- Nossa, essa camisola é mais sexy que a outra. — falou enquanto me secava de cima a baixo.

- Safado! — falei jogando uma das almofadas que estavam em uma das poltronas do quarto em sua cara.

- O que é isso? — perguntou curioso enquanto sentava na mina cama e olhava o relógio.

- É tipo um despertador. Mas esse ao invés de apitar pelo horário, apita para indicar que está na hora de tomar determinado remédio.

- E você tá tomando remédio pra que? — perguntou ainda mais curioso.

- Depressão. — falei tão baixo que o mesmo demorou um tempo para entender o que eu havia dito.

- Você está em depressão?... Mas... Por que? — perguntou dessa vez confuso e olhando baixo.

- É uma boa pergunta, pena que... Eu não sei a resposta. — falei dessa vez sorrindo ele logo entendeu que era pra quebrar o clima e riu também.

- Olha, para o que você precisar, conta comigo! — disse me dando um sorriso tão, mas tão meigo, que me fez lembrar de Bill.

- Valeu, Tom! — assim que pronunciei essas palavras o mesmo se aproximou de mim e me deu um abraço.

- Mas... Me diz... Por que você fugiu de mim, lá na piscina? — perguntou sério.

- Eu já ouvi falar algumas coisas sobre você que, sabe não agradam muito. Eu quero alguma coisa séria, não quero aventuras de uma noite só, se é que me entende. — falei sorrindo.

- Entendo sim. — disse retribuindo o sorriso — Acho que você se daria melhor com o meu irmão então. — falou debochadamente.

- Ai, que engraçado! — falei ironicamente.

Ficamos conversando durante horas depois disso. No dia seguinte acordei e da melhor maneira possível. Quando começamos a ficar com sono, nos deitamos na cama, um de frente para o outro, mas não me lembro de ele ter dormido ali comigo. Depois de alguns minutos tentando me lembrar do ocorrido... Me lembrei!

Nos deitamos e eu comecei a ficar com sono. Tom então começou a fazer cafuné a minha cabeça, o que me deu mais sono. Logo adormeci. Quando acordei tive a melhor das visões. Tom estava deitado do mesmo jeito que estava na noite passada. Ele parecia um anjo (só aparência mesmo, viu!), e para a minha felicidade aquele “anjo” estava vestido à caráter. Somente os lençóis tampavam suas boxers, deixando todo o resto à vista.

Me lembrei de que teria ensaio e logo olhei no visor do celular, para ver que horas eram. Ainda eram seis e meia da manhã. Estava tão cedo, mas me lembrei da última vez que ensaiamos, em que, Josh bateu na minha porta às sete em ponto. Tentei me levantar o que não foi possível graças a uma certa pessoa.

Tom segurou meu braço me puxou de volta para baixo dos lençóis. Ele ficou lá me encarando durante segundos que mais se pareceram horas. Sentia meu rosto queimando de tão vermelho que estava.

Notas finais
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