Cécile, sabendo que teriam que logo encontrar com a rainha de Soltzen correu para o seu quarto e escolher suas roupas o mais depressa possível, a final não poderiam entrar no castelo usando aqueles trapos.

Do armário ela “desenterrou” uma bela roupa azul com detalhes dourados e um leve ar de aristocracia. Ela vestiu as roupas, e quando voltou, se podia ver os olhos de Gaius brilhando, maravilhado com a beleza da menina.

Um cavalo foi concebido a Gaius pela academia, assim como um para Cécile. Todos os 5 aventureiros montaram em seus animais de transporte e foram até o leste da cidade, em direção ao castelo da rainha Heike Von Fate, de Soltzen. Para chegar lá tiveram que subir metade da montanha mais alta do reino atravessando a chamada, “cidade em vertical” até alcançarem a plataforma plana com ladrilhos brancos que davam a entrada ao Castelo Adentro da Montanha. Deixaram os eqüinos do lado de fora e atravessaram os grandes portões de pedra do castelo, entrando logo na sala do trono, onde não apenas a rainha, mas várias pessoas do reino esperavam por eles, ansiosos. De fato, quase toda a capital nobre estava lá dentro, e a plebe, se aglomerando nos arredores do castelo.

L’ad Is-Kriger, Alana Fairchild, Thor Escudo Dourado, Gaius Kïrke e Cécile Fair Is-Kriger foram em direção a rainha e curvaram-se.

Heike Von Fate não era uma rainha arrogante como as quais com que estamos acostumados, e nem uma princesinha boba de contos de fada. Ela era uma pessoa descontraída e divertida e sempre fazia o possível para ajudar o seu povo. O exato oposto de seu falecido marido.

— Sir. L’ad Is-Kriger... – Disse ela.

— Vossa Majestade! – Respondeu. – Esses são os Guerreiros que aceitaram a missão de ir até além de onde nossas vistas jamais alcançaram.

— Ora ora ora. – Disse a jovem soberana com um sorriso. – Eu não esperava ver Gör aqui hoje.

— É uma honra, minha rainha – Disse Gaius, mantendo sua cabeça baixa.

— E você, jovem elfa, deve ser Alana Fairchild. Todos os importantes de Kzorion falam sobre suas habilidades, até mesmo alguns da nação de Elflheim. – Alana ficou vermelha com o comentário da rainha.

— E-estou lisonjeada, vossa majestade.

— E você, Cécile, minha jovem. Faz um bom tempo que não a vejo. Soube que recebeu a maior das honrarias de nossa academia militar... Estou orgulhosa de ti.

— Obrigado, majestade. – Disse com timidez.

— E tu, meu pequeno anão?

— Eu sou Thor Escudo Dourado, o grande caçador de recompensas.

— Thor Escudo Dourado... Prevejo grandes coisas para ti, engenhoso ladrão. – A rainha pegou um pingente que estava pendurado ao braço do trono e entregou-lhe ao anão. – Prevejo grandes coisas para ti, Escudo Dourado. Honrai teu nome.

Thor pegou o pingente com as duas mãos numa velocidade incrível, fascinado com o brilho da pedra no seu cento e do ouro.

— Obrigado, vossa grandeza! – Disse animado.

Enquanto isso, do lado de fora do castelo, no estábulo para onde haviam levado os cavalos, três pessoas vestidas em roupas e turbantes pretos se aproximavam. Seus olhos vermelhos se escondiam na sombra dos turbantes.

Os três cercaram o cavalo de L’ad, que começou a ficar agitado com as presenças estranhas, mas eles ficaram imoveis.

— Soru, Sahalo dus... – Dizia o homem na frente do animal. – Aksama de satsiu... – Ele sacou uma faca ornamentada que estava por baixo da sua manga. – Si lone na Nieatsa! – Ele fincou rapidamente a lâmina no pescoço do sleipnorn. Um jato de sangue jorrou nas roupas pretas do assassino, daixando-a quase toda vermelha. O Sleipnorn caiu revelando seu chifre e suas outras duas pernas.

A outra pessoa foi para frente do cavalo segurando um copo que retirou do seu bolso. Tirou a faca e recolheu parte do sangue que escoava.

Com o copo cheio, o outro, o maior de todos, pegou o animal por uma das pernas carregando-o para fora dali. No seu caminho, eles passavam por vários cadáveres de guardas reais.

As pessoas já se aglomeravam aos montes na entrada do castelo, vestidas de azul e branco, as cores da bandeira de Soltzen. 13/08 era uma data importantíssima para a capital. Ela representava o orgulho da nação, o patriotismo e a liberdade do povo de Soltzen (pelo menos, parte dele).

Heike desceu de seu trono e saiu da sala, subindo as escadas. Um guarda pediu para que os 5 aventureiros ficassem ali e esperassem sua deixa.

A rainha apareceu na varanda do castelo vendo todas aquelas pessoas nas proximidades do mesmo. Ela passou a mão na garganta e começou a falar com uma voz que poderia ser ouvida até o centro da cidade, no vale.

— Povo de Soltzen! Meu povo... Temos muito que comemorar nesse dia de 13 de Rentilis de 1613. Não é só o aniversário do maior rei de nossos ancestrais, Tartarus Von Fate XVI, como também já se passaram 2 anos desde a tirania de Epheryus Ei’Tzenbern sobre os soltzen! Para comemorar tudo isso, eu, Rainha Heike Von Fate, designei esses 5 desbravadores de diferentes cidades do país para realizarem um dos maiores sonhos de nossa nação, explorar as terras além da Cordilheira do Crepúsculo! – Os portões do castelo se abriram, e lá estavam eles, saindo com sorrisos estampados nos seus rostos. – Estes são L’ad Is-Kriger, Cécile Fair Is-Kriger, Alana Fairchild, Gaius Gör e Thor Escudo Dourado. – As pessoas gritavam aniumadas com a campanha, mas querendo mesmo é que o desfile anual começasse. – Que os deuses os abençoem durante sua viagem, aventureiros de Soltzen!

— E que eles abençoem o nosso reino! – Gritou L’ad de volta.

Guardas cercaram e escoltaram os 5 desbravadores pelo meio da multidão até o estábulo, longe de toda aquela gente.

— Mas... O quê houve aqui? – Se perguntou Alana ao ver todos aqueles cadáveres.

Todos eles estavam enojados e estupefatos. Lá tinham alguns homens recolhendo os corpos e limpando o lugar. Um deles dirigiu a palavra a Alana.

— Nós não sabemos... Uma hora estava tudo na mais perfeita ordem e depois... Isso. O estranho é que os únicos animais mortos foram o cavalo da rainha e esse... Unicórnio de 6 pernas, que eu acho que nem deveria estar aqui.

— Esse “unicórnio de 6 pernas” é meu... – Disse L’ad olhando sem reação para o cadáver do sleipnorn.

— Vocês são os caras que a rainha escolheu pra viajar pro norte? – Perguntou o homem.

— Sim. – Respondeu Gaius, tentando não olhar o sangue.

— Nesse caso podemos emprestar um cavalo pra vocês.

— Algum unicórnio? – Perguntou L’ad.

— Não, senhor.

— Então nos tragam um que seja rápido. – Disse o meio-elfo impaciente.

Os lacaios da realeza trouxeram-lhes os cavalos, incluindo um majestoso branco novo para L’ad.

— Esperamos que este cavalo esteja a teus contentos, senhor L’ad Is-Kriger. Ele é conhecido por aqui como Relâmpago Pálido, pela sua velocidade.

— Está bom – Respondeu L’ad logo antes de montar nele.

Thor olhou e um pônei para os lados e percebeu que... seu pônei não estava ali.

— Ei vocês três humanos! Onde estás o meu pônei?

— Pônei? – Perguntaram-se os três serventes. – Ahhh! O pônei!

Eles foram até outra parte do estábulo e voltaram com um... Pônei... Roxo. Ao ver aquilo, Thor indignou-se.

— Isso és algum tipo de piada de humano? – Perguntou Thor com raiva pensando ter sido caçoado. – Por que se fores, saibam q eu vou enfiar esse pônei em um lugar QUE VOCÊS NÃO VÃO GOSTAR NEM UM POUCO! TRAGAM O MEU MALDITO PÔNEI!

Os três serventes começaram a “se rachar” de rir e Alana tentava disfarçar a sua risada.

— QUAL É A GRAÇA? – Bradou o anão.

Impaciente, L’ad foi com seu cavá-lo pra trás do pônei e tirou uma pequena estaca de madeira que estava presa na traseira dele, trazendo-o novamente a sua aparência original.

— Como podem fazer esse tipo de brincadeira quando esses guardas todos estão mortos? Vocês me dão nojo. – Ele fincou a estaca em um deles e saiu calmamente. Este começou a ficar rosa.

Gravetos Coloridos são, possivelmente, as coisas mais idiotas já criadas por um mago. São tomo pequenos espinhos no formato de uma estaca que, dependendo da magia neles, deixa o que quer que eles estejam presos, fique colorido. Geralmente é usado para pregar peças e eu realmente não consigo pensar em outro isso para isso, exceto poder pintar sua casa sem muito trabalho.

Sem mais tempo para continuar lá, montaram em seus animais e foram em sua jornada para o norte do continente.

L’ad estava quieto, olhando simplesmente para o norte, sem fixar seus olhos em nada. Thor tentava pegar frutas das plantas pelas quais passavam

Atrás deles estavam Gaius e Cécile, conversando. E atrás de todos, apenas observando, Alana.

— Mas... Tanith... Digo... Cécile. Se você não é humana... Quantos anos tem?

— 23.

— COMO? – Disse o garoto assustado

— Desculpa, Gaius, mas quando éramos crianças o sacerdote me obrigava a mentir isso.

— Ah... Tudo bem... É compreensível.

— Vamos parar um pouco. – Disse Gaius parando o seu cavalo na sombra se uma árvore com atrativas frutas vermelhas. – Seus cavalos já estão caminhando há tempos sem parar. Não queremos desgastá-los.

— Como queira – Concordou Alana descendo do cavalo.

Quando gaius encostou seu pé no chão dragões sobrevoaram-nos e alguns deles pousaram próximos aos aventureiros. Montado no dragão dourado com asas de penas e um bico curvo no lugar na boca, estava Sir. Gör Kïrke.

— ESTÃO PRESOS EM NOME DO CONDADO DE TOTSLUM!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.