Passionate
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Vaila acordou. Não sonhou, seus sonhos foram tão sombrios quanto o lugar em que se encontrava. Acordou confusa e desarrumada numa cama, não sabia onde estava.
— Olá? — disse Vaila, mas ninguém a respondeu.
Como, aparentemente, não tinha ninguém ali, Vaila decidiu levantar. Assim pôs os pés no chão, lembrou-se de tudo que aconteceu antes de desmaiar. Bom... Quase tudo, lembrava-se do pôr do sol, do coelho, da floresta escura e de...
— Olá. — o ser escuro e sombrio apareceu de repente.
Logo depois de um grito, Vaila começou a correr, mas uma mão segurou seu braço rapidamente.
— Você não pode sair ainda, ESTÁ ESCURO. — no começo, ele parecia gentil, mas ao ficar bruto no final de sua frase, Vaila sentiu o perigo daquele homem.
Resolveu ficar, não por medo, mas por não ter energia o suficiente para correr. Ela havia comido algo? Uma... Maçã?
— Você não deveria comer tudo que encontra por aí, aquela maçã estava estragada e suja e, pelo visto, você é muito fraca. — disse o homem.
Ao ouvir isso, Vaila abriu totalmente suas asas e franziu o cenho, assim demonstrava que estava irritada.
— Haha! Não fique irritada, fadinha, não falei por mal. Afinal, qual seu nome?
— ...
— Fale! — o homem fechou o punho.
— V-Vaila.
— O meu é Neil. Tome isso, é água. — Neil forçou um pote com água na boca de Vaila, que começou a engasgar.
— P-por que fez isso? Eu me afoguei.
— Você não parecia inteligente o bastante pra fazer algo por si mesma.
— Você não me conhece.
Vaila se afastou e sentou na cama.
— Já é noite? — ousou perguntar, depois de vários minutos sem nenhuma conversa.
— Aqui sempre é noite. Por isso os elfos saíram, não aguentaram a escuridão da floresta — Neil começou a sussurrar. — não aguentaram compartilhá-la conosco...
— Do que você está falando? Os elfos nunca morariam aqui, numa floresta apodrecida, pelo menos procurariam uma melhor. E, pelo que sei, eles sempre estiveram entre nós, fadas.
— Não julgue toda a floresta só por causa de uma maçã, aqui é o único lugar que permitiria a sobrevivência da minha espécie. Aparentemente, você não sabe de nada sobre o passado da sua aldeia, certo?
— É uma vila.
— Pobre alma desinformada... De qualquer jeito, manterei você presa aqui como forma de negociação com seu povo.
— Você é um daqueles monstros que todo mundo está falando?
Neil começou a rir.
Então, Vaila olhou para aquele homem e começou a brilhar, era um brilho intenso, que causaria uma queimadura de primeiro grau em qualquer um que a tocasse. Era sua forma de defesa, afinal.
Mas nele, o efeito do brilho parecia ser bem mais potente. Vaila não entendeu de início, mas depois tudo ficou claro. Quando percebeu o tamanho do perigo em que se encontrava, não pôde pensar em fazer nada além de gritar e fugir.
Fale com o autor