Pathfinders
4 Capítulo 4
Cécile, sabendo que teriam que logo encontrar com a rainha de Soltzen correu para o seu quarto e escolher suas roupas o mais depressa possível, a final não poderiam entrar no castelo usando aqueles trapos.
Do armário ela “desenterrou” uma bela roupa azul com detalhes dourados e um leve ar de aristocracia. Ela vestiu as roupas, e quando voltou, se podia ver os olhos de Gaius brilhando, maravilhado com a beleza da menina. Um cavalo foi concebido a Gaius pela academia, assim como um para Cécile. Todos os 5 aventureiros montaram em seus animais de transporte e foram até o leste da cidade, em direção ao castelo da rainha Heike Von Fate, de Soltzen. Para chegar lá tiveram que subir metade da montanha mais alta do reino atravessando a chamada, “cidade em vertical” até alcançarem a plataforma plana com ladrilhos brancos que davam a entrada ao Castelo Adentro da Montanha. Deixaram os eqüinos do lado de fora e atravessaram os grandes portões de pedra do castelo, entrando logo na sala do trono, onde não apenas a rainha, mas várias pessoas do reino esperavam por eles, ansiosos. De fato, quase toda a capital nobre estava lá dentro, e a plebe, se aglomerando nos arredores do castelo. L’ad Is-Kriger, Alana Fairchild, Thor Escudo Dourado, Gaius Kïrke e Cécile Fair Is-Kriger foram em direção a rainha e curvaram-se. Heike Von Fate não era uma rainha arrogante como as quais com que estamos acostumados, e nem uma princesinha boba de contos de fada. Ela era uma pessoa descontraída e divertida e sempre fazia o possível para ajudar o seu povo. O exato oposto de seu falecido marido. — Sir. L’ad Is-Kriger... – Disse ela. — Vossa Majestade! – Respondeu. – Esses são os Guerreiros que aceitaram a missão de ir até além de onde nossas vistas jamais alcançaram. — Ora ora ora. – Disse a jovem soberana com um sorriso. – Eu não esperava ver Gör aqui hoje. — É uma honra, minha rainha – Disse Gaius, mantendo sua cabeça baixa. — E você, jovem elfa, deve ser Alana Fairchild. Todos os importantes de Kzorion falam sobre suas habilidades, até mesmo alguns da nação de Elflheim. – Alana ficou vermelha com o comentário da rainha. — E-estou lisonjeada, vossa majestade. — E você, Cécile, minha jovem. Faz um bom tempo que não a vejo. Soube que recebeu a maior das honrarias de nossa academia militar... Estou orgulhosa de ti. — Obrigado, majestade. – Disse com timidez. — E tu, meu pequeno anão? — Eu sou Thor Escudo Dourado, o grande caçador de recompensas. — Thor Escudo Dourado... Prevejo grandes coisas para ti, engenhoso ladrão. – A rainha pegou um pingente que estava pendurado ao braço do trono e entregou-lhe ao anão. – Prevejo grandes coisas para ti, Escudo Dourado. Honrai teu nome. Thor pegou o pingente com as duas mãos numa velocidade incrível, fascinado com o brilho da pedra no seu cento e do ouro. — Obrigado, vossa grandeza! – Disse animado.Enquanto isso, do lado de fora do castelo, no estábulo para onde haviam levado os cavalos, três pessoas vestidas em roupas e turbantes pretos se aproximavam. Seus olhos vermelhos se escondiam na sombra dos turbantes. Os três cercaram o cavalo de L’ad, que começou a ficar agitado com as presenças estranhas, mas eles ficaram imoveis. — Soru, Sahalo dus... – Dizia o homem na frente do animal. – Aksama de satsiu... – Ele sacou uma faca ornamentada que estava por baixo da sua manga. – Si lone na Nieatsa! – Ele fincou rapidamente a lâmina no pescoço do sleipnorn. Um jato de sangue jorrou nas roupas pretas do assassino, daixando-a quase toda vermelha. O Sleipnorn caiu revelando seu chifre e suas outras duas pernas. A outra pessoa foi para frente do cavalo segurando um copo que retirou do seu bolso. Tirou a faca e recolheu parte do sangue que escoava. Com o copo cheio, o outro, o maior de todos, pegou o animal por uma das pernas carregando-o para fora dali. No seu caminho, eles passavam por vários cadáveres de guardas reais.As pessoas já se aglomeravam aos montes na entrada do castelo, vestidas de azul e branco, as cores da bandeira de Soltzen. 13/08 era uma data importantíssima para a capital. Ela representava o orgulho da nação, o patriotismo e a liberdade do povo de Soltzen (pelo menos, parte dele). Heike desceu de seu trono e saiu da sala, subindo as escadas. Um guarda pediu para que os 5 aventureiros ficassem ali e esperassem sua deixa. A rainha apareceu na varanda do castelo vendo todas aquelas pessoas nas proximidades do mesmo. Ela passou a mão na garganta e começou a falar com uma voz que poderia ser ouvida até o centro da cidade, no vale. — Povo de Soltzen! Meu povo... Temos muito que comemorar nesse dia de 13 de Rentilis de 1613. Não é só o aniversário do maior rei de nossos ancestrais, Tartarus Von Fate XVI, como também já se passaram 2 anos desde a tirania de Epheryus Ei’Tzenbern sobre os soltzen! Para comemorar tudo isso, eu, Rainha Heike Von Fate, designei esses 5 desbravadores de diferentes cidades do país para realizarem um dos maiores sonhos de nossa nação, explorar as terras além da Cordilheira do Crepúsculo! – Os portões do castelo se abriram, e lá estavam eles, saindo com sorrisos estampados nos seus rostos. – Estes são L’ad Is-Kriger, Cécile Fair Is-Kriger, Alana Fairchild, Gaius Gör e Thor Escudo Dourado. – As pessoas gritavam aniumadas com a campanha, mas querendo mesmo é que o desfile anual começasse. – Que os deuses os abençoem durante sua viagem, aventureiros de Soltzen!
— E que eles abençoem o nosso reino! – Gritou L’ad de volta. Guardas cercaram e escoltaram os 5 desbravadores pelo meio da multidão até o estábulo, longe de toda aquela gente. — Mas... O quê houve aqui? – Se perguntou Alana ao ver todos aqueles cadáveres. Todos eles estavam enojados e estupefatos. Lá tinham alguns homens recolhendo os corpos e limpando o lugar. Um deles dirigiu a palavra a Alana. — Nós não sabemos... Uma hora estava tudo na mais perfeita ordem e depois... Isso. O estranho é que os únicos animais mortos foram o cavalo da rainha e esse... Unicórnio de 6 pernas, que eu acho que nem deveria estar aqui. — Esse “unicórnio de 6 pernas” é meu... – Disse L’ad olhando sem reação para o cadáver do sleipnorn. — Vocês são os caras que a rainha escolheu pra viajar pro norte? – Perguntou o homem. — Sim. – Respondeu Gaius, tentando não olhar o sangue. — Nesse caso podemos emprestar um cavalo pra vocês. — Algum unicórnio? – Perguntou L’ad. — Não, senhor. — Então nos tragam um que seja rápido. – Disse o meio-elfo impaciente. Os lacaios da realeza trouxeram-lhes os cavalos, incluindo um majestoso branco novo para L’ad. — Esperamos que este cavalo esteja a teus contentos, senhor L’ad Is-Kriger. Ele é conhecido por aqui como Relâmpago Pálido, pela sua velocidade. — Está bom – Respondeu L’ad logo antes de montar nele. Thor olhou e um pônei para os lados e percebeu que... seu pônei não estava ali. — Ei vocês três humanos! Onde estás o meu pônei? — Pônei? – Perguntaram-se os três serventes. – Ahhh! O pônei! Eles foram até outra parte do estábulo e voltaram com um... Pônei... Roxo. Ao ver aquilo, Thor indignou-se. — Isso és algum tipo de piada de humano? – Perguntou Thor com raiva pensando ter sido caçoado. – Por que se fores, saibam q eu vou enfiar esse pônei em um lugar QUE VOCÊS NÃO VÃO GOSTAR NEM UM POUCO! TRAGAM O MEU MALDITO PÔNEI! Os três serventes começaram a “se rachar” de rir e Alana tentava disfarçar a sua risada. — QUAL É A GRAÇA? – Bradou o anão. Impaciente, L’ad foi com seu cavá-lo pra trás do pônei e tirou uma pequena estaca de madeira que estava presa na traseira dele, trazendo-o novamente a sua aparência original. — Como podem fazer esse tipo de brincadeira quando esses guardas todos estão mortos? Vocês me dão nojo. – Ele fincou a estaca em um deles e saiu calmamente. Este começou a ficar rosa. Gravetos Coloridos são, possivelmente, as coisas mais idiotas já criadas por um mago. São tomo pequenos espinhos no formato de uma estaca que, dependendo da magia neles, deixa o que quer que eles estejam presos, fique colorido. Geralmente é usado para pregar peças e eu realmente não consigo pensar em outro isso para isso, exceto poder pintar sua casa sem muito trabalho. Sem mais tempo para continuar lá, montaram em seus animais e foram em sua jornada para o norte do continente. L’ad estava quieto, olhando simplesmente para o norte, sem fixar seus olhos em nada. Thor tentava pegar frutas das plantas pelas quais passavamAtrás deles estavam Gaius e Cécile, conversando. E atrás de todos, apenas observando, Alana. — Mas... Tanith... Digo... Cécile. Se você não é humana... Quantos anos tem? — 23. — COMO? – Disse o garoto assustado — Desculpa, Gaius, mas quando éramos crianças o sacerdote me obrigava a mentir isso. — Ah... Tudo bem... É compreensível.— Vamos parar um pouco. – Disse Gaius parando o seu cavalo na sombra se uma árvore com atrativas frutas vermelhas. – Seus cavalos já estão caminhando há tempos sem parar. Não queremos desgastá-los. — Como queira – Concordou Alana descendo do cavalo. Quando gaius encostou seu pé no chão dragões sobrevoaram-nos e alguns deles pousaram próximos aos aventureiros. Montado no dragão dourado com asas de penas e um bico curvo no lugar na boca, estava Sir. Gör Kïrke. — ESTÃO PRESOS EM NOME DO CONDADO DE TOTSLUM!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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