Notas iniciais
Oi! Aqui está mais um cap novinho e fresquinho! ^^ E esse titulo... hum... Parece que algo vai acontecer, não é?! O que será...? Que tal lerem para saber? ~.o Vejo vocês lá em baixo!

Para algo como o capitulo anterior, tão tenso e agitado, este até que começa de modo bem calmo. Algo estranho, não? Porque é que depois de tantos problemas viria um dia sorridente em seguida? Bem... não se pode afirmar (com todas as certezas que fazê-lo seria completamente errado) que estes personagens são, de todo, corretos e atinados, por isso...

Mas vamos logo passar ao tempo atual e parar de confusões internas! Ao que me parece temos alguém novo neste capítulo... Quem será este?!

– Foi realmente um pena não teres podido vir connosco passar o fim-de-semana em casa do Francis...

– Eu também queria ir, Arielle, mas o meu treinador já me tinha inscrito naquela prova de natação – explica o moreno de óculos, no assento de autocarro ao lado, libertando um suspiro cansado.

A jovem solta uma risadinha fraca e de seguida solta, em tom de brincadeira:

– Deves estar todo dorido como sempre, né Thomas?

– Tsc. Nem digas nada... – resmunga com o olhar preso na janela do outro lado do corredor.

Os dois passam os últimos segundos de viagem calados e absortos nas conversas alheias em que duas velhinhas reclamavam sobre os netos preguiçosos ou um grupo de rapazes, mais atrás no autocarro, que ouvia a nova história de conquista de um dos integrantes. Assim que o veiculo para na última paragem o moreno levanta-se do seu lugar para barrar por poucos segundos a passagem dos viajantes mais atrás e para ajudar a amiga com a cesta de piquenique enorme que trazia.

– De certeza que era preciso levar tanta coisa...? – pergunta o rapaz, depois de finalmente conseguirem sair do autocarro, enquanto pousava o cesto no chão.

– Certeza... não tenho – admite a outra com uma risadinha fraca – Mas fiquei encarregue de trazer doces e sumos. O que mais ocupa lugar e peso são as garrafas.

– Hum... – Thomas fixa o olhar na cesta e depois na amiga que permanecia de costas no momento – Estou com certas dúvidas na tua capacidade de carregar isto, Arielle... – murmura com uma careta de duvida.

– Hunf! Não sou assim tão fraca – resmunga indignada, com um sorriso divertido.

Nesse momento a morena pega na cesta decidida e ergue-a do chão sem muita dificuldade, digo... nos primeiros momentos, é claro. Depois de mudar a posição do objeto algumas vezes lá conseguiu uma forma confortável de o carregar e começou a caminhar sendo seguida pelo outro com uma distância de metro e meio.

– Só te digo isto: eu ainda vou ter que carregar isso! – comenta com um sorriso de lado.

– Sim, sim, pois...

Nesse momento, ao desviar o olhar para o jovem para lhe lançar um sorriso desafiador e brincalhão, Arielle acaba por não prestar atenção ao caminho e assusta-se ao olhar de novo para a frente e ver um cão cinza e pela sua cintura com os lhos postos na “doce mercadoria”. Com isto ela solta um gritinho de surpresa, deixa a cesta cair ao chão e corre para trás do amigo que ria com a situação.

– Idiota! – exclama irritada, mesmo que cheia de vontade de rir – Sabias que eu me assusto facilmente com cães e não disseste nada! – resmunga beliscando a bochecha do rapaz.

– Ai! – exclama com a suave dor, erguendo a mão ao local beliscado – Não podes dizer que não avisei.

Arielle suspira frustada e permanece agarrada à camisola do mais alto mesmo depois de ver que o cão se fora embora ao perceber que nada dentro da cesta lhe interessava. Ao perceber a reação da morena Thomas decide comentar, mesmo que sem intenção de ofender:

– Esse teu “susto” não seria mais... fobia?

– Não me digas... Sabes que eu nem tinha reparado...? – alfineta, irónica, com uma careta de falsa admiração.

– Boby! Anda cá cãozinho! Está aqui uma menina que quer um abraço! – exclama o moreno, como vingança pela ironia da amiga.

– Não te atrevas! – rosna Arielle, ação que faz o rapaz rir mais uma vez e pegar na cesta.

* * * Time and Space * * * Minutes Later * * *

Depois de poucos minutos de caminhada o casal consegue, finalmente, alcançar o seu destino: “O Parque Velho”. Na verdade o local não era “velho” por estar degradado e a cair aos pedaços mas por ter sido praticamente abandonado depois de terem construído o novo parque, mesmo do outro lado da ponte. Ambos os parques encontram-se localizados à beira rio, apenas divididos por uma ponte vermelho vivo, daquelas próprias para veículos e com espaço para pedestres nas laterais. Quanto ao parque referido, o “velho”, era pouco frequentado mas mil vezes mais bonito do que o novo por ser mais fresco e protegidos pelas copas altas de várias árvores ali plantadas à vários anos. Perfeito para piqueniques!

Thomas e Arielle atravessam a estrada enquanto carregam a cesta juntos e depois alcançam os portões vermelhos descendo a escadaria de cerca de dez degraus que leva ao parque. Ah! Outra coisa que também torna o parque fresco é o fato de este abaixo do nível normal do chão mas... vamos voltar à história, sim?

– Conseguimos! – exclama a morena, um pouco fraca por causa do calor e do esforço, assim que os dois pousam a cesta no final das escadas.

– Eles estão ali – comenta Thomas, também um pouco cansado, mas sem querer demonstrar fraqueza, enquanto aponta para um grupo na relva, à sombra de uma grande árvore, que acenava freneticamente para eles.

– Vamos lá... – murmura Arielle voltando a pegar na cesta sendo seguida pelo amigo – Só mais um pouco...!

Eles voltam a caminhar mas são parados ao passar sob uma das grandes árvores, quando um indivíduo com roupas negras lhes salta praticamente em cima, vindo de um dos ramos.

– Surpresa! – exclama o jovem homem, com um sorriso desafiador.

Ao longe, o resto do grupo observava a cena duvidosa. Não havia ninguém no parque sem serem eles, disso tinham certeza, então... de onde surgiu aquele?!

– T-Tu... – gagueja Arielle ao perceber de quem se tratava – T-Tu és... aquele... na máquina... do tempo... – comenta, diminuindo o tom de voz à medida que avançava, como que com medo de continuar.

– Máquina do tempo...?! – sussurra o moreno de óculos sem entender o que é que se estava a passar.

O sujeito permanece no seu lugar, sem falar nada, apenas com um sorriso que poderia ser chamado de doce enquanto observava cada traço do rosto assustado de Arielle.

– És tão bonita agora como quando mais velha... – murmura maravilhado, retirando de seguida algo que permanecera escondido no bolso direito do casaco comprido: uma arma, mas um pouco estranha.

Thomas e todos os outros ficam agitados ao verem o objeto platinado nas mãos do homem. Ouvem-se gritos agudos de desespero e mais de metade do grupo tenta correr até eles mas são travados por uma parede invisível que o desconhecido fizera aparecer com um estalar de dedos, sem, nem por um segundo, desviar a atenção da jovem à sua frente.

– Vem comigo... – pede calmo e doce, mesmo sendo uma ordem clara, apontando a arma para ela.

Thomas então decide tentar acalmar a situação e coloca um braço em frente à amiga, que parecia quase hipnotizada de medo, como que para puxá-la caso o homem ameaçasse disparar.

– Vamos com calma... Não te serviria de nada matar um de nós... – o rapaz tenta apelar ao bom senso do mais velho conseguindo captar a sua atenção.

O homem sorri de modo irónico, baixa a arma e depois solta, com uma voz animada:

– Oh, não se preocupe Sr. Thomas! Eu AINDA não vou matar ninguém – diz ameaçador, dando ênfase no “ainda”. – Mas não se preocupe! A sua hora vai chegar...

Dito isto o homem volta a estalar os dedos e o jovem cai no chão como se o seu corpo pesasse uma tonelada, mas ainda consciente.

– Mas o que... – murmura entre dentes, com alguma dificuldade em ver o que se passava por causa dos olhos semicerrados e da franja que lhe cobria a visão parcialmente.

– Que tal irmos para um lugar mais reservado? Tenho tantas coisas que te quero contar, mamã! – exclama o homem divertido.

No segundo seguinte o som de disparo é ouvido assustando os pássaros ali perto. Mas mais nada... nada de corpo ferido e ensanguentado. Thomas só conseguiu ver o homem a desaparecer com o vento... assim como a sua amiga.

Notas finais
Então? Então? Está bom? Está mau? Está mais ou menos? Está mais para o mais ou mais para o menos? *-* Comentem please! O que acharam do novo personagem, o Thomas? Confesso que quase esqueci dele ^^' mas decidi dar um pouco de destaque neste como forma de pedir desculpas ao verdadeiro Thomas! ~.o Choco kissus!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.