Notas iniciais
E ai pessoas lindas, tudo bem? Mais um sábado e com ele mais um capítulo, então, esse é meio que um bônus, não vai ser a visão do Stilinski e sua missão no lado americano, mas vamos ver um pouco do que acontece no outro lado, ou seja no alemão enquanto nosso querido soldado está sob riscos... Pois bem, espero que gostem :D

Já fazia duas horas desde que o jovem soldado Stilinski havia saído em missão para o lado americano, mas mesmo assim, o capitão daquele campo, não confiava no sucesso do rapaz, afinal, sempre fora um bom soldado, mas muito sentimentalista, por isso, falara que havia capturado a mulher do rapaz, quando a verdade fora outra.

-Senhor Harris. – Chamou o mais novo. – Mieczyslaw vai conseguir triunfar nessa missão?

-Duvido muito. – Respondeu o homem enquanto prestava atenção nos mapas que haviam colocado no decorrer do caminho entre o campo americano e alemão. – Deve ter sido capturado já, o que nos permite finalmente matar aquela esposa dela.

-Mas foi combinado que não faríamos isso com ele, que a garota iria viver.

-Douglas, Douglas... – Começou ele com um olhar reprovador sendo dirigido ao loiro que estava ao canto do alojamento dos capitães, afinal, quase nunca saiam de lá, os soldados lutavam a guerra, eles, mandavam. – Quando vai entender que a mulher desse soldado em específico é uma de nossas maiores inimigas? HEIN?!

-Achei que o trato... – Começou ele ficando vermelho e assustado com a reação de seu superior. – O trato poderia... Ele estaria...

-O trato não tem validade. – Respondeu Harris voltando para a mesa enquanto dedilhava sobre o mapa onde constava a capital de seu país e coincidentemente a cidade onde Stilinski morava com a esposa desde o casamento, um ano antes. – Ainda mais quando sabemos que o soldado que mandamos para o outro lado não tem a inteligência necessária de se safar do McCall, semana passada, fritou em óleo fervente um inglês de sangue puro alegando que era espião, o que não fará com o jovem Stilisnki?

-Você mandou-o para a morte certa, sem dó nem piedade e ainda quer acabar com a vida da família dele? Isso não se faz nem para nossos maiores inimigos! – Exasperou-se o mais novo indo em direção ao superior. – Tratos são tratos! Não devem ser quebrados.

-Em uma guerra, não existem tratos Douglas, e o Mieczyslaw vai aprender isso da pior maneira possível. – Disse Harris impondo-se em frente ao mais novo, que o olhou de igual para igual, sabendo que o general não era tão ágil quanto ele. – Existem soldados espertos e soldados criados para se sacrificarem, o Stilinski é um sacrifício, pois, enquanto ele está tentando chegar ao campo americano...

-E quem alega que ele não entrou?

-Suponhamos que ele tenha conseguido entrar, ele nunca vai se safar com vida. – Disse Harris sorrindo de maneira debochada ao rapaz em sua frente. – O que ele vai fazer em seguida? Ele nunca foi espião, não saberia como lidar e descobririam o garoto em dois tempos.

-Por que o mandou então? – Falou Douglas indignado com tudo o que ouvia.

—Precisava de alguma isca, alguém que confirmasse nossos boatos, que realmente havia um espião em campo americano, e o Stilinski não me desce soldado, ele é certinho demais, diz que não queria machucar ninguém, mas isso é uma GUERRA! – Falou o homem com a expressão beirando ao ódio. –Vai dizer que nunca ouviu falar que o McCall é o melhor em descobrir traidores? Por isso o mandei para lá, vai ter o castigo merecido!

—Mas ficaremos em desvantagem!

—Não ficaremos não, afinal, sou precavido, o melhor general de nossas tropas e, por isso, tenho sempre um segundo plano, induzi um dos nossos a mentir no campo vizinho que os americanos os dariam exilio.

-Por que disso?

-Eles vem nos atacar, logo. — Disse o homem sorrindo. – E vão morrer nas nossas bombas e minas, por isso, já coloquei outro soldado, dessa vez no campo russo, esse está bem preparado e já está me passando informações, quando os russos souberem do “ataque” vão achar que o lado alemão está em desvantagem então, virão nos atacar.

-Mas isso não é bom pra nós, temos menos soldados! – Falou o mais novo assustado. – Além de que grande parte deles não é tão bem treinada e o batalhão do Stilinski, vai ser guiado por quem?

-Qualquer um pode guiar um monte de inúteis armados, só gritar umas coordenadas e seguem iguais idiotas, afinal, eles acham que fazendo isso, logo voltarão para casa e verão suas famílias nojentas. – Disse o homem com uma expressão que beirava o desprezo.

-Mas e quanto a batalha General Harris, não temos soldados suficientes, como saberemos quando eles estarão chegando? – O mais novo não compreendia tamanha segurança do outro a falar sobre o ataque dos russos, afinal, suas tropas estavam mal alimentadas, em péssimas condições, fora que a grande maioria estava com diversos ferimentos de bala, mas mesmo assim, em honra ao país que representavam, permaneciam ali.

-Que parte de “temos um soldado infiltrado no campo russo” você não entendeu? – Falou o homem exasperado. – O Raeken está passando informações a todo o momento, sei de todos os passos daquele campo, e quando planejarem nos atacar, tenho o plano perfeito, eles não saberão que estaremos de tocaia já, e mais uma vez, ganharemos uma batalha.

-Como você diz uma por vez. – Falou Douglas, contrariado, afinal, não concordava com os métodos e a maneira que o general guiava o campo e os soldados que ali estavam, mas como era seu subordinado sabia que qualquer deslize lhe custaria à vida. – E quanto ao Stilinski?

-Nessa hora, ele já está morto, então, podem executar a mulher dele. – Falou o homem com um sorriso cruel e os olhos brilhando de animação com aquilo, o que fez o estomago do jovem soldado revirar com aquela barbárie.

-Como vai ser essa execução? – Perguntou Douglas, temendo a resposta que poderia receber, mas algo dentro dele indicava que nada seria pior do que aquilo que o general sugeriria em seguida.

-Alguém como ela não merece nada além que a ida a um campo de concentração, morrer como todos os outros. – Falou com um sorriso cruel, seguido por um riso de por medo em qualquer um.

Douglas olhava atônito para o homem em sua frente, sabia que ele era mal e os métodos não eram dos melhores quando se tratava em lidar com as outras pessoas, porém, simplesmente concordou com a cabeça, saindo do alojamento e indo em direção aos caminhões, onde, finalmente poderia despejar toda sua raiva e mágoa e chorar em paz.

Notas finais
O que acharam? São cruéis esses soldados né? Qual o real motivo deles quererem a Malia morta? O que a família dela pode ter feito para terem "marcado" tanto ela a ponto dos soldados mandarem seu marido para uma missão suicida e depois quererem a morte dela? Só lendo mesmo gente! Espero mesmo que tenham gostado!! Até apróxima