E ela canta a morte. Com a boca, os pés, as mãos, o corpo inteiro: de dentro da bolha ela canta, muda, e a melodia que bate nas paredes a ela retorna. E a derruba. Caída, ela agoniza, e o grito se perde na imensidão da bolha que aperta as pernas. Pobre, pobre moça... mais fraca do que a parede da bolha, do que o sussurro morto que escapa dos lábios. Pobre, pobre moça, lagarta que morreu dentro do casulo, que não virou borboleta, que não viu o mundo. Moça presa na bolha. Moça de canto sussurrado. Cadáver preso em bolha carmim.