Notas iniciais
Desculpem a demora, é que o meu PC pifou, e eu acabei ficando sem como escrever até ganhar um novo. (até tentei escrever no colégio, mas a tiazinha me expulsou de lá)

Eu fitava ele, incrédula, enquanto aquela simples frase ficava rodando na minha cabeça.‘’Hm, que bom’’ ‘’HM, QUE BOM?’’ QUE DROGA É ESSA AGORA, LEN?!

Logo depois disso, o sinal tocou, e voltei irada pra sala de aula. Nunca tinha ficado tão irritada antes.

— Ei Rin, você tá bem? – Pelo visto Len tinha percebido a minha irritação

— To, to ótima. – Disse fria

— Não parece.

— Argh, se vai amolar alguém vai amolar a sua coleguinha. – Disse me referindo a vadia de antes

— Coleguinha?

Ele me encara com uma cara de interrogação até que noto que havia falado demais. Coro instantaneamente e viro o rosto pro lado.

— Não é nada importante, esqueça. – Eu digo me acalmando. Ele pode não gostar de mim, eu que estou entendendo tudo errado...Mas...Não quero pensar assim...Eu gosto dele, é pedir muito que ele sinta o mesmo por mim? Acho que é.

Começo a encarar tristemente a carteira.

— Rin, eu...- Len começou a falar, porém o professor chegou, o interrompendo.

— Todos em seus lugares, sem conversa, e prestando atenção em mim, porque eu só vou falar uma vez. – Ele falou enquanto ajeitava os livros

Odeio esse professor.

----------------Depois da aula----------------------

Len me esperava na porta, enquanto eu terminava de guardar o meu material.

— Vamos? – Eu disse enquanto ia até ele, com a minha mochila nas costas

— Vamos. – Ele sorriu e segurou a minha mão, me puxando pela mesma

— L-Len! – Eu o seguia, corada

Ele simplesmente riu e continuou me levando pela mão, até uma sorveteria.

Depois, enquanto Len tomava o sorvete dele tranquilamente eu estava imersa em pensamentos. Acabei sem querer pensando que quem nos visse ali juntos, poderia achar que somos um casal. Devo ter corado, pois senti minha face esquentar.

— O que foi, Rin?

— N-Nada...- Respondi, ainda um pouco envergonhada

Ele riu um pouco e logo estava me puxando pra outro lugar, um parque perto dali. Não entendi o que ele queria fazer ali.

— S-Sabe, Rin...- Len começou a dizer. Viro pra ele e vejo que ele estava um pouco corado.

Len PV

Eu tentava me forçar a falar, mas as únicas coisas que saiam eram palavras sem nexo. Droga, por que isso tem que ser tão difícil?!

— Len...- Ela me encarava, tentando entender o que eu queria dizer

Junto todas as minhas forças e falo de uma vez, o que eu queria dizer.

-Eu...Eu gosto de você, Rin. – Falo, e começo a encarar o chão, nervoso. Não sabia qual seria a reação dela, a resposta...Só sabia que não conseguia mais encará-la.

Em pensar que eu só tinha notado isso depois da Miku falar sobre aquele cara que gostava da Rin.

Rin PV

Fico fitando-o por alguns segundos, em choque, mas feliz. Eu não acreditava no que estava acontecendo. Por um segundo, tive medo que fosse um sonho, e eu acordasse.

— Len – Digo sorrindo, e um pouco corada – Eu também gosto de você

Ele levantou a cabeça e me olhou, surpreso. Não demorou muito até ele abrir um daqueles lindos sorrisos e me beijar...Céus, como aquilo era bom. Eu estava quase explodindo de felicidade. Sinto ele enlaçar a minha cintura, mas não demorou muito pra nos separarmos, afinal, precisávamos respirar. Infelizmente.

Fomos pra casa de mãos dadas, eu sentia que estava no céu. Só tinha um problema: Todos pensavam que nós éramos irmãos. Ignorei o problema e fui curtir o resto do dia com Len. Não do jeito que os mente-poluidas devem estar pensando, nós só nos beijamos!

----------------------------Dia Seguinte----------------------------------

A aula passou se arrastando hoje, mas finalmente acabou. Eu e Len estávamos saindo do colégio quando ouvimos alguns garotos falando sobre um estranho buraco-negro colorido que havia reaparecido novamente, dessa vez no parque. Olhei pra Len, desejando do fundo da minha alma que ele não tivesse ouvido, e se tivesse, desistido da idéia de ir. Eu sei que isso é egoísmo, mas não queria deixá-lo ir agora. Não agora que nos entendemos.

Ele começou a encarar o chão, e cada vez mais eu temia o que iria acontecer.

— Eu tenho que ir, Rin – Ele disse me encarando – Não sei se vou ter outra chance de voltar.

Ao ouvir essas palavras senti como se começasse a despedaçar. Eu não queria deixa-lo ir. Não podia. Não agora. Eu preciso dele.

E assim minha vista começou a ficar embaçada por causa das lágrimas.

Notas finais
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