Notas iniciais
Hey pessoa que está lendo isso aqui,seja lá quem você for,ou de onde está lendo isso,espero que goste,isso é pra todos os fãs de Thaluke.Vejo você lá embaixo.

Maio,final da primavera de 2013.

Thalia abriu as cortinas azuis da sala de estar do alojamento, observando a luz latente transpassar o vidro fino da janela que ocupava aquela parede inteira. Luke havia ido buscar o café da manhã para os dois á duas quadras dali, de moto, e em breve estaria de volta. Estava com a camiseta dele,branca e com algumas manchas de tinta. Já a considerava sua de algumas semanas pra cá,segurou na gola,trazendo-a para perto do nariz. Sentiu o cheiro de alfazema e grama cortada subir pelas narinas e suspirou,não importava o quanto a usasse,sempre teria o cheiro dele.

A tela já estava no centro da sala. Sentou-se no banquinho e começou sua aquarela. Como nada lhe veio na mente, resolveu ir até o seu quarto, dar uma olhada nos quadros antigos e talvez, pelas forças da natureza, inspirar-se.

O quarto estava escuro, quase havia tropeçado em um sapato logo na entrada e sorriu ao ver os lençóis emaranhados e amontoados. Fez uma nota mental, levar os lençóis para a lavanderia mais próxima o mais rápido possível antes que Annabeth começasse a reclamar. Iria se poupar do constrangimento e de quebra pouparia seus ouvidos também.

Abriu o armário e encontrou alguns quadros, mas procurava por um em específico. Remexeu por entre eles e franziu a testa ao não encontrar o desejado, queria dar uma boa olhada nele daquela vez e tinha certeza que o mesmo estava ali á menos de dois dias atrás. Será que havia deixado com Hera quando as duas foram procurar um imóvel onde pudessem construir a galeria?Não, se lembrava de voltar á tarde, segurando o quadro enorme, e pedir a ajuda de Leo Valdez, que passava por ali correndo com roupas esportivas, para carregar a pintura escada acima.

Um barulho de chaves abrindo a porta a despertou dos devaneios, mais ainda procurou pelo quadro uma última vez até que Luke viesse até ela. O namorado sorriu para ela, mostrando a cesta completa de café da manhã. Ela ficou nas pontas dos pés, e em meio ao corredor, beijou os lábios do rapaz. Fazendo-o soltar a cesta no chão para poder enlaçar-lhe a cintura. Ao descolarem os lábios, ela lembrou, em um fio de voz embargada:

— Precisamos tomar café da manhã, tipo, agora. — Tirou tudo rapidamente de dentro da cesta. Colocando sobre a mesa da cozinha pequena,que assim como todo o apartamento,havia sido decorada de forma bela e moderna,já que Annabeth,além de ter bom gosto,fazia arquitetura.— Eu tenho aula daqui uma hora e você me disse que tem estágio na delegacia.

Luke afirmou com a cabeça e passou manteiga no pão.

— Nêmesis me quer lá o mais cedo possível. — Se referiu á chefe de forma banal.Thalia quase queimou á língua ao provar do café com leite,tentava se concentrar,mas seus pensamentos não desviavam de onde estaria o quadro.

Durante o café, conversaram um pouco mais, guardaram a comida e deixaram a louça na pia para Annie lavar caso chegasse antes. Depois de trocarem de roupa e de Luke espalhar pasta de dente na sua bochecha, finalmente pegaram o elevador. Esbarrando com a vizinha nova e mal encarada que Thalia ainda não sabia o nome. A moto de Luke estava estacionada bem na frente do prédio,e ele se inclinou pra ela,formando uma sombra entre suas cabeças.

— Não vai me levar para a universidade hoje? —Interrogou-o, já era rotina irem para a faculdade juntos ou ele apenas deixá-la lá, quando não tinha aulas.

— Será que você consegue carona com alguém? —Ele disse, com as mãos em seu pescoço.Sentiu uma brisa gélida de apreensão, algo comum quando estava com Luke. —Tenho que chegar lá o mais cedo possível.

— Sem problemas, vou ligar para Katie. Travis tem carro. —Justificou, e Luke mordeu os lábios finos, concordando com a cabeça. O olhar dele era tão intenso que Thalia sentiu-se corando,lembrando-se da noite passada.

— Certo. Nós vemos no almoço? — Ele olhou despreocupadamente para os lados.

— Não vai dar, vou almoçar no campus hoje. Curso de pintura.

— Okay. — Ele começou a por o capacete e Thalia colocou a mão sobre a dele.

— Não se preocupe, vamos dar um jeito de conciliar tudo. — Ele nada disse, só sorriu de lado e subiu na moto. Algo piscou na cabeça de Thalia e ela perguntou. —Ei Luke, por acaso você se lembra de onde eu deixei aquele quadro enorme? Que levei para ver como ficaria na parede do imóvel que Hera indicou?

Luke apertou os olhos, e sua boca era uma linha fina. Depois balançou a cabeça e secou as palmas das mãos nos jeans surrados.

— Não vi, vejo você mais tarde. — E arrancou com a moto. A fumaça cinza á cegou por alguns instantes e ela olhou para o outro lado da rua. Havia um rapaz, de provavelmente á sua idade, usando uma tapa olho de pirata e roupas escuras. Nunca tinha o visto na vida, mas poderia jurar que o mesmo tinha cumprimentado Luke com a cabeça antes do mesmo ir embora.

[...]

Era quase oito da noite quando os policiais bateram na porta da casa de Thalia e a algemaram. O resto da noite havia sido um borrão escuro, seu pai e Hera tentando convencer o delegado de que Thalia não havia falsificado o próprio quadro e que a mesma não tinha nenhum envolvimento com a máfia. Por falta de provas e testemunhas de sua inocência, fora arrastada até uma cela, onde passará a noite, berrando e clamando por uma justiça que não viria. Não dormirá,estava até agora encolhida contra uma parede, abraçando os próprios joelhos e ouvindo as vozes de sua família ao longe, desesperadas como animais selvagens. Mas nada a impedia de pensar em uma única coisa:

“Os policiais tinham acabado de transpassar as algemas de aço por entre seus pulsos. Mas Thalia olhava para Luke, que estava estático, com os olhos arregalados e não mexia um único músculo. Thalia pelo contrário, berrava já desesperada para resolver o mal entendido.

— Diga a eles Luke! Diga a eles que me viu pintando aquele quadro! — Soluçava de joelhos no chão, com os pulsos para cima.

— Quieta Senhorita Grace!Levante-se já! — Gritou um dos policiais, mas Thalia não deu ouvidos.

— Luke! Diga a eles que me viu pintando O Corvo! — Implorou, mas o rapaz a olhava com olhos vazios. Ostentava um olhar que jamais havia visto no rosto dele, um olhar de como se não a conhecesse. — Você sabe que esse quadro era meu Luke! Sabe que eu não copiei ninguém!

— Desculpe Thalia, mas eu não consigo me lembrar muito bem. — A voz dele estava oca e sem sentimentos,e Thalia quis matá-lo. Ele se lembrava,estava mentindo, ela conseguia perceber, os policiais não. — Não posso confirmar nada. — Ele desistiu de encará-la, e ela desistiu dele naquele momento. Queria xingá-lo dos nomes mais sujos possíveis, mas sua garganta estava travada, sentia como se nem conseguisse respirar.

— Por aqui Senhorita Grace, poderá esclarecer toda a sua situação lá na delegacia. — Mandou o outro policial, enxotando-a com força.

Deixou o apartamento com várias questões na cabeça, mas a principal era:

Com que tipo de pessoa havia se envolvido afinal?"

Notas finais
E aí?O que acharam? Comentem,quero saber a opinião de vocês! Sintam-se abraçados,See you soon.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.