinha que aguentar até lá.
Foi no mesmo momento em que os tiros começaram. Logo o vidro traseiro do carro estava todo espatifado, Hinata era obrigada a dirigir em ziguezague para não ser um alvo fácil enquanto Naruto não tinha munição para desperdiçar.
— Quando eu falar, mantenha o curso reto.
— Vai conseguir mirar dessa distância?
— Com dois ou três tiros eu acerto a roda... Agora!
No momento em que ela manteve o carro reto, ele teve os preciosos segundos do qual precisava. Aqueles caras não eram profissionais, seu tempo de reação a manobras como essa eram lentas e quando eles perceberam que o carro parou com o ziguezague para que Naruto pudesse ter uma mira estável, ele já tinha disparado dois tiros e quando efetuou o terceiro, acertou o pneu no mesmo momento em que o motorista virava o volante para entrar em ziguezague. O carro perdeu o controle no mesmo instante, mas mal Naruto se livrou do primeiro carro, o segundo disparou com igual precisão.
Ele ouviu seu pneu traseiro estourar no mesmo momento em que chegavam em um cruzamento. No único segundo onde eles precisavam da sorte, ela não veio e sem controle do carro, Hinata não conseguiu evitar a batida. Escapou do carro parado no sinal do cruzamento, mais não da picape que vinha a toda pela esquerda.
O impacto foi um dos momentos mais desesperadores que Naruto presenciou. Sua mente pareceu desacelerar antes da batida e tudo que ele sentiu, foi a sua voz sumir quando os faróis daquela picape ofuscaram a silhueta de Hinata. Ele sentiu o momento exato da batida, ouviu a lataria do carro amassar com um ruído estranho e alto enquanto os airbag dispararam em um estouro. Embora tenham evitado uma morte instantânea, os danos foram apenas amenizados. Ele sentiu a porta do seu lado envergar e cravar diversos estilhaços diferentes no corpo dele.
Os poucos segundos de consciência que restaram a ele, foram responsáveis por perceber a proteção de aço montada na frente da picape, não era um simples acidente. Aquele carro pertencia a Akatsuki e ele confirmou isso quando ouviu os pneus da mesma fritarem contra o asfalto. Os homens naquele veículo continuaram a acelerar até a estrutura do carro e do guard rail não aguentarem mais. Até eles serem lançados penhasco abaixo.
Por várias vezes, a consciência de Naruto vacilou. Viu por um breve momento, alguns homens apontando lanternas para a vala onde o carro estava alojado, mas percebeu que eles foram abatidos antes que pudessem atirar. Ele tentou se mexer, precisava chegar até Hinata, ela não poderia morrer, não em um lugar como aquele.
Ignorando a lasca de vidro atravessada no seu abdômen, ele forçou o corpo a se mexer, o cinto o atrapalhava, o airbag levemente inflado o atrapalhava. Tudo parecia entrar em seu caminho e conspirar para mantê-lo preso ali. Ele tentou gritar, tentou chamar por ela, mais sentiu que a voz não saia. Amaldiçoando o próprio corpo, ele nada pode fazer senão apagar outra vez. Sua consciência voltou outras duas vezes, na primeira, viu algumas pessoas tirando Hinata do carro, ele não conseguiu visualizar o estado dela, mais a quantidade de sangue o deixou desesperado. Na segunda vez que sua consciência voltou, ele estava em uma ambulância, o pedaço de vidro ainda ali, mas quem o encarava era Tsunade.
— Seu idiota, eu te daria uma surra se não precisasse salvar a sua vida!
— Me esqueça, Tsu, como está Hinata?
— Estamos indo para o hospital da Vongola, eu vou cuidar dela pessoalmente, não se preocupe.
Ele apagou logo em seguida e quando conseguiu acordar, sentia uma dor absurda por todo o corpo. Seus ossos e músculos doíam, parecia que ele tinha sido moído dentro daquele carro. Para todo lugar que ele olhasse por debaixo da roupa haviam curativos, suturas e pontos, seu braço direito estava quebrado. Respirar também estava difícil, sentia uma dor aguda nas costelas a cada vez que mexia o peito. Assim que olhou ao redor, reconheceu aquele quarto, estava no hospital da Vongola, na hora que ele tentou levantar, Jiraya entrou no quarto. Ao ver que ele tentava arrancar as agulhas do braço, xingou freneticamente enquanto empurrava o afilhado contra a cama.
— Não seja idiota! Você está vivendo a base de morfina entre outras coisas seu retardado.
— Estou tão ruim assim?
— É um milagre você estar vivo seu fedelho irresponsável! – ele bufou – A sua situação não parecia tão grave, mais você quase perdeu o pulmão, duas costelas quebradas e as duas perfuraram o órgão. Sua sorte é a qualidade dos nossos médicos e equipamentos.
— Por quanto tempo eu apaguei?
— Quatro dias.
Sem ter coragem de fazer a pergunta, ele apenas encarou Jiraya implorando para que o padrinho entendesse.
— Eu sei que você quer saber dela, mas não tem uma maneira fácil de dizer isso. Ela não morreu, não se preocupe. Só não sei se isso é realmente uma boa notícia.
— Como diabos isso poderia ser uma má notícia?
Procurando as palavras certas, ele desistiu de falar, pegou uma cadeira de rodas que estava no canto do quarto, ajudou Naruto a sentar na mesma e destacou do painel de máquinas o pequeno aparelho que administrava as drogas nele.
— Quando você me ligou, – ele começou a empurrar a cadeira – eu pensei no pior. Mal a chamada terminou e eu despachei o máximo de membros para a fronteira, também avisei a todos os nossos aliados da França para ficarem de prontidão nas rodovias próximas a fronteira. Se eu não tivesse feito isso, a Akatsuki teria conseguido te matar. Os nossos amigos franceses agiram rápido, colocaram Hinata e você em um hospital italiano perto da fronteira, eles estabilizaram vocês até Tsunade chegar lá com o grupamento médico para transferir vocês ao hospital Vongola mais próximo. Vocês foram direto para a cirurgia, a sua foi complicada graças ao estrago que as suas costelas fizeram.
Quando Jiraya encerrou a caminhada, eles estavam em um corredor do CTI e em frente a eles, dentro de um quarto, estava Hinata. Ignorando a reclamação de Jiraya, ele usou toda a força que tinha para ficar de pé em frente à janela do quarto. Haviam uma infinidade de diferentes máquinas, cuja maioria, ele nunca havia visto. Cada uma delas estava ligada a um pequeno tubo ou fio que ia até o corpo de Hinata, cada uma exibindo diferentes informações e exercendo variadas funções.
Ela, no entanto, foi o centro da sua atenção. Quase invisível no meio de tantas máquinas, Hinata permanecia imóvel naquela cama, o corpo coberto por um lençol escondia as marcas das tantas cirurgias feitas nas últimas horas, a cabeça enfaixada e o rosto ainda inchado davam a ela um aspecto ainda mais doente.
— Quais são os danos? – ele praticamente sussurrou.
— Ela quebrou um braço, costelas, uma perna. Foi preciso remover parte do fígado e ela está sob observação, existe o risco de um pulmão e um rim entrarem em falência. Mas o pior, é a cabeça. Um pedaço da lataria do carro perfurou a cabeça dela, a prioridade de Tsunade foi impedir danos maiores, mais mesmo ela não pode regenerar um cérebro.
— Quais são as chances de ela sair com vida?
— Eu não ousaria arriscar um palpite, agora depende apenas da vontade dela de viver.
Com um estouro de fúria, ele socou o vidro. Socou o mesmo até suas mãos começarem a sangrar. Ele gritou até sua voz quase sumir, até abrir vários pontos pelo corpo. Ele chorou até as lágrimas quase secaram, até finalmente a dor obrigá-lo a ficar de joelhos.
— Essa idiota. Me protegendo até a beira da morte.
— Você se lembra?
— Sim. Ela soltou o cinto e usou o próprio corpo como um escudo. Existe alguma chance de Tsunade estar errada?
— Você sabe que ela não erraria um diagnóstico desses. Lamento, Naruto.
Em meio aquele misto de sensações, ele sentiu um desespero abissal abraçar sua alma. Sabia o que deveria fazer, sabia o que seria justo e correto. Assim como ele sabia que seu coração jamais aceitaria aquilo, perder Hinata significaria abrir mão de tudo bom que havia nele.
— Jiraya. Comunique a Tsunade, assim que Hinata tiver condições, ela deverá ser transferida para um hospital comum, o melhor possível, e Hyuuga Hanabi deverá ser comunicada. Ah, preciso da autorização de Hiashi. Onde ele está afinal?
O silêncio e o olhar de Jiraya fizeram uma segunda onda de desespero soterrar Naruto.
— Hiashi foi assassinado duas semanas atrás. Eu não contei antes pois temi que uma notícia dessas desestabilizasse vocês, e como eu não sabia onde estavam, preferi ocultar.
— Como?
— Madara tentou violar o acordo de proteção a Hanabi. Eu despachei toda uma equipe da CEDEF e Varia com ele, e embora ele tenha feito um verdadeiro estrago na Akatsuki, as coisas não foram perfeitas.
— Depois vou ter tempo para lamentar isso melhor. Agora preciso apenas que você repasse as ordens a Tsunade, preciso que você adiante a cerimônia da posse dos anéis para daqui a dois dias, e que costure um encontro com Madara. Aquele desgraçado e eu temos um acordo a fazer.
Ignorando a surpresa de Jiraya, ele usou a cadeira como apoio para levantar e começou a andar em direção ao seu quarto.
— Você tem certeza? Vai mandar para longe a sua única base! Onde acha que vai achar alguém como ela?
— Não percebe Jiraya? Ela está fora! É a chance dela de ter a vida normal que sempre sonhou. Ela vai poder recomeçar, vai poder ser uma irmã para Hanabi e ter uma família.
Tokyo, dia atual.
Era a primeira vez que ele relembrava essas memórias de bom grado, na maioria das vezes, partes desse dia insistiam em vir perturbar seus sonhos. Mas agora as memórias foram usadas como voto de confiança. Gaara e Shikamaru nunca souberam o motivo por trás do envolvimento de Naruto com Hinata, nunca souberam como ele havia firmado um tratado de segurança. Agora eles também entendiam o porquê de Neji manter-se longe da família de sangue, vivendo de raros contatos com eles.
Com a permissão de Sasuke, ele contou também algumas verdades sobre a traição dos Uchiha, aparando algumas pontas soltas. A versão oficial era que Sasuke e Itachi foram exonerados da família pouco antes da traição. A verdade, é que ambos foram responsáveis pela queda da própria família por não concordarem com os ideais de Madara e serem fieis a Vongola. Naquela noite, ele revelou o verdadeiro motivo da viagem ao Japão, confessou que precisou arriscar Hinata, pois isso deixaria Madara tentado a agir e abriria uma brecha na sua segurança para que Orochimaru pudesse matá-lo.
Tudo estava traçado, em breve, Madara estaria morto e ele não teria mais nada que o segurasse no Japão. Logo, sua breve aventura com Hinata não seria nada além de mais uma memória.
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