País Tropical
7 Drama
Roberta está na cama do hospital, desacordada. Lucas está ao seu lado desde o momento que estavam no teatro. Ele segura a sua mão, com os olhos vermelhos.
Lucas se sente o culpado pelo o que aconteceu, mesmo não sabendo o que aconteceu. E sempre que ele pensa nisso, desaba a chorar.
Uma licença pra ele é pedida pelos médicos, que injetam uma injeção de soro nela.
—O que aconteceu com ela Doutor?! Já descobriram?!
—Infelizmente ainda não, mas ela não esta mais desmaiada, só esta descansando. Quando ela acordar, iremos fazer os exames de sangue necessários. Por acaso você tem o número da família dela para podermos comunicá-los?
Ele rapidamente lhe passa os números de seus pais e sua irmã, que essa hora está no teatro.
Quando Lucas olha para Roberta, todas as lembranças que ele tem com ela vem a mente.
Os dois se conheceram com 6 anos, quando se tornaram vizinhos.
Uma garota brincalhona, que vivia correndo no quintal, ou andando de bicicleta em círculos; em seu rádio tocava Hey Jude dos Beatles, sua música preferida até hoje. Porém, sempre brincava sozinha.
Ele já era mais tímido, e sempre observava sua vizinha de longe, rindo de suas brincadeiras. Até que ela o chamou pra brincar lá do quintal. Eles deram voltas e voltas de bicicletas, sem sair do lugar. Assim começou uma duradoura amizade.
E agora ele pensa que de todos esses anos, nunca a viu sofrer algo assim, e, em apenas alguns meses que os dois estão namorando uma coisa dessas acontece. Lucas se sente totalmente culpado.
—Você não me merece, eu não posso mais estar perto de você, olha o que eu te fiz! Mas eu não consigo ficar longe de você, eu sinto que preciso te proteger, ainda mais agora. E isso pode ter sido uma lição pra mim –Lucas diz, com soluços de choro, sozinho na sala com ela.
—L-Lucas?
Capítulo 7 – Drama
Enquanto todos ainda estão na sala de dança, a recepcionista vem preocupada avisar sobre Roberta
—Minha irmã?!
Vanessa sai correndo da sala empurrando quem está na frente. Ela não sabe pra onde correr, então vai pra fora do teatro e liga para sua mãe
“-Mãe!!”
“-Sim já estou sabendo filha! Vou te buscar aí agora”
Ela está impaciente e nervosa, e, quando vê os faróis do carro de seu pai, no fim da tarde, vindo na avenida, vai correndo até ele e entra.
Os demais atores, produtores e outros alunos observam, também preocupados, da porta do prédio.
♪♪♪
—Cadê a minha filha?! –Vânia entra no hospital desesperada, perguntando isso pra qualquer funcionário que ela vê na frente. Na verdade, pra qualquer pessoa.
—Aqui senhora! –A pessoa da recepção a chama
—Cadê a minha filha moça, por favor? –Ela vai até ela
—Qual o nome da paciente?
—É Roberta
—Vanessa! –Lucas grita lá da sala onde Roberta está
—Ali mãe, vamos! –Vanessa a puxa para a sala
Seu pai as acompanha.
—O que você fez com ela seu desgraçado?! –Vânia chega até a sala acusando Lucas. Por ser uma mãe protetora, ela nunca gostou muito dele por ser tão achegado á Roberta. Ela preferia que sua filha continuasse sozinha desde os 6 anos.
Roberta esta acordada
—Oi mãe –Diz ela com um sorriso fraco
—Minha filha... –Ela coloca sua mão atrás de sua cabeça, e seus olhos já se enchem de lágrimas –O que aconteceu? –Sua voz esta tremula
—Eu não sei, eu desmaiei eu acho –Roberta diz rindo, sem forças
—O médico já tirou sangue dela, o resultado sai em alguns instantes –Diz Lucas da porta, respeitando o espaço para a família
—Vocês fiquem aqui com ela –Vânia diz pra família que esta na sala –Vou conversar seriamente com aquele garoto
Vânia arrasta Lucas para fora do quarto e o barra na parede do corredor
—Vanessa me disse que a ultima vez que ela viu sua irmã antes de acontecer isso foi quando ela ia se encontrar com você! Eu não sei o que você fez a ela, mas só pode ter sido culpa sua! –Numa voz silenciosa e extremamente brava, ela intimida Lucas
Ele fica sem palavras. E, claro, acredita em suas palavras e acaba se sentindo pior ainda. Apesar de querer dizer algumas coisas pra ela no qual ele sabe que tem razão, não diz por falta de coragem.
No quarto, Vanessa está perdoando sua irmã por na hora que aconteceu isso a ela, estar tão perto, porém tão longe.
—Eu não podia ter saído do seu lado!
—Vanessa, ta tudo bem, eu não fui pra rua ou algo assim, só fui para outro cômodo dentro do mesmo prédio. E você não é obrigada a sempre estar onde eu estou
—Mas agora eu sinto que sou! –Diz ela segurando a mão de sua irmã mais nova
Vânia entra no quarto, e Lucas logo atrás. Roberta repara que seu namorado está mais magoado do que estava antes.
Depois de algum tempo, o médico entra no quarto e avisa que os exames já estão prontos.
♪♪♪
Vânia e Ronaldo, seu marido, estão na sala de consulta com o doutor Fábio. É ali onde eles irão saber o resultado do exame de Roberta
—Sua filha já deveria estar com um alto grau de diabetes. No exame constou um grau elevadíssimo em relação ao número já considerado de alto risco. Talvez essa noite ela tenha comido grandes porções de doces, o que causou o desmaio. Ela nunca falou para vocês antes alguma coisa sobre sentir faltas de ar ou algo assim?
—N-não ela nunca disse, mas então a nossa filha esta com diabetes? –Vânia esta totalmente preocupada
—Sim. Infelizmente a partir de hoje ela terá que fazer o uso de insulinas diárias. Alguns de nossos médicos já estão indo aplicar a de hoje
No quarto, dois médicos bem gentis estão ali para aplicar a insulina em Roberta. Tudo é explicado pra ela por uma médica enquanto o outro prepara seu braço e aplica. Roberta chora profundamente; não pela picada, mas por se dar conta de ter uma doença assim tão jovem
—E eu peço total atenção de vocês nela, especialmente nesse momento, pois muitos jovens que pegam diabetes acabam entrando em depressão –Diz o doutor para os pais
Os pais, também tristes, concordam atentamente a tudo que ele diz. O doutor também os aconselha sobre Roberta ficar ali até amanhã em observação.
Vânia teve permissão de passar a noite no quarto em que ela estava, porém Lucas que escolheu ficar, precisou dormir nas cadeiras do corredor. Ronaldo e Vanessa vão para casa.
No outro dia, Lucas, que acordou á uns 5 minutos, vê Jessica chegando ao local bem em cima do horário de visitas aos sábados: 8:00 da manhã.
—Que sala Roberta está? –Ela pergunta para Lucas sem ao menos dizer um oi
—Nessa aí mesmo –Ele aponta a porta em frente a eles –Bate na porta porque a mãe dela ta aí, e pra fazer sua visita ela precisa sair
—Eu sei, já me informaram
Jessica dá três batidas na porta até Vânia abrir
—Posso ter 10 minutos de visita com a Roberta? –Pergunta Jessica
—Tudo bem, 10 minutos
Vânia deixa a sala e permite Jessica entrar.
Roberta explica para Jessica tudo o que aconteceu
—Acabou que aquelas faltas de ar e dores no coração eram sérias, o que me levou a isso
E fala também de sua diabetes. Jessica, comovida, a abraça fortemente, como se estivesse com medo de soltar
—E agora, como vai ser?
—Como assim?
—Sua rotina; eu ouvi falar que diabetes limita uma pessoa a muitas coisas
—Eu ainda não ouvi as palavras de ninguém, além daqueles que me falaram sobre a diabetes
—Entendi –Jessica responde com um sorriso preocupado
Do lado de fora o clima esta diferente. Vânia ainda está repreendendo Lucas e dando alguns sérios avisos
—Lucas, visto que tudo isso foi sua culpa, eu não quero ver você mais envolvido na vida de Roberta –Vânia foi curta e direta
Ele não acredita no que esta ouvindo e quer se expressar, mas ela continua falando
—E isso não é temporário, é pra sempre. Para de insistir nessa amizade e esquece dela
Falando parece fácil, visto que pra ela eles são apenas amigos. Se já a amizade iria ser dolorosa a separação, imagina o relacionamento amoroso deles. O mundo acabou para Lucas. Para ele isso é algo impossível e ele queria não acreditar que o que ela está falando é sério; mas ele conhece sua sogra tão bem quanto sua namorada, e sabe que ela está falando sério. Seu silêncio demonstra sua angústia e tristeza.
—E sem despedidas. Você já pode ir pra casa daqui mesmo.
Jessica sai do quarto e Vânia volta para lá rapidamente, fechando a porta. Jessica pergunta para Lucas o porquê dele estar indo embora
—Sinceramente, -Ele respira fundo -eu também não sei
Dentro do quarto, Roberta diz para sua mãe se Lucas está lá fora. Ela diz que não; que ele foi embora ontem e não voltou
—Mas parece que eu ouvi a voz dele lá fora
—Vocês passam tempo demais juntos, é normal confundir a voz dele com de outras pessoas
Roberta estranha, mas ela acredita em sua mãe. Mesmo vendo sua filha despontada e triste, Vânia acredita que mentir pra ela é a melhor solução para protegê-la
Algumas horas depois, o médico veio dar alta. Mas antes, ele teve uma conversa com Vânia em particular.
—Nós ficamos sabendo que ela está participando de uma peça de teatro, não é mesmo?
—Sim, por quê?
—Infelizmente, ela não poderá mais participar, visto que a ansiedade, algo comum em todos os atores, é perigoso para ela podendo acelerar o coração e novamente acontecendo isso que aconteceu com ela ontem. Além de que qualquer atividade em um ensaio pode prejudicá-la.
—Coitada! Ela ama o teatro; mas mesmo assim obrigada pelo aviso, Doutor
♪♪♪
Naquela tarde, Mariano e seus filhos estão na sala azul, sentados em volta da mesa de produção.
—Não sei, não me está causando nada esse enredo –Maria está lendo mais uma vez o enredo do show e pra ela não ainda não estava bom –Não sei o que, mas falta algo que não me faça dormir durante a apresentação
—Você tem razão –Mariano concorda com a filha –Sabe, essa história de Roberta me deixou sentido, talvez possamos acrescentar algum tipo de drama na história
—Concordo perfeitamente! –Completa João –Eu já tenho a idéia perfeita, e segunda irei mostrar pra vocês!
Mariano concorda com a cabeça, e Maria revira os olhos. Típico.
Segunda feira, de novo na sala azul está Mariano. João entra na sala, acompanhado de Vanessa. Mariano suspeita que será sobre a ideia de João para o musical.
—Eu vim mostrar a minha idéia para o musical
—Puxa, até tinha esquecido. Mas pode falar
—Minha idéia é de uma historia sobre um casal que tentam ficar juntos, mas são impossibilitados drasticamente pelas diferenças que ambos têm entre si
—Você poderia explicar melhor isso? –Mariano realmente não tinha entendido
—Bom, eu e Vanessa vamos cantar a música que poderia ser usada para a história, ela explica melhor do que eu
Ele liga seu rádio que sempre está na sala e seleciona a música. Logo Mariano vê que eles estão prestes a cantar uma de suas músicas prediletas: Era uma vez – Sandy,Junior e Toquinho.
Era uma vez
Um lugarzinho no meio do nada
Com sabor de chocolate
E cheiro de terra molhada...
Era uma vez
A riqueza contra
A simplicidade
Uma mostrando prá outra
Quem dava mais felicidade...
Mariano também quis participar da música
Prá gente ser feliz
Tem que cultivar
As nossas amizades
Os amigos de verdade
Prá gente ser feliz
Tem que mergulhar
Na própria fantasia
Na nossa liberdade...
Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem haver
Quem já foi criança um dia...(2x)
João se enche de esperança ao ver a cara de satisfação de seu pai, mas antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, Maria entra na sala
—Pai, desista de qualquer idéia que João esteja te manipulando a aceitar, porque eu já tenho a idéia perfeita. Na verdade, nem é minha a idéia, é sua mesmo
—Do que você ta falando Maria? –Pergunta João
Mariano já suspeita do que ela está falando
—João, você já deve saber que quando nosso pai decide nos contar alguma verdade sobre a vida dele, ele simplesmente arranca a página daquele seu diário sagrado e deixa em cima da mesa de jantar
Isso acontece de fato
—Claro que sei, mas faz tanto tempo que isso não acontece –Diz seu irmão
—Pois é, aconteceu hoje e.. –Maria abaixa o tom de voz –ele decidiu contar sobre o nosso tio José –Maria entrega pra João a folha que Mariano os deixou
Sem entender muito ainda, João pega a folha e logo lê o que está escrito:
“12 de agosto de 1990. Estou aqui para deixar claro minha profunda tristeza no dia após que eu perdi o meu querido irmão mais velho José. Eu não sei como ando suportando tal perda, visto que desde que me dei conta da vida ele sempre foi meu melhor amigo e companheiro. E ainda não aceito o fato de que a ultima vez que eu o vi foi sendo recrutado para o exercito, e que minha ultimas palavras a ele foram praticamente ‘volta logo, você precisa realizar seus grandes sonhos’. Agora me dou conta de que ele partiu sem os realizar, e como isso dói meu coração. Agora me sinto responsável por realizar seus sonhos, como uma maneira de sempre mantê-lo vivo dentro de mim. Nunca vou te esquecer irmão mais velho. De seu irmão mais novo: Mariano.”
—Então, você perdeu seu irmão para a guerra? –João termina de ler, e esta com um nó na garganta
—Sim –Responde seu pai, com tom sério
—E eu suspeito que o grande sonho dele que você mencionou era esse musical, certo? –Maria o pergunta
—Exatamente –Mariano concorda, com uma feição triste porém orgulhosa, por se aperceber de que ele está na metade do caminho de finalmente realizar esse sonho
—Acho que já temos a nossa história perfeita –Maria diz em direção ao seu irmão
—E eu também! Está claro que devemos fazer alguma homenagem para o nosso tio José –Concorda João
—Sim, e podemos fazer essa homenagem incluindo na historia de amor que João inventou –Maria disse isso porque ela viu como Mariano ficou feliz com a história e, como um momento raro, ela está emocional.
—Estou muito orgulhoso de vocês meus filhos! Podem deixar que com certeza vou incluir a idéia dos dois em meu enredo –Mariano pede um abraço aos seus filhos, com lágrimas nos olhos.
Vanessa também se emociona.
♪♪♪
Na sala de produção, Lucas está sentado em um dos pequenos sofás no canto da sala, sozinho. Roberta entra agora na sala –ela ainda está no musical porque seus pais não souberam como contá-la que ela precisaria sair –e vai direto até ele
—Lucas! Finalmente eu consigo te encontrar, o que aconteceu? Desde o dia que eu recebi alta você não veio me ver, não responde minhas mensagens e ligações. Minha mãe não estava me deixando sair de casa até hoje, por isso não fui te ver
Lucas apenas a olha com uma feição triste e logo vira a cara, sem responder alguma pergunta
—Lucas, o que está acontecendo com você? Está magoado comigo? Jessica te contou alguma coisa?!
Ele continua mudo e sem expressão
—Com certeza deve ter contado. Olha, eu sei que eu deveria ser mais sincera com você, como fui com Jessica, mas eu achei que as coisas que eu estava sentindo eram algo passageiro, ou até impressão minha, e eu não queria preocupar você como não quis preocupar ninguém da minha família! Por favor, diz alguma coisa!
—Roberta, sua mãe complicou as coisas; ela não quer que fiquemos mais juntos, não quer que sejamos mais amigos –Diz ele, sem jeito
—O que?! Mas nós somos namorados! O que minha mãe disse pra você?!
—Disse verdades, que eu sou o culpado por isso que te aconteceu, e que a única que pode te proteger é Vanessa. E eu respeito a sua mãe tanto quanto você, por isso estou fazendo o que ela pediu
—E-eu.. –Roberta não sabe o que dizer –sabe, isso dói mais que qualquer dor que já suportei
Isso foi uma facada em Lucas, mas como ele também não sabe o que dizer e muito menos fazer, ele permanece em silencio. Roberta se afasta, chorando, e vai sentar em outro pequeno sofá bem longe de onde ele está.
—Roberta –Mariano chega até sua atriz e agacha em sua altura no momento –Eu recebi uma ligação de seus pais agora, junto com uma recomendação médica que Vanessa trouxe. Eu me sinto péssimo por fazer isso, mas preciso dizer que você não pode mais participar do musical –Mariano dá a noticia, também comovido
O mundo de Roberta acaba de desabar. E desaba em cima dela, esmagando-a.
♪♪♪
No auditório, Roberta está dando seu ultimo adeus para o lugar onde ela já criou raízes, e pensando como ela iria cortá-los. Está olhando para o palco lá embaixo e se dando conta aos poucos de que aquele lugar não era, e nunca seria para ela. Mas tudo isso estava em seus perigosos pensamentos.
Seus colegas de elenco logo entram para se despedir dela, com grandes abraços e lágrimas. Lucas, entristecido, vai mais para baixo e senta em um dos lugares. Ele se controla para não ir dar um grande abraço e um grande beijo nela, mas sente que sua despedida com ela já aconteceu, á forças.
Gustavo pede para Roberta cantar uma última musica de despedida. Os músicos já estão no palco, como surpresa dos colegas
-Pode até ser uma da Pitty se você quiser, já que sabemos que você gosta dela –Diz ele
—É, eu gosto mesmo. Mas se eu for cantar algo, será uma musica que me aconselha a ser mais sincera com as pessoas que eu gosto, sobre meus sentimentos e sobre tudo que estou passando; –Ela sobe ao palco e continua –uma musica que me aconselha a abrir mais a minha
Alma!
Os músicos entendem a música que ela deseja, e começam a tocar Alma – Zélia Dunca
Alma
Deixa eu ver sua alma
A epiderme da alma
Superfície!
Alma
Deixa eu tocar sua alma
Com a superfície da palma
Da minha mão
Superfície!
Easy! Fique bem easy
Fique sem, nem razão
Da superfície!
Livre! Fique sim, livre
Fique bem, com razão ou não
Aterrize!
Alma!
Isso do medo se acalma
Isso de sede se aplaca
Todo pesar não existe
Alma!
Como um reflexo na água
Sobre a última camada
Que fica na
Superfície
Crise!
Já acabou, livre
Já passou o meu temor
Do seu medo sem motivo
Riso de manhã, riso
De neném a água já molhou
A superfície!
Os colegas também querem participar na música e sobem ao palco para cantarem com ela. Apenas Lucas permanece em seu lugar
Alma!
Daqui do lado de fora
Nenhuma forma de trauma
Sobrevive
Abra a sua válvula agora
A sua cápsula alma
Flutua na
Superfície
Lisa, que me alisa
Seu suor, o sal que sai do sol
Da superfície
Simples, devagar, simples
Bem de leve
A alma já pousou
Na superfície
Alma! Alma!
Deixa eu ver!
Deixa eu tocar!
Alma! Alma!
Superfície
Alma! Alma!
Alma!
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