- Vocês querem entrar? — ele perguntou apontando para uma porta onde não havia fila alguma e era toda prateada. — É, queremos sim. — percebendo a reação dos fãs que estavam quase desistindo da fila para uma pequena sessão de autógrafos, ele nos guiou rápido e colocou-nos porta adentro. Quando olhamos em volta, ficamos super agitados, o lugar estava bombando e tudo ali brilhava devido às luzes do local. Nós seguimos pelo corredor e logo chegamos a uma sala enorme, com sofás e um bar. Logo uma recepcionista veio falar conosco e dizendo que se quiséssemos poderíamos descer para a pista de dança e depois voltar para o espaço VIP, mas que precisávamos usar umas pulseirinhas. Foi o que fizemos. Colocamos as tais pulseiras e descemos. Pedimos uns drinks e ficamos conversando um pouco até que um cara, bonito até, me chamou pra dançar com ele. Terry ficou encarando o cara que nem ligou pra ele. Como meu drink ainda estava no começo, eu levei-o para a pista. O que eu não imaginava, é que aquela balada também era super conhecida por ter várias pessoas famosas que, quando estavam afim apareciam por lá. Mas já era tarde quando descobri. Eu via vários flashes sendo lançados na direção em que eu e o menino que eu tinha acabado de conhecer estávamos. “Devem ser as luzes.” pensei. O mesmo ocorreu quando eu parei de dançar e voltei ao bar com os rapazes. Quando nos demos conta estávamos todos bêbados e foi nesse dia que eu vi pela primeira vez o Will falar de verdade. Ele não ficava quieto e estava sempre tentando pegar alguma garota lá dentro e sempre levava um fora, o que nos fazia rir constantemente. Pagamos a conta e fomos embora. Chegando no hotel, nós “tentamos” ir até o corredor. Sim, tentamos, pois estávamos todos tão bêbados que tentávamos nos apoiar uns nos outros para andar até o elevador. Com nosso esforço e a ajuda de uns quatro funcionários do hotel nós chegamos até nossos quartos. Me assustei quando olhei no visor do meu celular e vi que eram 5:30 da manhã. Não pensei duas vezes, apenas tirei as sandálias e me atirei na cama caindo em sono profundo. Acordei com o que me pareciam ser “marteladas” na porta. Eu estava com uma dor de cabeça infernal, minha cabeça parecia estar a ponto de explodir cada vez que eu piscava os olhos. Eu me levantei e quando me olhe no espelho, me assustei. Eu estava descabelada, com a maquiagem borrada, toda amarrotada, enfim, e pra piorar eu tava parecendo um panda, por causa das olheiras. Foi quando me assustei ainda mais. Pensei comigo mesma “ Não é possível, como posso estar com essas olheiras...”. Mas, logo minhas respostas foram encontradas. Olhei para o relógio e quase caí pra trás. Eram 6:30 da manhã. E tinha dormido apenas uma horinha. Quando ouvi a voz de Josh me chamando bravo, respondi que já estava de pé e que iria me trocar. Ele então de bater na minha porta, mas ainda podia ouvi-lo em alto e bom som chamando os outros. Corri para o banheiro e fiz minha higiene matinal mais que depressa, afinal, ainda tinha que fazer um make super reforçado pra tentar disfarçar as olheiras. Depois de um bom banho e maquiada, fui escolher minha roupa. Eu estava tão cansada u nem me preocupei muito. Apenas olhei o clima pela janela e logo escolhi que roupa vestir. Escolhi uma calça jeans cinza e uma bota de plataforma, não estava agüentando nem andar descalça por causa do salto. E coloquei uma bata preta caída em um dos ombros. Desci de óculos escuros e com cara de enterro. Esperava que ninguém notasse, mas para a minha infelicidade encontro Rocky (o rei dos comentários toscos) no elevador. Eu disse com dia e ele respondeu. Fiquei mais sossegada quando vi que ele também estava de óculos escuros. — Também está com olheira? — ele me perguntou com a voz meio rouca. — Uhum. — respondi. Quando saímos do elevador demos de cara com os outros membros da banda sentados em uma das mesas do refeitório já tomando “café”. Sim, ele estavam afundados na ressaca e Josh que estava de pé falando ao telefone irritado parecia saber de algo. Quando olhei na mesa haviam cartelas e mais cartelas de um analgésico que eu não conhecia, mas que fiz questão de experimentar, afinal, a minha cabeça piorava a cada segundo. E para complementar haviam garrafas e mais garrafas de água gelada e Coca-Cola. Todos estavam usando óculos escuros também. Parecia que estávamos indo para o enterro de alguém ou até mesmo que éramos vampiros fugindo da luz solar. Josh desligou e telefone e jogou 5 jornais na mesa. Todos iguais. Nada de interessante até que olhei mais atentamente a capa. “Droga!...Ai, meu Deus, o Josh vai nos xingar até a morte, isso se ele não nos matar primeiro!” Meus pensamentos foram interrompidos por Josh que perguntou o que nós estávamos fazendo naquela boate. E o que eu estava fazendo com um drink nas minhas mãos. Eu nada respondi apenas continuei lendo o que estava escrito sobre a nossa pequena fuga. E os outros faziam o mesmo. Josh se sentou ao meu lado e perguntou algumas coisas que eu não podia entender, e nem queria. Quando percebeu que eu não estava ouvindo ele parou de falar e se levantou da mesa onde nós estávamos sentados. Disse que era pra tomarmos o “café” e depois irmos direto para o hall, pois em seguida nós tínhamos que ensaiar. Nem preciso dizer que o ensaio foi uma tortura, né?! Não porque nós não estávamos tocando bem, mas porque todos estavam com tanta dor de cabeça que não estávamos agüentando tocar mais nada. Josh percebeu o quanto estávamos sofrendo ali e nem por isso parou os ensaios. Acho que ele viu aquilo como uma oportunidade de nos castigar pela noitada. Terminados os ensaios nós voltamos para o hotel. No caminho nós íamos discutindo alguns assuntos sobre a noite passada, o que parecia não estar chateando Josh, porém o mesmo foi em silêncio o caminho inteiro. E assim ficou o resto do dia. Só falava conosco quando necessário, pra dar algum aviso ou explicar algo importante. Aquilo estava realmente me irritando. Detesto quando as pessoas fingem que não estamos por perto ou fingem que não se importam. E era exatamente isso que ele estava fazendo naquele momento.