Passaram-se alguns dias para que os outros partissem na missão.

Leo podia dizer que ele e a Lilah já eram bons amigos até. As vezes, quando ele olhava para Lilah ele a achava mais bonita a cada dia. O sorriso dela. Os olhos dela. Os cabelos dela... Tudo nela era perfeito.

Na manhã que Annabeth, Percy e Clarisse partiram para missão, os cabelos negros dela estavam presos numa trança, estava usando a blusa do acampamento e uma calça jeans. Nos pés, calçava os All Stars de sempre.

No dia seguinte, Leo levou Lilah ao arsenal para escolher uma arma. E mais uma vez, como de costume, Lilah o surpreendeu.

-Oh, mas eu já tenho uma arma. Ela sacou do bolso uma caneta e a balançou como se fosse obvio. Ela a destampou e no lugar da caneta surgiu uma espada de bronze celestial.

-Qual é desse lance de "canetas-espadas" de vocês, filhos de Poseidon?

Lilah riu.

-Ah, sei lá. O Tyson que fez pra mim, disse que era para eu me lembrar do Percy. Respondeu ela.

-Mas para você, não seria melhor uma adaga ou algo do tipo?

-Eu não luto com adagas. São muito curtas, me dou melhor com espadas.

Leo arqueou as sobrancelhas.

-No dia que você não for mais uma caixinha de surpresas o mundo vai acabar.

Lilah encostou o bocal da caneta na ponta da lança e a espada voltou a ser uma simples caneta novamente.

-Então pelo visto o mundo não vai acabar tão cedo — Disse ela sem conter um riso.

Ela pôs a caneta de volta no bolso e fitou Leo com os brilhantes olhos verdes.

-Você é um bom amigo, Leo Valdez.

-Pena que só um amigo.. Leo falou tão baixo que achou que ela não fosse ouvir.

Achou.

-O que? — Perguntou ela — Não ouvi o que você disse.

-Nada! E-eu não disse nada! O nariz de Leo se incendiou e ele apagou-o ligeiramente.

-Nossa cara, seu nariz acaba de pegar fogo. Agora que você vai ter que dizer mesmo.

-Não foi nada não. Foi besteira. — Ele deu de ombros tentando parecer tranquilo.

Lilah fez uma cara de interrogação.

-Se não foi nada de, por que foi besteira? Perguntou ela confusa.

Leo nada disse. Até que ela entendeu.

-Ahh.. ha! Disfarça. Fala Leo! Insistiu ela fazendo sua melhor cara de boazinha.

-Que bruxaria é essa? Essa "maracutaia" ai? Eu quero falar, mas não posso, merda.

Lilah riu.

-"Maracutaia"? É serio? Anda, fala Valdez.

-Hã... — Ele se viu tentado a falar — não.

Ela suspirou.

-Ta bom então né, senão quiser não fala. — Disse ela por fim.

Leo suspirou de alivio.

Ela caminhou para um canto e se sentou sobre um pequeno murinho e Leo ao seu lado.

Ficaram um tempo em silêncio, até Lilah "atacar" Leo fazendo cócegas nele.

-Agora você vai falar! — Disse ela num tom brincalhão.

Leo estava tendo um ataque de risos e tentou conter as mãos rápidas de Lilah que o atacavam. Ele segurou as mãos dela e então revidou o "ataque" de cocegas nela.

Estavam tão perto um do outro que mal repararam. Ela gargalhava sem parar. Foi então que segurou uma das mãos de Leo, ela derrapou do muro e seria uma queda feia, se não fosse por Leo que a puxou.

Os risos dos dois cessaram. Os lábios de Lilah estavam á poucos centímetros dos dele. Ele podia sentir a respiração ofegante dela. A mão dele que ela havia segurado estava junto a dela sobre o peito dele e a outra estava na cintura dela.

Leo inclinou-se um pouco e sentiu os lábios dela nos dele e um formigamento correu seu corpo. Um leve beijo que se transformou num beijo intenso e caloroso quando a língua de Leo pediu entrada na boca dela e ela permitiu.

Ele pressionava o corpo dela contra o dele cada vez mais, até que ela desabou sobre ele. Prosseguiram naquele beijo até faltar ar e os lábios deles se separaram.

Eles se sentaram rapidamente e se encararam por um tempo. Sem palavras ou ar por um tempo. Foi então que Lilah virou-se de frente para Leo e lhe correspondeu o beijo. Ele não pareceu surpreso, pelo contrario, suas mãos roçaram nas costas dela puxando-a para seu colo. Os braços dela estavam entrelaçados em seu pescoço e ela cedeu a ele sentado-se em seu colo. Ele desceu as mãos das costas até a cintura dela, segurando-a.

Os lábios deles se separaram depois de um bom tempo e Lilah deu-lhe um leve selinho.

Leo não pôde deixar de sorrir. Principalmente depois de um beijo daqueles. Lilah também não conteve o sorriso.

-Para alguém que nunca tinha beijado ninguém, você ta de parabéns hein. — Disse Leo com as mãos ainda pousadas sobre a cintura dela.

A pele dela corou.

-Acho que... obrigado.

Eles se olharam por instante, mas a atenção deles foi tirada quando ouviram uma voz entrando no arsenal e se aproximando.

-Melhor irmos — Sugeriu ela se levantando. Ele a seguiu enquanto eles tentavam sair sem serem notados.

Ao saírem, Leo puxou Lilah para um canto vazio e deu-lhe outro beijo.

Ele entreabriu os olhos e notou alguém saindo do arsenal. Leo a puxou para trás do arsenal, mas foi tarde mais, seja lá quem fosse já tinha visto o vulto dos dois e caminhou devagar até lá.

-Ooi? Quem estava dando uns amassos ai?

Eles não reconheceram a voz e se entreolharam.

-Agora fudeu. Disse Leo.

-O que fazemos? Não da...

Leo se abaixou puxando uma pedra do canto.

-Que tal um pouco de fumaça? Sugeriu ele.

Lilah assentiu disparando um jato d'água na pedra acompanhada de Leo disparando chamas. Uma nuvem de fumaça se estendeu sobre eles.

A pessoa tossiu.

-Ai, credo, quem fez isso?! Vai estragar meu cabelo! Soou a voz feminina.

Provavelmente uma filha de Afrodite.

Lilah tapou a boca com a mão contendo e riso e ela e Leo correram.

Notas finais
hm.. que nome vocês dariam para o shipp de Leo e Lilah?