Passado de Kanda e o Presente de Allen
3 Cap 3 – Koizume Taiko.
— Tem algo me incomodando – Kanda disse ficando de pé e apontando a espada em direção ao peitoral de Shingo – Samurais usam faixas apenas no abdômen e não até o peito... – ele olhou fixamente para Shingo.
— Eu apenas me machuquei... Mas por que da pergunta Kanda Yuu? – ele devolveu o olhar.— Por isso – disse e logo após cortou o traje e as faixas em dois, sem cortar a pele, em um ligeiro golpe.
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Kanda confirmou o que tinha quase certeza, guardou a katana de volta a bainha e olhou para Shingo dizendo. — Uma mulher – ele sorriu – por que não disse antes.
— Porque deveria ? – disse segurando os trapos para se tampar – Para ser humilhada e maltratada de novo – a voz agora era a de uma mulher, a raiva estava estampada na cara dela.
— Não julgo por sexo – ele disse jogando a parte de cima dos trajes e jogando sobre ela.
— Talvez você não, mas nossa sociedade e muitos guerreiros ainda sim – ela tinha pouco corpo, mas agora ele sabia que ela era uma mulher e poderia usar isso contra ela – o que você quer para guardar meu segredo?
— Eu quero... Uma revanche! Quero ir com você até o dia que ficar mais forte e te vencer que tal? – ele a olhava sério – Mas antes, você tem seu premio... Vou fazer algo para você comer e arrumarei um local para você dormir e tomar banho por hoje.
— Eu aceito o trato – sorriu até feliz, o que fez Kanda ficar corado de leve.
— Qual o seu nome de verdade?
— Taiko! Koizume Taiko – ela disse simplesmente – me chame só de Taiko.
Pouco tempo depois Kanda a deixou sozinha na sala de luta e mandou todos os alunos de volta a suas casas, excerto aquele que era o melhor que morava com ele, Taiko ficara no mesmo lugar até Kanda falar que seu banho estava pronto, ele a guiou até uma pequena sala de banho, aonde avia uma grande banheira de pedras que era aquecida ao lado de fora por lenha queimada, ela fora tomar banho, a água quente ajudou a tirar toda a sujeira, ele lhe emprestou trajes de seu aluno e o que ela usava pediu para que o mesmo lavasse para que no dia seguinte ela pudesse usar, ela logo teve uma grande refeição e fora dormir em um quarto extra que havia no dojo.
Kanda conversara com o aluno, este seria o responsável e sucessor daquele lugar dali em diante, o mesmo como melhor já estava em nível de mestre e aceitou honradamente o papel como novo mestre. Yuu antes de ir dormir arrumou suas coisas, dinheiro, suprimentos básicos e sua Katana preferida, uma espada que a lamina tinha ora que brilhava negra e ora parecia reluzir a luz da lua.
A noite fora longa e fresca. Taiko acabou dormindo bem até a manhã seguinte, levantou pegou as roupas do varal e fora de novo a sala de treino e luta do dojo lá kanda estava pronto a esperar.
— Só um aviso, se você estiver para morrer, com fome ou o que seja, eu não irei te ajudar ou te carregar – disse ela arrumando as próprias espadas na cintura, ela falou com a voz forçada que usava em seu disfarce.
Kanda percebeu, ela era uma Japonesa muito bela.
Eles foram embora do dojo e da cidade, e a partir dali seriam os dois a andar numa estrada que os guiariam até Tókio ou melhor a antiga Edo, seria um caminho longo levariam um mês se não descansassem.
— Para aonde você ira agora, andarilho? – ele disse a olhando sério seguindo mais atrás.
— Para Edo, lá tenho assuntos a resolver e preciso também falar com um amigo, é mais fácil por aquele lugar – ela parou e virou para encara-lo – você realmente vai me seguir?
— Sim claro – ele disso com um sorriso frio.
— Então vou te contar algo, eu não sou só um simples andarilho – ela fez uma pausa – no caminho você verá o que eu posso fazer ou não, isso depende se você não acabar sendo morto primeiro – ela se virou para frente e voltou a andar, isso dava calafrios em Kanda.
— Eu te direi só essa vez – ele sorriu, apesar do medo que sentiu, isso tudo indicava que sua viagem seria divertida – eu posso dar conta de mim mesmo e ainda te proteger.
— E por que motivo você vai me proteger? – ela continuava a andar a frente dele seguindo a trilha calmamente carregando nos ombros um pouco de alimentos para o resto da viagem.
— Por que eu não quero perder uma grande oponente – ele falou sério.
Ela só riu, mas logo continuou a viagem em silêncio por aquele dia.
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