Parfaite

19 Capítulo 19 - Ghost Of You.


Notas iniciais
DESCULPEM PELOAMORDEDEUS PELA DEMORA ;;
Sei que sou uma autora sem coração, mas a faculdade está comendo minha imaginação, eu não ando com ânimo pra nada e estou sem dormir direito há uns dez dias, então, perdoem pelos prováveis erros de português.
Mas aqui está a continuação.
Muito obrigada a todas que comentaram, a todas que me disseram no que errei, isso sempre me ajuda muito. Desculpem se decepcionei vocês no ultimo capítulo.
Eu tinha pensado num final, mas a Jigoku Geisha me fez mudar de ideia... Atualmente, aparentemente, ela excluiu a conta, mas foi o review dela que eu escolhi, mesmo tendo ficado muito em dúvida com a Kagerou, dentre outras.
Deve estar um lixo o chappie porque eu não escrevia há eras, mas, mesmo assim...
Espero que gostem um pouquinho pelo menos.

[ Uruha’s POV ]

“Would you danceIf I asked you to dance?

Would you run

And never look back?

Would you cryIf you saw me cryin'

Would you save my soul tonight?”

[ Hero ]

– 10mm de epinefrina! – Akira tinha acabado de chegar, gritando... Mas ninguém se moveu. Dos dois internos e três enfermeiros que estavam a sua volta, tudo que ele obteve foi silêncio por segundos intermináveis enquanto ele fazia massagem cardíaca.

– Doutor... Já demos três doses de epinefrina nos últimos dez minutos. – Qualquer idiota entenderia o que aquilo queria dizer.

– EU NÃO PERGUNTEI QUANTAS DOSES VOCÊS DERAM! APLIQUEM MAIS UMA! – E só assim uma das enfermeiras se mexeu, fazendo o que ele mandava, mesmo que seus olhos dissessem que aquilo era perda de recursos.

O garoto estava morto... Por mais que todos naquela sala desejassem o total oposto, nada iria mudar o fato de que sua vida tinha terminado ali. Que ele nunca chegaria a envelhecer, ter filhos, netos, concluir a faculdade... Nada.

Reita estava descontrolado, o olhar febril e a maneira maníaca com que continuava a massagem cardíaca me dizia isso. Ele achava que a culpa era dele. Os parentes do menino, caso estivessem atrás de um culpado, também o culpariam.

Mas só iríamos descobrir se teríamos um processo nas costas, quando saíssemos dali.

Quando alguém anunciasse.

Eu deveria ter feito isso, deveria ter coagido algum interno a anunciar antes mesmo que Akira entrasse na sala.

Eu deveria...

O problema era que eu estava tão aterrorizado com a idéia de ter causado a morte dele quanto o Suzuki.

– Akira-sama... Ele... Não seria melhor... Declarar? – Uma das internas, Minako, finalmente teve a coragem que eu não tinha, entretanto, assim que a moça soltou essa pergunta, eu soube que ela receberia uma resposta diferente do que esperava.

– Porque eu sempre mando vocês fazerem tantos procedimentos nos pacientes em emergência? Em pacientes que vocês consideram mortos? — A voz dele tinha baixado vários tons, embora o suor, do esforço em tentar fazer com que o coração do garoto voltasse a bater, já estivesse lhe escorrendo pelo rosto.

– Para que possamos aprender esse procedimentos? – Resposta terrível.

– Faça o favor de ir embora daqui. – Ela nem ousou desobedecer. A voz baixa e séria, o olhar... Se ela não saísse da sala, ele só tiraria as mãos do peito do paciente para bater nela.

Quando a Minako, assustada, passou ao meu lado, segurei seu braço.

– Bipe Matsumoto Takanori. – Ela assentiu, saindo do quarto com a melhor expressão de choque que eu já vira na cara de um médico em anos.

“Ever…

Get the feeling that you’re never

All alone and I remember now

At the top of my lungs in my arms she dies

She dies.”

[ Ghost Of You ]

E foi só então que eu criei coragem deparar de tentar me fundir a parede. Apenas quando senti que ele repetiria a pergunta para o segundo interno eu resolvi procurar pela minha voz.

Não era uma pergunta justa... Você não aprende esse conceito na faculdade de medicina. Você aprende apenas no primeiro ano de residência, caso tenha um excelente mentor.

Não é um conceito que médicos possuem naturalmente.

Médicos cuidam de doenças... Enfermeiros que cuidam de pessoas.

– Para que você possa dizer à família que fez tudo que pôde. – Akira tinha aprendido aquilo da maneira mais difícil quando entrou para trabalhar ali. E estava tendo de aplicar esse conceito novamente.

Ele sabia que não tinha mais chances ali. No final das contas tudo que ele queria, para poder se martirizar menos no final do dia, era a capacidade de dizer que fez todo o possível para salvá-lo.

– Hora da morte... – Ele pausou, finalmente afastando suas mãos do corpo. – 23:52.

Takanori entrou em seguida e eu pude ver sua expressão murchando quando viu quem ele teria de abrir dessa vez. Quando ele viu a nova peça do açougue.

– Eu falo. – Foi a única coisa que consegui pensar... Para tirar um pouco da culpa dele. Para que ele não precisasse encarar a pessoa que estaria lá fora esperando por noticias.

Só não sabia quantas noites sem sono aquilo iria me custar...

Caminhei pelos corredores do hospital como se eles fossem verdadeiros matadouros; um labirinto cheio de sangue e dor. Era raro nos apegarmos a algum paciente. Era raro termos certeza de que um paciente era bom. Era ainda mais difícil termos certeza de que nada de ruim aconteceria a ele, de que ele não tinha chances de morrer... E ver isso ser destruído na nossa cara.

A sala de espera parecia estar me sufocando. Completamente. O único intuito que eu tinha era de sair dali correndo, mas o moreno me encarou assim que coloquei a cabeça naquele lugar.

Abri a boca... Umas três vezes, porém nada saía, nem um som.

– Tudo bem, já entendi. Ele se foi. Eu achei que isso aconteceria... Ele chegou muito mal aqui... – O homem respirou fundo e olhou para cima, como se não quisesse deixar nenhuma lágrima cair.

“Prometi para ele que não iria chorar. Não que eu esperasse que ele fosse morrer tão cedo... Quer dizer, era pra eu morrer primeiro certo? Eu sou mais velho, mas mesmo assim... Uma vez prometi que não iria chorar se ele fosse primeiro.”

Ishihara Takamasa estava calmo, falando compassadamente. E aquilo estava acabando comigo.

– Pode só... Me dizer o que aconteceu?

– Ele... Por algum motivo que apenas nosso legista pode identificar... Ele foi imunologicamente infectado por uma bactéria hospitalar multi-resistente, auto-imune que atacou seu...

– Em japonês agora, por favor.

– Infecção hospitalar. Atacou seus rins primeiro e provavelmente foi se espalhando, ele deveria estar sentindo alguns sintomas há uns dias. Se Yutaka-san tivesse vindo antes, talvez suas chances fossem melhores, mas... Ele já chegou em colapso... Estava com falência múltipla dos órgãos e... Nós tentamos... De verdade. Mas ele chegou muito tarde. – Era a verdade. Mesmo que a culpa continuasse sendo nossa, talvez se Yutaka Uke tivesse cruzado as portas do hospital ontem, pudéssemos ter tentado mais, teríamos mais tempo. Afinal, ele ter doado a medula para salvar a vida de Touya, custou a dele. – É uma chance em um bilhão de um procedimento desse causar uma infecção. É quase impossível.

– Ele estava febril, eu percebi que ele estava doente... Só que Kai sempre odiou médicos, ele sempre esperava estar de cama pra alguém convencê-lo a vir pra cá... Eu... Deveria ter tentado com mais força... – Ele colocou uma mão na boca, engolindo um soluço.

“Esse fim de semana, ele ia me apresentar para a família dele. Fui contra por mais de um ano, mas... Afinal de contas, eu só tinha medo de fazer parte da vida dele de maneira irremediável.

“Eu nunca fui bom com relacionamentos... Sempre tinha medo de as coisas darem errado. Acho que... Eu esperei demais para... Querer que ele ficasse. Mesmo morando com ele, mesmo compartilhando cada segundo da minha vida com ele... Eu esperei demais pra chamar de família.

“Eu sou tão...”

Uma lágrima minha escorreu. Não dele. Nunca dele, porque Miyavi era mais forte que eu. Porque ele tinha feito uma promessa.

Porque no final do dia... Tudo em que eu conseguia pensar era na minha reação se eu perdesse tudo que ele perdeu, bem quando eu resolvesse aceitar meu lugar.

“I have another confession to make…

I’m your fool.”

[ Best Of You ]



Notas finais
O Nyah fodeu com a minha formatação, então, eu tentei arrumar, mas não sei se deixei alguma coisa faltar.
Ah, Epinefrina é adrenalina, ajuda o coração a bater e os órgãos funcionarem quando ele pára...
Anyway
Agora vocês devem estar querendo me matar, mas, mesmo assim, mereço pedradas, digo, reviews?
E pra quem lê Gamer, pretendo atualizar em breve, assim que tiver mais um tempinho livre.
Beijos :*