Notas iniciais
Estava ouvindo uma música e então me veio a cabeça escrever essa ones, eu gostei de escrever e espero que vocês gostem de ler e comentem !

Era uma noite fria e chuvosa, as ruas estavam praticamente desertas. O vento era tão forte que balançara as folhas das arvores, arrancando-as e fazendo-as voar ate o chão. Ele caminhava levemente sobre elas, não importando com aquela forte tempestade que estará por vim. Elliot só tinha em mente, seu destino final – pensava.

A brisa do vento assoprava forte em seu rosto, era uma boa sensação, ele fechava seus olhos e por algumas vezes acreditara que estava flutuando juntamente com as folhas.

Os pingos d’água caiam sobre ele, e mesmo assim Elliot continuava com passos lentos, pisando por cima das folhas, ouvindo as gotas caírem na superfície e o zumbido do vento soprar forte em seus ouvidos.

Ele só aumentou os passos quando as luzes atrás de si apagaram uma a uma, Elliot olhou para trás e se surpreendeu com escuridão, e a sua frente ás luzes ameaçavam falhar, tornando seu trajeto um pouco mais complicado.

A cada segundo o vento batia mais forte – e já não era mais uma sensação boa –, Elliot puxou a gola do casaco colocando sob os ouvidos e se abraçou esfregando as mãos em seus braços, tentando se aquecer.

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Olivia fechou a ultima janela restante, voltou para a poltrona e puxou o cobertor para si, se enrolou no mesmo e se acomodou. Ligou a televisão e mesmo sem querer apertava o controle em busca de algum canal. Ela desistiu da idéia ao perceber que não havia a menor graça de assistir tv sozinha – ainda mais naquele frio.

Ela jogou o controle no chão, fechou os olhos e “ouvia” todo o vazio daquele apartamento. Olivia resmungou para si o fato de estar sozinha, e antes que pudesse dar continuidade, ouviu as batidas na porta.

Ela bufou com a idéia de ter de se levantar e ir até a porta, ignorou as batidas, mas não podia ignorar também a campainha que tocava consecutivas vezes.

Olivia: droga! – se levantando

Ela foi até a porta, nem perguntou quem era, simplesmente a abriu.

Olivia: Elliot? – disse completamente surpresa

Elliot: deixe-me entrar – disse tremendo – por favor – sorriu

Olivia: course – cedendo um espaço

Elliot adentrou e caminhou até o centro da sala, Olivia se aproximava dele e olhava assustada, ele estava completamente molhado e tremulo.

Olivia: Ell, o que aconteceu? – ainda olhava para ele

Elliot: eu precisava conversar com você – disse em meio á dificuldade

Olivia: Oh my god, you crazy? – parou em frente a ele

Elliot: I think so – sorriu

Olivia: eu vou pegar umas toalhas para você

Enquanto Olivia se ausentou, Elliot começou a tirar seu casaco e em seguida sua blusa, ele jogou suas roupas no chão, e já se sentia um pouco mais aquecido.

Olivia caminhava até ele ainda mais surpresa, mas não pôde deixar de sorrir ao ver seu parceiro sem camisa, ela desfez o sorriso dos lábios quando Elliot a fitou.

Elliot: I’m sorry for ..

Olivia: I’ts okay – sorriu meio envergonhada – tome – ergueu os braços lhe entregando a toalha

Elliot: Thank you – sorriu

Ela observava Elliot se secar, o modo como ele deslizava a toalha em seu corpo e quão forte ele era. Olivia sentia seu coração ficar cada vez mais acelerado, e seus olhos permaneciam fixados em Elliot.

Olivia: você vai ficar doente – disse baixinho ainda observando-o

Elliot: eu não me importo – levando a toalha ao rosto

Olivia: quer que eu faça algo quente para você beber?

Elliot: não – olhou para ela – não é preciso

Olivia: você está melhor? – se sentou

Elliot: yeah, thanks

Olivia buscava entender qual motivo traria seu parceiro naquela noite chuvosa até sua casa, e o que tanto ele precisava conversar. Mas não era sacrifício nenhum para ela estar ali, tão perto dele.

O silencio era completo, Elliot olhava para ela e sorria ao perceber que Olivia estava corada de tanta vergonha. Ele não entendia o porque dela sempre se sentir envergonhada ao lado dele, mas achava lindo o modo como ela fazia quando estava nervosa: franzia o cenho e raspava os dentes nos lábios diversas vezes.

Olivia: do que você está rindo? – tentando acabar com aquele maldito silêncio

Elliot: de você – disse sorrindo – do quão corada você fica quando sente vergonha

Olivia: eu não estou envergonhada Ell – gaguejou

Elliot: e você não sabe mentir – provocou

Olivia: cala a boca Ell – corando ainda mais

Elliot: viu? – olhando para ela – você está mais vermelha – sorria

Olivia: não, eu não estou – olhou para ele

Elliot: eu te conheço á quantos anos mesmo? – ironizou – doze anos?! E eu ainda acho engraçado quando você franze a testa quando está nervosa e fica corada quando se senti envergonhada.

Olivia: come on – eu não faço isso – sorriu

Elliot: não?

Ele olhou diretamente dentro de seus olhos e sentou-se bem próximo a Olivia, colocando sua mão sob a dela.

Olivia: então .. – tirando sua mão da dele – o que você veio fazer aqui? – disse constrangida

Elliot: você não faz idéia? – pegou na mão dela novamente

Olivia: Ell, não faça isso – sussurrou

Elliot: Liv há doze anos eu espero por uma oportunidade, e quantas eu já perdi – acariciando a mão dela – eu nunca entendi isso que eu sinto por você, o jeito como meu coração fica agitado quanto eu estou perto de você,o modo como você sorri, o jeito como você me olha, a maneira como você faz as coisas, eu sempre gostei de ter você por perto ..

Olivia: Elliot .. – o interrompeu

Elliot: eu sempre gostei de nunca saber que você tinha um namorado – sussurrou – mas eu morria de ciúmes só em pensar, e há doze anos eu espero para dizer que eu te amo Olivia, eu sempre te amei, desde o primeiro dia em que a vi.

Olivia estava perplexa, ela mal conseguia dar conta de tudo aquilo que Elliot dissera, ela sempre esperou ouvir aquilo, mas, não sabia se estava realmente pronta para ouvir.

Olivia: Elliot, eu .. – gaguejou

Elliot: Liv, eu quero ficar com você, quero poder ficar com você, mas eu preciso saber o que você quer.

Olivia: Ell, eu passei a minha vida toda procurando um homem certo, mas nunca tive sorte quanto a isso, quando eu saia com um cara, eu sempre acreditava ser ele o cara certo – disse em meio a lágrimas – só que ai eu parei de procurar – olhou para ele – porque ele sempre esteve ao meu lado. Always . Mas, eu não posso fazer isso.

Elliot: I'm sorry, but, don't understand

Olivia: Elliot, I Love you – enxugando as lágrimas do rosto – but .. I can't

Elliot: eu continuo sem entender Liv

Olivia: há vezes em que o amor não é suficiente Ell – suspirou – eu sei o quanto eu te amo e também sei que você me ama, mas eu não consigo arriscar nossa amizade, nossa parceria, por um relacionamento que sequer pode dar certo

Elliot: mas podemos tentar Liv

Olivia: não Ell, não podemos, porque eu sei que nossas diferenças falaram mais alto, e também sei que quando isso acontecer, eu vou querer me afastar de você, como sempre fiz a outras pessoas – olhou para ele

Elliot: Liv, eu prometo que não vai ser assim, eu te amo e não vou machucá-la

Olivia: eu não tenho dúvida disso Ell, mas eu tenho medo de machucar você e por te amar eu vou abrir mão disso – chorando

Elliot: e quando eu sentir aquela vontade louca de te beijar, de tocar em você e dizer que eu te amo mais que tudo no mundo?

Olivia: – sorriu – então você olha dentro dos meus olhos e eles dirão “eu te amo” para mim, você pega em minhas mãos e começa a acariciá-las com as suas, assim você estará me tocando .

Elliot: e quando eu quiser te beijar?

Olivia: quando você sentir vontade de me beijar, você fecha seus olhos, toca com seu polegar os lábios e assim eu estarei te beijando – sussurrou

Elliot então olhou dentro dos olhos dela, pegou em sua mão e começou a tocar levemente com a sua, ele enfiou seus dedos aos dela e apertou forte, e com a outra mão ele trouxe os dedos dela próximo aos seus lábios, mas antes que ele pudesse fazer mais alguma coisa, Olivia começou a tocar levemente em seu rosto – mas ainda mantinha a outra mão dada a ele – desceu até o canto de sua boca, e deslizou até seus lábios onde começou a pressionar delicadamente.

XxxX

Notas finais
Espero que gostem ^^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!