Paris Nights/New York Mornings
1 So Sick (Prólogo)
Notas iniciais
Boa leitura, espero que seja de seu agrado!
Certo, comecemos com uma simples e – talvez – breve explicação.
Estava eu, há alguns dias, separando os pertences do meu ex-namorado, um francês que atende pelo nome de “Michél”, após ele ter me dispensado e simplesmente sumir. Enquanto revirava meu apartamento localizado logo a frente do Bryant Park, em Manhattam, procurando cada mínimo objeto que fosse de sua possa para caso algum dia ele dê notícias e resolva vir buscá-los, lembranças começaram a vir cada vez mais à tona toda e qualquer vez que eu mexia em algum pertence, fosse meu, dele ou de outro alguém...
E acabei por prender-me àquilo, meus olhos claros fixos no objeto da vez pesando em minha mãos, apenas uma única pergunta vagando por minha cabeça: Como pude me esquecer disto tudo?
Enquanto eu passava minutos apenas com o olhar vago no horizonte, automaticamente repassando o amontoado de lembranças, importantes ou não, por minha mente, veio uma enxurrada de sentimentos e emoções, em especial angústia. E medo.
Medo por acabar me esquecendo disso tudo algum dia. Angústia disso realmente acontecer.
E então, em um súbito pânico, me pus a levantar de pronto, deixando a arrumação ironicamente desarrumada e indo sentar-me em frente ao meu McBook, onde encontro-me a digitar apenas as lembranças mais marcantes de minha vida – aquelas que realmente me ensinaram muito e que me fizeram ser quem eu sou hoje.
E eu sei que isso era para ser escrito apenas para mim mesmo ler e reler em momentos de fraqueza – afinal, quem não os tem? – ou apenas para assegurar-me das experiências mais marcantes pelas quais vivenciei com o decorrer de minha vida, mas...
Bom, nunca se sabe quem está por trás da tela do computador, certo?
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