Notas iniciais
esse cap. tah beem grandee... foi mals ai povinhuu, mas eu soh vi depois q postei!!

bjinhuuu
Quando entrei no hotel fui informada de que a banda estava reunida em uma das salas de reunião do mesmo e fui guiada até lá. Lá estavam todos sentados em puffs e jogando vídeo-game ou mexendo em seus notebooks. Logo me entregaram um notebook também dizendo que aquele era meu. Eu não perdi tempo e fui ver meu Orkut, meu Twitter e entrar no meu msn para conversar com os amigos que há muito não via. Eu sentia que algo estava me incomodando, olhei para os lados e percebi que era o barulho do vídeo-game. Olhei na caixa do note e encontrei um fone de cabeça. Pluguei-o no note, mas só quando abri o programa para ouvir música é que percebi de que não tinha música alguma naquele computador. Lembrei-me então do cd que havia comprado mais cedo e coloquei no note para ouvi-lo.

Eram umas músicas meio diferentes, mas muito legais. Aproveitei a internet e pesquisei um pouco mais sobre a banda. Descobri que o vocalista era realmente um homem e que era irmão gêmeo do guitarrista (que também usava dreads), que era 10 minutos mais novo e que pintava o cabelo de preto pois não gostava do loiro. Seu nome era Bill e o de seu irmão era Tom. Descobri também que Tom baseava-se no estilo hip-hop e amava rap alemão. O baixista chamava-se Georg e o baterista Gustav. Desses dois últimos não achei muita coisa, mas também não me interessava muito. Estava interessada mesmo era nos gêmeos, principalmente no mais velho. Ele era simplesmente perfeito., tinha um piercing no lábio e usava roupas tão legais. Não via a hora de ir logo para a Europa e quem sabe trombar com os meninos.

Já faziam três dias que estávamos ali à passeio. Eu estava na minha suíte, dormindo tranquilamente quando ouvi batidas na porta e ao que me parecia era Josh reunindo a banda para irmos para a Europa. Confesso que estava muito

ansiosa, porque além de conhecer mais países europeus, eu também teria a chance de conhecer os meninos do Tokio Hotel. Me arrumei mais que depressa e corri para arrumar também as malas. Um dos Staff da banda veio avisar-me de que eu deveria apenas deixar as malas prontas e me certificar de que não estava esquecendo nada. Segui suas instruções, peguei minha bolsa e desci.

Ao chegar no hall do hotel, avistei meus companheiros e fui caminhando na direção deles. Eles me disseram que a segurança estava tentando afastar um pouco os fãs da porta para que nós pudéssemos sair sem problemas. Quando conseguimos sair, eu vi aquela multidão com cartazes e gritando novamente. Mas dessa vez, eu não estava com medo de ser atacada por eles. Dessa vez eu queria mesmo era estar perto deles, cantando pra eles. Mas novamente fui acordada de meus pensamentos por Josh. Cara, como eu odiava aquilo. Odiava ser acordada de meus pensamentos, inclusive, detesto até hoje. Ele me pediu para não colocar a cabeça ou as mãos para fora do carro. Como se eu já não soubesse disso...

Quando chegamos ao aeroporto, a mesma cena se repetiu. Os fãs pareciam loucos dessa vez, pareciam incontroláveis e ao mesmo tempo felizes. Eu estava com medo dessa vez, afinal, não estava mais dentro de um carro blindado e sim andando cercada de seguranças pelo aeroporto. Fui surpreendida quando Josh nos passou na frente de todas as pessoas que estavam na fila do check-in. Ele disse que nós não precisávamos daquilo porque não iríamos em um avião qualquer e sim, em nosso novo jatinho particular que mais parecia um Boeing.

Logo que entramos fomos nos ajeitando e cada um fez aquilo que achava que deveria fazer. Eu, como até hoje dificilmente durmo durante qualquer viagem, pequei meu iPod e vim escutando músicas que variavam entre Evanescence (com a Amy no vocal, eu queria cantar exatamente como ela), Three Days Grace, que era outra das minhas bandas preferidas e Tokio Hotel, a banda da qual eu comprei o cd antes de sair dos EUA. Mas o sono foi chegando e chegando e quando dei por mim já estávamos prestes a pousar em Portugal, onde seriam os primeiros concertos.

O nome da turnê era Anywhere But Home, então todos os fãs estavam com camisetas com esse título e gritando, como todos os outros. Quando me viram e não viram Amy, fizeram o mesmo que o público fazia nos shows, ficaram quietos e depois gritavam novamente. Eu já estava definitivamente acostumada com tal situação. Tivemos ainda que dar alguns autógrafos, na esperança de conseguirmos sair do aeroporto inteiros e sem magoar os fãs. O que, para mim, era muito importante, pois além de nova na banda, ninguém ali me conhecia, nem sabia se eu cantaria igual à Amy.

Depois de algumas horas, nós estávamos finalmente no hotel. Era bem luxuoso, principalmente os quartos. Quando consegui sair do banho (o que não foi fácil, já que estava frio e a água da banheira super quente), ouvi novamente algumas batidas na porta. Era Josh, dizendo que nós deveríamos nos reunir no quarto dele, para uma pequena reunião.

Coloquei uma calça jeans bem larga, estilo hip-hop e uma regata roxa bem justa. Eu estava realmente inspirada por Tom Kaulitz naquele dia. Todos repararam que Josh estava meio sério e pensativo pois ao entrarmos ele nem se movimentou e agiu como se estivesse filosofando, a cena era hilária e logo todos, inclusive eu, caíram na gargalhada. Josh não sabia bem ao certo, o porque de tanta risada, mas acabou rindo de nós. Alegando estarmos com cara de idiotas e retardados. E que eu estava parecendo uma rapper com aquelas roupas. Mas logo ele começou a falar.

- Bom, eu tava pensando em... Err... Em... — ele não conseguia nem falar o que será que estava acontecendo? — Vocês sabem, né?

- Josh, não enrola, o que aconteceu? — fiquei nervosa e acho que pensei meio alto fazendo com que todos me olhassem espantados.

- Ah, tá, desculpa. Bom, eu não sei se vocês sabem, mas até agora nós não fizemos nenhuma declaração ao público de que a Débora seria a nova vocalista da banda. — isso deixou todos um pouco mais confusos.

- Como assim? Lá nos EUA tinhas dezenas de cartazes com fotos minhas. — eu tava perdidinha.

- Internet. — ele tava certo, só tinha uma resposta pra isso. — E nós precisamos fazer esse anúncio logo, explicando os motivo e tudo mais. — continuou.

- E onde e quando você pretende fazer esse “anúncio”? — perguntou o baterista.

- Se possível, essa semana. — disse ele ainda um pouco pensativo.

- E se nós re-lançássemos o The Fallen? — (The Fallen foi o 1º álbum de sucesso da banda) perguntou um dos guitarristas

- É... É, boa idéia! Então é isso! Nós vamos regravar o álbum com a Débora no vocal. — disse Josh me olhando curioso. — A gente fala sobre isso no anúncio também.