País Branco
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Memórias perdidas
Parei de chorar, sou uma bebê chorona, comecei a raciocinar, pensei comigo mesma, cheguei no lugar que estava quando me lembrei de algo. Tudo que vi até agora foram memórias, coisas já vividas por mim, então será que estava presa em um túnel do tempo, será que teria que lembrar de algo? Ou será que deveria rever minha vida?Comecei a pensar e pensar, minha cabeça não parava de girar, escutei meu nome ser chamado, era ele o homem que me "assaltou".
—Julie, finalmente acordou.
—O que quer dizer com isso?
—Irei responder suas perguntas com outra, quando você foi assaltada o que você viu?
Quando ele me perguntou isso eu percebi que não havia visto nada, era tudo...
—Exato! Era tudo uma ilusão de sua cabeça, você ainda não se lebra que eu sou?_Falou ele com uma voz muito fina, parecia uma menina falando.
—Eu me lembro de você, você é a minha amiga imaginária. Selly, como você...
—Acertou! Você achou que eu ia te deixar, não estou aqui para prejudicá-la, estou aqui para fazer você lembrar-se de algo, de quando você era bem pequena. Sua mãe te contou muitas mentiras, não sei quais são, mas eu sei que algo está errado, eu sinto isso, minha cabeça dói ha coisa que tento lembrar mais algo me bloqueia, nos bloqueia. Se você estiver aq eu tenho certeza que eu vou conseguir me lembrar
Quando ela falou isso estávamos na casa da minha tia eu era pequena, eu vi minha mãe, ela estava desesperada, pegando o telefone, ligou para um padre. Quando o padre chegou ele começou falar latim, fiz algumas aulas, poucas, não consegui entender nada, depois ela tirou do bolso um terço, colocou no fogo e queimou meu braço fazendo uma marca, fazendo a cicatriz que tenho hoje.
Meu caderninho de desenho apareceu, capítulo 4- O terço.
Minha amiga imaginária me chamou:
—Tem mais uma coisa Julie, eu sou você, não sou uma simples amiguinha que você criou, eu sou a pessoa que sabe a verdade, só que o seu tempo aqui está acabando, terei que ser rápida. Quando você estava no "seu dia", como eu disse você não viu ninguém, o que você viu foi uma ilusão, ou seja, você não foi assaltada, nem dava, pois um tempo climático e uma paisagem não pode ser roubada, você não levou um tiro. Seu tempo acabou, peça a para sua mãe te explicar o resto, adeus.
Quando acordei estava em um hospital, minha mãe estava ao meu lado, ela me abraçou, estava chorando de alegria, mas por quê? Abracei-a de volta, até meu pai estava lá. Nunca fiquei tão feliz, os dois se preocuparam comigo. Minha mãe diz:
—Filha! Você não deve estar entendendo nada! Depois eu te conto tudo! Senti tanto sua falta!
—Mãe! Também senti sua falta! Desculpa! Pai! Não acredito você também veio!
—Filha você vai ter que ficar no hospital por um tempinho. Os médicos farão alguns exames.
Minha mãe e meu pai saíram do hospital, minha mãe disse que foi trabalhar e meu pai também. Comecei a tentar entender o que aconteceu, não sabia onde estava, não me lembrava de muita coisa só me lembrava de ter sentindo uma dor no braço e depois tido aquele sonho estranho!
O médico entrou no quarto ele olhou pra mim com uma cara de dó, bem ele mediu minha pressão, meus batimentos e meu peso. Ele chamou uma outra moça que olhou as anotações do médico. Ela disse que era meio que uma nutróloga do hospital, ela me disse que minha pressão estava boa, meus batimentos também, mas que eu estava muito magra.
Depois de outros exames, finalmente eu poderia ir dormir, não entendi quase nada que falaram!
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