Notas iniciais
cap. beem grandinhuu!!
Quando chegamos lá fomos super bem recebidos por todos. Ver todas aquelas pessoas me olhando contentes e risonhas só aumentava minha auto-confiança. Uma das funcionárias me levou até uma sala que me deu inveja e me fez ficar boquiaberta. Tinha um espelho que cobria a parede onde ficava a penteadeira inteira. E em cima dessa penteadeira haviam toneladas e mais toneladas de todos os tipos de maquiagem. “Eu só posso estar sonhando” pensei comigo mesma. Logo fui surpreendida por um cara que entrou super rápido me medindo dos pés à cabeça. Eu não estava entendendo nada, até que ele se apresentou.

- Oi! — disse ele bem alegre, o que me pareceu “suspeito” — Eu sou Mike! Sou o salvador da pátria dessa emissora. — continuou ele todo contente enquanto arrumava uma cadeira super confortável em frente ao grande espelho e fazendo um gesto para que eu me acomodasse na mesma.

- Oi! — eu respondi entusiasmada — Eu sou... — fui interrompida por um grito tão agudo e tão alto que quase estourou os meus tão delicados tímpanos.

- Não! — ele disse pasmo — Você... — ele começou a gaguejar — Você... É a herdeira...Débora! Isso! Débora! — disse ele me deixando assustada. — Aiin eu não acredito que é você!

- Ah, é?! E por que não? — perguntei muito confusa.

- É uma honra e um antigo sonho diga-se de passagem conhecer você. — explicou ele me olhando com se eu fosse um anjo que desceu à Terra.

- Muito obrigada. Eu fico super feliz de saber que tenho admiradores assim. — eu disse dando-lhe um de meus melhores sorrisos.

De repente ele ficou sério e disse:

- Não temos tempo à perder! Preciso encontrar uma maneira de deixar você mais bonita do que já é... — disse ele com uma cara de pensativo tão engraçada que fez rir.

- Então, eu acho que é melhor você começar, não? — quebrei o silêncio que ali pairava fazendo com ele quase chorasse de emoção.

O mesmo começou a procurar cores e mais cores de maquiagem que correspondessem ao meu estilo que, segundo ele, era de patricinha metida à rocker.

Eu nunca ri tanto em minha vida com um gay como naquele dia.

Quando terminou eu tive um susto. Eu estava parecendo uma estrela de cinema. Achei que não pudesse ficar mais linda, quando entra pela porta uma mulher ruiva com os cabelos curtos e bem repicados dizendo que já iria trazer a minha roupa. Eu respondi acenando positivamente com a cabeça. Logo ela estava de volta com uma roupa que de início parecia ser meio desconfortável, mas quando vesti me senti a garota mais poderosa do mundo.

Era uma calça de couro preta bem justa com um cinto de igual ao que as pessoas compram em galerias de rock. Com aqueles quadradinhos metálicos que eu esqueci o nome. A blusa, ou melhor o top, era preto de mangas compridas e com uma pequena gola no pescoço. Era bem junto e terminava um pouco abaixo dos meus seios. E para completar o look ela me deu uma jaqueta também preta, essa era do tamanho do top e tinha aquelas toucas com pêlos. Eu nunca tinha visto uma jaqueta com tantos pelinhos na touca. Era linda demais. E logo veio o cabeleireiro. Entrou feito um furacão naquela enorme sala, me deixando mais assustada do que quando Mike gritou. Ele disse que precisava ser rápido pois não tínhamos muito tempo. Como se eu já não soubesse, afinal, todos que por ali haviam passado disseram a mesma coisa. Mas ele se surpreendeu ao ver meu cabelo perfeitamente liso.

- Seu cabelo é liso assim mesmo? — ele me perguntou curioso e apontando para meu cabelo.

- É sim. Por que? — eu respondi e perguntei.

- Minha nossa, é lindo. Eu acho que não vou demorar tanto assim. — disse ele olhando orgulhoso para seu reflexo no espelho me fazendo rir novamente — Vou cachear só as pontas com o baby-liss, pode ser? — perguntou.

- Você é quem sabe! — respondi com um sorriso enorme, estava me sentindo uma princesa se arrumando para o baile.

Ele mais do que rápido começou sua importante missão: cachear a ponta do meu cabelo. Um tarefa nada fácil ,já que meu cabelo era completamente escorrido. Terminada sua importante missão, Carlos, o cabeleireiro, saiu todo orgulhoso avisando que eu já estava pronta para entrar.

Quando o programa começou nós já estávamos todos ajeitados em um dos sofás daquele palco. Tinha até platéia, e não era pequena como as de costume não, era enorme. Eu me senti meio tonta com tanta gente me olhando. Talvez estivesse me sentindo assim porque dessa vez eu era o centro das atenções e não a banda em geral.

A apresentadora era muito simpática e bem bonita até. Chamava-se Carla. Era loira, tinha os cabelos compridos e lisos e os olhos bem acinzentados. Ela começou nos apresentando.

- Boa noite, meus queridos telespectadores! Hoje estamos aqui com a banda de rock de maior sucesso no momento: Evanescence. — ela começou e logo todos aplaudiram — Bom, hoje nós teremos uma pequena apresentação acústica da banda e muitas perguntas para esclarecer nossas dúvidas. Continuem aí... — terminou ela chamando os comerciais.

Que não demoraram muito para que acabassem.

- Então... — ela começou a entrevista — Débora, certo? — ela perguntou e eu concordei com a cabeça — Você é parece ser bem nova, quantos anos você tem?

- 13. — respondi.

- Nossa, não parece tão nova assim, eu te dava uns 15. — comentou ela sorrindo eu retribuí. — Então Débora, me disseram que você e banda criaram um apelido pra facilitar pra gente a pronuncia do seu nome, qual é o apelido?

- É Demi! — respondi sorridente.

- E como está sendo pra você... Sabe... Essa vida agitada de herdeira, agora cantora em turnê... Como você se sente com tudo isso?

- Ah, por enquanto tá tudo ótimo. — respondi com um sorriso e logo continuei — É tudo muito novo, então muita coisa me assusta ainda, mas logo eu me acostumo.

- E como você se sente ao subir no palco e ver todas aquelas pessoas gritando o seu nome e o da banda? — ela perguntou entusiasmada.

- É algo inexplicável... É mágico e maravilhoso! — respondi.

- E como foi o primeiro concerto de vocês com a Demi? — dessa vez ela perguntou para os rapazes.

- Foi muito engraçado ver a cara dela antes do show. — comentou Rocky, o baterista fazendo com o resto da banda risse, inclusive eu me lembrando da minha cara.

- Foi mesmo, foi hilário... Ela tava apavorada! — complementou o baixista, William, mas carinhosamente chamado de Will.

- Ah, não tava não... — tentei me defender, mas foi em vão.

- Não magina... — disse Terry, o guitarrista de dreads — Tava pior! — fazendo com que todos ali caíssem na gargalhada.

E a entrevista foi correndo super bem. Aos poucos eu fui me sentindo mais à vontade e os rapazes eram tão palhaços que ninguém ali parou de rir por um só segundo. Foi hilário. Até que chegou a hora da apresentação. Eu iria cantar My Immortal no piano. E estava super nervosa por ser praticamente um show, já que nós estávamos sendo transmitidos ao vivo.