Pecados
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Aquela noite, terminou sendo a melhor que ela teve em muito tempo. Não apenas pelos momentos bobos de um típico casal, pelo jantar feito por ele ou pelas pequenas brincadeiras e risadas que logo varreram da mente dela os últimos dias. Mas pela presença dele, por algum motivo que ela sempre tentara entender, Naruto tinha essa habilidade de acalmá-la e fazer enxergar as coisas de forma diferente.
— Fiquei sabendo da chacina. Não quer falar sobre isso?
— Não sei, para ser sincera aconteceu tudo tão rápido que nem sei sobre o que falar.
— Pelo que Neji disse, você ficou bem abalada na hora.
— Todo o departamento em si está abalado, Naruto. Estamos sem apoio nenhum do governo, eles se recusam a liberar o uso das nossas melhores tropas e ficamos nesse caos usando apenas policiais que na maioria nunca nem mesmo disparou sua arma fora do campo de tiro.
— Você sabe que tanto eu quanto seu primo, participamos de casos iguais a esses pela Europa. Acho que o governo japonês está um tanto quanto certo em evitar o confronto. Você viu o que esses caras são capazes de fazer, não acho certo colocar em risco a vida de policiais para proteger pessoas como a Yakuza.
— Eu ainda não sei o que pensar. Tudo bem, hoje em dia eles estão focados em organizações criminosas, e amanhã? Uma organização com esse poder, é até difícil imaginar o que aconteceria se o foco deles mudar.
— Nesse ponto, eu concordo.
Naquela noite, foi a primeira vez que ela se sentiu verdadeiramente envergonhada por estar com ele. Ele sempre foi mais carinhoso, mais atento a ela, e sempre manteve aquele olhar intenso que tanto a confundia, era difícil ler o que estava por trás daqueles olhos azuis.
Não naquela noite. O sexo com ele sempre foi diferente, entregava a ela mais prazer quando precisava esquecer um dia conturbado no trabalho, ou apelava mais para os sentimentos com olhares e beijos quando ela estava depressiva, no entanto, aquela foi a primeira vez que ele mostrou os próprios sentimentos. Ela tinha um corpo bonito, por mais que as cicatrizes daquele acidente chamassem a atenção em algumas partes, Hinata já estava acostumada a um ou dois olhares curiosos nas marcas, mas não foi para as marcas que ele olhou. Foi para ela.
Pela primeira vez estava totalmente envergonhada por alguém olhá-la daquele jeito, como se ele quisesse registrar na própria memória cada parte da mulher que ama. E ela não conseguiu esconder o sorriso ou a alegria quando percebeu aquele sentimento nos olhos dele, ele a amava e não precisaria dizer aquilo em voz alta para que ela percebe-se.
Eles ainda estavam acordados quando a manhã chegou. Ela estava pensativa demais para dormir, animada demais e ele não fez a mínima questão de dar espaço para o sono. Quando o sol invadiu o quarto, ela o observou melhor, Naruto tinha muito mais cicatrizes. No abdômen, no peito e no ombro, todas no lado direito do corpo dele, assim como as do braço. Por vezes ela quis perguntar como ele ganhou tantas marcas, mas nunca tinha tido coragem até aquele momento.
— Naruto.
— Hum?
— Como você ganhou essas cicatrizes?
Por um momento ele ficou em silêncio e a encarou, talvez pensando numa desculpa para não contar aquilo.
— Acidente de carro a alguns anos.
— Sério? – ela riu com a suposta coincidência.
— É até raro que esse acidente tenha sido o único, por mais que meus padrinhos tenham feito um ótimo trabalho me criando depois que meus pais morreram, eu não era lá muito chegado em obedecer. Aprontei algumas durante a adolescência, me arrependo de muitas.
— Você nunca falou sobre seus pais.
— Bom, minha namorada trabalha na polícia, achei que você não ia aguentar a curiosidade de usar o sistema para xeretar.
— Eu quase fiz isso, admito, mais queria saber deles, e não como você os perdeu.
— Meu pai era bem calmo, tinha um foco absurdo quando se interessava em algo, muitas pessoas pensavam que ele era daqueles que fazia de tudo para alcançar um objetivo, mas ele desistiu de muitas coisas que poderiam prejudicar ou a mim ou a minha mãe. Ele era bem irresponsável quanto eu virava assunto, sempre me tirava do castigo, se eu reclamasse que ele não passava tempo comigo, sumia do trabalho por alguns dias apenas para ficar comigo. Já a minha mãe, bem a minha mãe era totalmente o contrário do meu pai, ela era ótima, mas era nervosa em excesso e odiava admitir um erro ou perder, fosse no trabalho ou qualquer outra coisa. Ela era meio rígida comigo, queria que eu focasse minha atenção nos estudos, mais sempre quis que eu escolhesse meu próprio caminho.
Falar dos pais gerou um efeito inesperado nele, Naruto viajou nas próprias memórias enquanto lembrava dos pais. E Hinata aproveitou o momento para entender um pouco mais daqueles sentimentos que ele sempre guardava, havia de tudo um pouco naquele olhar, saudade, raiva, alegria, tristeza.
— Hinata, o que você faria se eu te pedisse para fugir comigo?
— Fugir?
— Sim, fugir. Largue tudo, esqueça essa rotina estressante, vamos rodar o mundo, viver o sonho que muitas pessoas não podem realizar.
Ela se ajeitou na cama até conseguir debruçar sobre o peito dele.
— É uma oferta tentadora, mais tanto eu quanto você temos compromissos... E eu não conseguiria deixar Hanabi assim, já estou quase indo atrás daquela desmiolada.
— Eu largaria tudo se você me pedisse agora. – ele a encarou e ela entendeu que não era uma brincadeira – É uma oferta que só farei essa vez, diga sim e nós vamos para o aeroporto, entramos no primeiro voo que estiver deixando o Japão e começamos uma aventura. O que me diz?
— Não seja bobo, Naruto!
Com um sorriso, ela levou tudo na brincadeira ignorando a seriedade da pergunta e apenas o abraçou, entrando em um breve cochilo.
A medida que as horas passaram, Hinata dormiu por algumas horas. Após Naruto ir embora e pouco após o almoço, já estava na delegacia. Embora esperasse uma bronca de Danzou por estar atrasada, se surpreendeu ao perceber que o recinto estava estranhamente vazio, até mesmo a recepção. Por vários minutos, ela revistou as salas e escritórios, sem encontrar ninguém. Mesmo que alguma grande operação estivesse em curso, era estranho não ter nem uma viva alma no lugar.
Sem entender o que diabos acontecia, ela decidiu ligar para Danzou ou algum dos detetives e descobrir o motivo daquilo tudo. Até ela perceber que seu celular não tinha sinal, assim como os telefones da delegacia, e que ao fundo, próximo a sala de armas, um policial estava nocauteado no chão.
— Não precisa se preocupar, ele só está desacordado.
Aquela voz fez um arrepio lhe subir a espinha. Era ele, o mesmo cara daquele dia. Antes que ela pudesse puxar sua arma, ele a pegou do coldre de Hinata. Logo em seguida, ela ouviu ele sentar em uma das cadeiras e aos poucos, ela o encarou, era o mesmo de antes, sem tirar nem por. O mesmo terno, a mesma máscara preta e dourada. O mesmo anel.
— Sabe, as vezes você pode ser bem lerda, Hinata. Ou você apenas ignorou os fatos?
— Que fatos?
Ele riu.
— Por favor, você pode fazer melhor, é treinada para saber reconhecer alguém rapidamente. Eu entendo que ontem estava um caos naquele prédio, mais você conseguiu guardar os detalhes. Por que os ignorou?
— Eu não sei do que você está falando!
— Sim, você sabe. Quantas vezes você viu o anel durante a noite, Hinata? Cinco, seis vezes? Eu deixei ele a vista, para ver se você escutaria o seu instinto. Será que mesmo quando eu remover essa máscara, você ainda vai negar quem eu sou?
Ele estava certo, e isso a atingiu como um tiro. Ela ignorou tudo, a quão parecida a voz de Naruto era com a daquele homem, a mesma altura. Ignorou o pesado anel guardado no cordão, demarcado pelo relevo na camisa dele, até mesmo quando ele tirou o cordão e deixou o anel a vista por um tempo, ela ignorou a semelhança na joia. Ignorou até mesmo os cabelos dourados que brilhavam sem o sangue seco daquele dia.
“É tudo coincidência” era o pensamento dela. Qual era o mal em acreditar? Sua irmã tinha simplesmente desaparecido, mal respondia suas mensagens, não tinha a quem correr. Por mais cordial que sua relação com Neji fosse, nunca foi próxima do primo para procurar apoio nele. Os amigos da época da academia de polícia ou estavam ocupados demais para o problema dos outros, ou eram aqueles que em algum momento, foram mais que amigos e agora já não tinham a mesma importância. Ele era tudo que restava, qual o mal em esquecer um pouco seus ideais e seu orgulho por esse novo amor?
— Isso é tudo mentira.
A afirmação foi mais para ela do que para ele. Ela negou veemente com a cabeça enquanto segurava as lágrimas e tentava buscar alguma coisa que refutasse aquele fato, alguma coisa que provasse que não era Naruto sentado naquela cadeira. Ele por sua vez, apenas agradeceu por estar com a máscara, do contrário, ela veria o quanto esse teatro o destruía. Talvez se ela tivesse percebido tudo antes, se ela tivesse dado ouvidos a verdade, tudo seria menos doloroso. Talvez, se tudo tivesse acabado antes deles irem para a cama na noite passada, ele não teria abraçado aqueles sentimentos outra vez, talvez conseguisse continuar negando o quanto a amava e o quanto a queria.
— Eu queria ter tempo para responder suas perguntas, esclarecer tudo.
A desculpa foi proposital, queria que Hinata o encarasse enquanto levantava. Queria que ela visse o momento em que ele tirou a máscara. Ele havia incitado a verdade, na noite passada, fez de tudo para que ela prestasse a atenção na sua altura, no cabelo loiro, até mesmo no anel da Vongola e tudo que ela fez foi sorrir. Ele não sabia dizer se ela realmente ignorou tudo aquilo ou se no fundo, o passado deles estava de alguma forma, vivo dentro dela. Por que em momentos como aquele, onde o olhar dela expressava uma estranha alegria, ele se perguntava se parte da antiga Hinata, estava viva em algum lugar, tentando mostrar a nova dona daquele corpo que ele não era o inimigo. Ele suspirou com aquele olhar, talvez ela tivesse a reação que ele esperava, talvez ela ignorasse seus sentimentos e tentasse prendê-lo.
Mas o choque veio quando ele a encarou novamente, de todas as reações que ele esperava, nunca considerou que ela fosse simplesmente chorar. Nunca considerou que ela iria simplesmente desabar e extravasar tudo que sentia na base das lágrimas. Ela gritou diversas vezes em meio ao choro, não fez nenhuma questão de esconder aqueles sentimentos e quando ele girou nos calcanhares para deixar o lugar, ela puxou o revólver que levava no coldre de sua perna. Ele parou quando ouviu o clique da arma sendo engatilhada e voltou a encará-la, mas não esperava que isso fosse realmente ser tão destrutivo, aquele olhar apavorado e confuso era diferente, era para ele, o homem que ela começou a amar e depender, o assassino que havia bagunçado sua vida. O criminoso pelo qual ela mataria alguém de bom grado para salvar.
— Puxe o gatilho. – ele manteve o olhar fixo nela – Me mate, agora. Tem uma pasta no meu carro, lá tem todos os detalhes que você precisa saber sobre a Vongola, tudo que vai precisar para ficar viva ou para destruir a família. Me mate e ela é sua, me mate e você acaba com tudo isso.
— Por que você simplesmente não fugiu?! Se você queria que tudo terminasse ontem, por que simplesmente não desapareceu?! Por que você tinha que me destruir dessa forma?
— Se você não soubesse quem eu realmente sou, nunca iria parar de me procurar. Só que você iria me procurar com preocupação, não me veria como uma ameaça. Fugir e te deixar no escuro sobre tudo seria covardia da minha parte. Essa traição vai ser a primeira de muitas que você vai sofrer, não confie em ninguém, nem mesmo na sua sombra.
— Por que eu? – ela quase sussurrou, mais ele entendeu.
— Por que temos uma história, a antiga Hinata, aquela que desapareceu junto com as suas lembranças era alguém muito importante para mim. Eu só me rendi aos meus caprichos, eu queria ter você outra vez e esqueci que suas memórias jamais voltarão.
— Então, aquela proposta de largar tudo era uma invenção? – ela esboçou um sorriso.
— Como eu disse, foi uma proposta única. Se ela era realmente verdade? Você teria que ter aceitado para descobrir.
E ele foi, simplesmente desapareceu pela porta, deixando apenas aquela máscara para trás. Ela esperou ele voltar e desmentir tudo, tentar convencê-la de que tudo era uma brincadeira de mal gosto, mas ele não voltou. Quando ela chegou na recepção, viu que ele realmente, tinha ido embora.
Do lado de fora, Naruto agradeceu a Shikamaru pelo tempo perfeito, se comunicava com o guardião por um ponto eletrônico em seu ouvido, ele mal descera as escadas da delegacia e Danzou vinha lendo alguns papéis, de propósito, ele esbarrou em Danzou derrubando os papéis e deixou seu anel bem a vista quando abaixou para pegar os papéis. Ele sorriu ao ver o espanto e a tensão no rosto do velho policial.
— Solo un consiglio, ella è mia.
Satisfeito com a confusão estampada na cara de Danzou, ele partiu e logo desapareceu em meio ao movimento de Tóquio. Sem entender por que diabos um Vongola, ainda mais o Céu da família, tinha lhe dado um claro recado dizendo que “ela é dele”, tudo que ele conseguiu fazer foi correr para dentro da delegacia, mas ao chegar lá dentro, tudo que encontrou foi um oficial desacordado. O que diabos tinha acabado de acontecer?
Ela não entendia mais nada, não queria entender. Não queria admitir o fato de que a pessoa que ela passou a amar, era a mesma pessoa que horas atrás, havia causado um verdadeiro massacre e ameaçara até mesmo ela. Queria odiá-lo, queria ter descarregado a arma nele, mas então, por que ela se sentia culpada? Por que seu maldito coração batia em um compasso doloroso que lhe tirava o ar? E por que, aquele apartamento agora parecia recheado com memórias dele?
Hinata gritou, berrou a plenos pulmões até a voz falhar, logo a raiva assumiu, os porta-retratos e o abajur foram arremessados pela sala, até mesmo a estante foi derrubada, quebrando coisas que ela já nem lembrava da existência. As louças sobre o balcão esperando para serem guardadas, os copos, utensílios. Hinata nunca soube precisar quanto tempo aquele acesso durou, mas teria preferido ele, a toda a depressão que veio em seguida. Não eram as lágrimas que incomodavam, nem mesmo a dor, era aquela sensação de que na verdade, ela traia ele e não o contrário.
Amaldiçoava a si mesma por não ter largado tudo e ido com ele, que diferença faria? A “justiça” dele, não era a justiça que no fundo, todo mundo desejava? A coragem e a iniciativa para destruir o mal ao invés de tentar curá-lo com leis ineficientes. E além disso, o que lhe restava? Hanabi estava por ai e além dela e da superficial relação com Neji e o tio que vira poucas vezes, ela não tinha ninguém para chamar de família. Muito menos algo para chamar de seu.
O que aconteceria agora? Ela caçaria a única pessoa que conseguiu lhe entender e completar nessa vida medíocre? Seria morta por ele? Seria a responsável pela morte dele? Ela não tinha respostas, tudo que lhe restou foi se jogar no sofá e encarando a única coisa que ele deixou para trás, aquela maldita máscara, Hinata deixou os pensamentos de lado e naquele momento, simplesmente mergulhou naquela dor.
O retorno dele a mansão onde a Vongola estava concentrada foi difícil, não queria encarar ninguém da Família, não queria encarar seu próprio anel do céu. Ele sacrificou tudo por ela, a chance de escapar daquele mundo, de deixar as mortes e conspirações para trás. Para que ela vivesse, para que ela fosse feliz, ele aceitou a alcunha de hitman, assassino, monstro. Por ela, Naruto assumiu o anel do céu. E agora, pela Vongola, pelos seus ideais de um mundo melhor, ele estava sacrificando ela. Quando foi que seu julgamento ficou tão falho? Se ela morresse agora, tudo aquilo seria em vão.
Assim que entrou no próprio escritório, encontrou Tsunade sentada no sofá perto da janela enquanto bebia. Só então ele lembrou que ela deveria entregar o laudo médico de Sakura, a decisão final do futuro de Sakura na família, seria de acordo com as palavras de Tsunade, era algo que fugia do controle dele.
— Como foi, Tsu?
"Tsu”, ele só se referia a ela dessa forma quando estava ou desesperado demais, ou arrependido demais com algo e isso chamou a atenção dela. Ela olhou para a papelada sobre a mesa, mas pareceu pensar mais um pouco e apenas lhe ofereceu um copo de vodca.
— Beba, dia de cão? – ele apenas balançou a cabeça em confirmação.
— Como está Sakura?
— Eu vou ser clara. Por melhor cirurgiã que eu seja e por melhor que a estrutura médica da Vongola possa ser, aquela garota não vai conseguir segurar um rifle outra vez, quanto mais voltar a portar o anel da chuva. Eu consegui salvar o braço, mais tenho certeza que ela não vai conseguir movê-lo perfeitamente outra vez. O outro tiro foi o pior, destruiu o baço da garota e fez um senhor estrago em outros órgãos. Mais uns minutos e ela não aguentaria.
— Já fazem dias. Ela ainda corre risco?
— Sim. Ainda existe a chance de alguns órgãos colapsarem. Embora a companhia de Hanabi tenha ajudado um pouco a mente dela, o corpo está fraco demais. Eu queria deixa-la em um coma induzido, mais tanto ela quanto Sasuke se recusam a autorizar.
Por alguns minutos, ele ficou calado, bebeu alguns copos de vodca antes de encarar a madrinha novamente, dessa vez, com uma moleza e dúvidas que ela não via há anos.
— Acha que eu deveria tirar o anel da tempestade de Sasuke, para que ele possa ficar em algum lugar seguro com ela?
— Não é você quem decide. – ela suspirou – Assim como Itachi aceitou “trair” a Vongola e ir para a Akatsuki, Sasuke é leal demais para aceitar tal decisão. Não comece a imitar o desmiolado do meu marido e enfiar os pés pelas mãos em momentos de crise.
Após um afago na cabeça de Naruto, Tsunade deixou a sala. Por um momento ele riu do gesto, não importava quanto tempo passasse ou o que ele fizesse, perante os olhos dela, ele continuava sendo uma criança. E ele era obrigado a admitir, os conselhos de mãe que vinham dela já tinham salvo sua pele diversas vezes. Cedendo ao stress e a exaustão, ele tirou os sapatos, deitou no sofá do escritório e ali mesmo apagou.
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